Angola e Moçambique no Crepúsculo do Império
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CEAUP - Centro Est.Afr.Univ.Porto, fevereiro de 2022 ‧
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SINOPSE
Durante décadas, a censura e a autocensura baniram os textos demasiado desviantes sobre a situação em África. Depois da implosão das Forças Armadas e da derrocada do Império, a chegada de centenas de milhares de retornados, amargurados e traídos, trouxe a publicação de testemunhos que deixaram pouca margem à narrativa dos supostos esplendores que conheceram antes do seu retorno.
Poucos valorizavam a explosão económica em Angola, em 1973. Simultaneamente, ou quase, as querelas internas no seio dos oficiais de carreira alimentaram uma outra corrente que, também ela, negligenciou o desenvolvimento, contudo visível a olho nu, nas duas grandes colónias continentais, sendo a Guiné o calcanhar de aquiles dos defensores do statu quo.
Apareceram, pouco depois, as produções literárias de antigos combatentes, nada propensos a interpretar as estatísticas, para eles indiferentes nos quartéis do mato. A conjugação destes factores e de bastantes outros fez com que os portugueses nunca tenham tido verdadeira consciência de que, na altura de abandonarem o Império, este dava a impressão de ter atingido um louvável ciclo, o máximo do seu valor económico, pelo menos em Angola.
Poucos valorizavam a explosão económica em Angola, em 1973. Simultaneamente, ou quase, as querelas internas no seio dos oficiais de carreira alimentaram uma outra corrente que, também ela, negligenciou o desenvolvimento, contudo visível a olho nu, nas duas grandes colónias continentais, sendo a Guiné o calcanhar de aquiles dos defensores do statu quo.
Apareceram, pouco depois, as produções literárias de antigos combatentes, nada propensos a interpretar as estatísticas, para eles indiferentes nos quartéis do mato. A conjugação destes factores e de bastantes outros fez com que os portugueses nunca tenham tido verdadeira consciência de que, na altura de abandonarem o Império, este dava a impressão de ter atingido um louvável ciclo, o máximo do seu valor económico, pelo menos em Angola.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789898156310 |
| Editor: | CEAUP - Centro Est.Afr.Univ.Porto |
| Data de Lançamento: | fevereiro de 2022 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 211 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 248 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História da África
|
| EAN: | 9789898156310 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Muito esclarecedor
Liliana
Para quem viveu nestes países antes do 25 Abril e conheceu o potencial destes países, é reler um relato do que já sabiam, países como Angola com um potencial enorme, ser abandonada à sua própria sorte, quando eram os portugueses que faziam a economia crescer. Quantos retornados gostariam de voltar...
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