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Alecrim, Alecrim aos Molhos

de José Martins Garcia

editor: Companhia das Ilhas, julho de 2018
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Antes de mais, um aviso: deixe o leitor a etiqueta, o bom senso e a imaginação domesticada aqui à boca do livro. É que é impossível ler o primeiro conto de Alecrim, Alecrim aos Molhos mantendo essa artilharia protectora. Vai-se tudo pelo ar com o louco delírio de um enorme manicómio que «ocultava perfeitamente tanto as personagens como os desabafos». Se quiser, substitua já, até por questões práticas, manicómio por mundo e fica preparado para o resto das histórias.

Se conseguir passar a montanha russa trágico-cómica da primeira narrativa, onde cabem, entre outros figurões, uma mãe que torturava porcos — e há outros porcos e porcarias neste volume — com uma vara de Marmeleiro, um Poeta que vivia numa gaveta, rodeado de poemas místicos, um Boémio que dormia dentro dum gramofone, uma donzela Guiomar, que se dedicava a afiar as unhas nas orelhas de rapazes pobres, uma Judite morena, feia como uma cabra e de seios rijos, caricaturas que descem dos quadros para fazer gestos grosseiros, e sobretudo uma grotesca obscenidade que não poupa nenhum ser, estará preparado para o resto da feira popular.

Que, sendo feira e sendo popular, mantém um programa pouco agradável no modo como se dirige ao comércio da natureza humana.

Mas quem conhece a prosa de José Martins Garcia sabe que este nunca foi dado ao sacerdócio literário.

Alecrim, Alecrim aos Molhos

de José Martins Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898828521
Editor: Companhia das Ilhas
Data de Lançamento: julho de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 217 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
Tipo de produto: Livro
Coleção: Obras de José Martins Garcia
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789898828521
José Martins Garcia

José Martins Garcia nasceu na Criação Velha, ilha do Pico, a 17 de fevereiro de 1941. No então Liceu Nacional da Horta fez uma parte dos seus estudos. Os bons resultados escolares deram-lhe acesso a uma bolsa da Junta Geral, o que lhe permitiu completar o curso liceal no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, cidade onde se licenciou em Filologia Românica pela Faculdade de Letras.

No ano letivo de 1964-65 foi professor eventual no Liceu da Horta. Chamado a cumprir serviço militar, em 1965, foi mobilizado para a Guiné, aí permanecendo de 1966 a 1968, experiência que se projeta em Lugar de Massacre (1975), um dos primeiros romances portugueses a abordar a guerra em África, incluído por Rui de Azevedo Teixeira no grupo dos oito romances obrigatórios, canónicos, da literatura da Guerra Colonial. Essa experiência acabaria por pontuar, sob diversas formas e em diferentes circunstâncias, o conjunto da sua obra.

Entre 1969 e 1971 foi leitor de Português na Universidade Católica de Paris. De regresso a Portugal, lecionou na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1971 e 1979. Neste ano rumou aos Estados Unidos como professor visitante da Brown University (Providence), aí permanecendo até 1984; o rasto desse tempo americano é detetável em Imitação da morte e no livro de poemas Temporal.

De seguida ingressou na Universidade dos Açores, onde se doutorou com uma tese sobre Fernando Pessoa, Fernando Pessoa: coração despedaçado, escrito precisamente durante a sua permanência nos Estados Unidos e graças às condições de investigação aí encontradas, como o próprio autor confessa na apresentação da obra; a tese representa a sucessiva expansão de um projeto inicial de recensão crítica a um livro sobre o poeta dos heterónimos. Na Universidade dos Açores foi o responsável pela introdução da cadeira de Literatura Açoriana nos planos curriculares das licenciaturas em Línguas e Literaturas Modernas, da qual foi docente durante alguns anos, e ocupou os cargos de Vice-Reitor e diretor da revista Arquipélago-Línguas e Literaturas, tendo terminado a sua carreira académica como Professor Catedrático.

A sua relação com a imprensa de Lisboa está atestada pela colaboração no suplemento Letras e Artes do jornal República (1972-1974), onde publicou uma boa parte das críticas e ensaios reunidos em Linguagem e Criação (1973), bem como as crónicas de Katafaraum é numa nação (1974). Entre 1973 e 1974 foi ainda crítico literário da Vida Mundial; colaborou igualmente n’A Capital e no Diário de Notícias, prolongando-se a colaboração neste último até fevereiro do ano seguinte. Em fevereiro de 1976 passou a exercer as funções de diretor-adjunto do Jornal Novo.

A partir do início dos anos setenta, como refere Ricardo Jorge, José Martins Garcia torna-se «um dos mais assíduos colaboradores de Fernando Ribeiro de Mello nas Edições Afrodite», onde, aliás, publicou parte da sua obra, a começar por Alecrim, alecrim aos molhos (1974) e a prolongar-se em obras de referência como Lugar de Massacre (1975), A fome (1977) e Revolucionários e Querubins (1977). Além disso, a sua colaboração com Fernando Ribeiro de Mello traduziu-se na escrita de prefácios, na organização de antologias e na tradução, substituindo, com as devidas distâncias, «a conterrânea Natália Correia como referência literária da Afrodite», na opinião de Pedro Piedade Marques.

José Martins Garcia faleceu em Ponta Delgada a 3 de Novembro de 2002.

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