10% de desconto

Agamenon

de Rodrigo Garcia
idioma: francês
Editor: SOLITAIRES INTEMPESTIFS, julho de 2004 ‧
10,81€
10% DESCONTO CARTÃO
Alors je prends les ailes de poulet et je trace sur la table un schéma impeccable et clair de la TRAGÉDIE. Avec des ailes de poulet frit. Je compte une deux trois sept ailes de poulet. Je débarrasse la table. Je jette tout ce qu'il y a sur la table : les Coca-Cola‚ les restes de sauce‚ tout. Je laisse le champ libre aux ailes de poulet. Une deux sept ailes de poulet. Je les dispose sur la table‚ chacune à sa place. Impeccable. Et je prends la bouteille de ketchup et j'écris en grand sur la table le mot : TRAGÉDIE. Alors mon fils se fend la gueule. Moi‚ je lui explique que la TRAGÉDIE commence dans le monde industrialisé.

Agamenon

de Rodrigo Garcia

Propriedade Descrição
ISBN: 9782846810906
Editor: SOLITAIRES INTEMPESTIFS
Data de Lançamento: julho de 2004
Idioma: Francês
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ccn
Classificação Temática: Livros em Francês > Literatura > Ficção
EAN: 9782846810906

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Garcia

Rodrigo García (1964) passou a infância e adolescência no bairro Yparraguirre de Grand Bourg, na periferia de Buenos Aires, Argentina. Foi verdureiro, talhante, moço de recados e criativo de publicidade, trabalhos que abandona para se dedicar ao teatro. Estabelecido em Madrid, em 1989 criou a companhia La Carnicería Teatro, para a qual escreve, dirige e concebe o espaço cénico, tendo realizado inúmeras produções, na procura de uma linguagem pessoal, afastada da do teatro tradicional, no Teatro Pradillo de Madrid, no Teatro Nacional da Bretanha, na Bienal de Veneza, no Festival d’Avignon e no Festival de Outono de Paris, na Schaubühne Berlin, entre outros. García foi influenciado por autores como Samuel Beckett, Harold Pinter, Eduardo Pavolvsky, Heiner Müller, Thomas Bernhard, Louis Ferdinand Céline, Peter Handke, Tadeusz Kantor e o período negro de Goya. Privilegiando um teatro experimental e de forte discurso político, os seus trabalhos ficaram conhecidos por não fazerem concessões e explorarem uma linguagem crua e violenta do corpo do ator em cena. Em 2009, a UNESCO atribui-lhe o Prémio Europa de Teatro — Novas Realidades Teatrais. Tendo vivido numa aldeia nas Astúrias até 2013, mudou-se para Montpellier em 2014, para assumir a direção do Centro Dramático Nacional de Montpellier. Em Portugal, estabeleceu uma relação cúmplice com o Festival Citemor (Montermor-o-Velho), tendo apresentado After Sun (2001), Comprei uma pá no Ikea para cavar a minha tumba (2003), Aproximação à ideia de desconfiança (2006), e ali estreou Ronald, o palhaço do McDonalds (2001), espetáculo que lhe proporcionou reconhecimento internacional, e Autocompaixão (2006). Frequentemente, afirma que os seus textos, quando publicados, são restos dos seus espetáculos.

(ver mais)

DO MESMO AUTOR