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A Sociedade do Cansaço

de Byung-Chul Han
Livro eBook
Editor: Relógio D'Água, setembro de 2014 ‧
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De acordo com Byung-Chul Han, uma das mais inovadoras vozes filosóficas surgidas na Alemanha, o Ocidente está a tornar-se uma sociedade do cansaço.
Segundo este autor germano-coreano, qualquer época tem as suas doenças características. O início do século XXI, do ponto de vista patológico, seria sobretudo neuronal. A depressão, as perturbações de atenção devidas à hiperatividade e a síndroma do desgaste profissional definem o panorama atual.

A Sociedade do Cansaço

de Byung-Chul Han

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896414498
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: setembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 234 x 4 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Coleção: Antropos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789896414498

A sociedade da hiperatividade (que não pára para contemplar)

Rui

Depressões, défices de atenção, hiperatividade, burnouts, transtornos neuronais múltiplos. Estas são algumas das preocupantes doenças que caracterizam o nosso tempo. Byung-Chul Han, neste breve mas pertinentíssimo ensaio, apresenta-nos a sua perspetiva acerca desta patologia coletiva, evidenciando como o homem contemporâneo se sente cansado e apagado interiormente, num tempo em que, paradoxalmente, as possibilidades, os estímulos e as condições em geral nunca foram tão favoráveis. Segundo Han, o homem moderno padece de um excesso de positividade. Esta positividade caracteriza-se por uma forma de vida ativa, na qual o sucesso é sinónimo de desempenho e de produtividade, numa corrida competitiva desenfreada, que o impele, a todo o momento e a um ritmo muito acelerado, a fazer e a produzir mais. Toda esta atividade frenética tem um cariz perverso, que nos deve fazer refletir: é realizada de forma autoimposta, sendo um tipo de coação que dispensa uma entidade disciplinadora externa – sob este ponto de vista o homem tornou-se mestre e escravo de si mesmo. Esta perspetiva deprimente de um homem autosubjugado ao ímpeto positivista, alerta-nos para a necessidade premente de colocar um travão a esta escalada de hiperatividade, contrapondo-lhe as virtudes da vida contemplativa. É na contemplação que encontramos o fôlego necessário para desenvolver algumas das mais indispensáveis atividades de enriquecimento do espírito humano, como a introspeção, o autoconhecimento e o ócio. Parar. Serenar. Contemplar. Contrapor alguma negatividade a um mundo que transborda de uma positividade intoxicante que potencia, para além de transtornos neuronais graves, um tipo de mentalidade seguidista, acrítica, impaciente e muito pouco disponível para acolher a diferença.

Arrebatador pela tese atípica

António J. Figueira

Não se esperava menos de um pensador deste calibre, que teve como oportunidade estudar o fenómeno da sociedade do cansaço usando o exponencial crescimento do seu país natal como tubo de ensaio. De facto, embora nos antípodas do que seria uma tese trivial, Byung consegue sustentadamente, o papel etiológico do excesso de positivismo para as ditas ´´doenças paradigmáticas do homem tardomoderno´´. Diria que este ensaio, na ótica do leitor, é tanto um meio como um fim, isto porque até ao contemplarmos o que o autor propõe, damos espaço ao tédio renovador e produtivo que nos afasta das armadilhas da vida puramente ativa (e sem propósito).

Interessante leitura, com profundidade de reflexão.

Márcio Silva

Era um livro (autor) que ansiava ler. Trouxe com ele fortes argumentos, dos quais, cada vez mais concordo. "A vida humana nunca foi tão efémera como nos dias de hoje" é uma "simples" constatação da sua argumentação, mas, que a preenche de forma clara e explicativa de forma madura. Será um ensaio a reler para facultar outra reflexão também esta cada vez mais madura. É, sem caso para dúvida um autor do qual irei continuar a querer descobrir.

O Animal-Trabalhador e seus Enfartes Neurológicos

V. Castro

Breve reflexão, embora um pouco dispersa, sobre os efeitos nefastos da sociedade da sobreprodução, sobrerrendimento e sobrecomunicação no ser humano. Inclui observações pertinentes no que toca à auto exploração do homem, ao excesso de estímulos neuronais na atualidade, à incapacidade de concentração plena, à generalização do doping cerebral, à acção não significativa, às interacções sociais do ser permanentemente cansado, entre outras, relacionando-as, de forma intuitiva, com as enfermidades psicológicas características da contemporaneidade.

Interessante

Mário Correia

Livro interessante pela crítica que faz a alguns pensamentos filosóficos dominantes. Textos curtos mas que podem abrir caminhos longos. Recomendo.

Conciso e preciso

RT

As reflexões filosóficas sobre a sociedade contemporânea são acessíveis e necessárias. Vale muito a pena!

Dá o que pensar

RTr

Vale a pena ler os argumentos neste livro expostos para tentarmos alcançar alguma compreensão do que é nosso mundo hoje e porque vivemos como vivemos. Recomendo.

Interessante

Susana Santos

È maravilhoso quando um livro nos reflete o que sentimos e pensa-mos. Quando alguém sabe colocar em palavras o que nos vai cá dentro.

Interessante

Adriana

A ideia geral do livro é interessante e muito atual, mas todo o livro reforça a mesma ideia sem uma linha condutora muito clara

A era do multitasking

Gomes

Vivemos numa era de exaustão e fadiga, causada por uma compulsão incessante de sermos mais, conseguirmos mais, sermos melhores. O autor não vê estes sinais como indicadores de progresso civilizacional, bem pelo contrário: nesta era de hiperatenção, os estímulos pervasivos e incessantes, resultam num amplo mas superficial estado de atenção que nos nega a verdadeira capacidade de contemplação, criatividade e autoexploração.

O tempo das doenças para dentro

José Vieira

Um livro fundamental para percebermos este século tão estranho e maravilhoso que é o século da velocidade imparável. Byung-Chul Han,atento aos movimentos da nossa sociedade ocidental e ao pensamento, chega à conclusão que as principais causas do fracasso dos nossos dias têm que ver com o plano afetivo e psicológico do ser. Passamos de uma sociedade baseada no pessimismo e no negativismo para desembarcarmos no cais da positividade extrema , em que o falhanço, a morte e a solidão são dissimuladas até ao âmago do cansaço! Um livro que fala do nosso tempo: o tempo das doenças para dentro!

Uma Só ciedade

André Carneiro

Intressante e esclarecedor, aborda um tema da actualidade, descrevendo e muito bem em que tipo de sociedade nós estamos a tornar.

"Evolução"

David Oliveira

Livro filosófico, mas com grande conteúdo. Relata na íntegra a evolução da sociedade até ao dias atuais. Uma profunda análise À forma como se vive e se como as relações sociais "evoluiram" ao longo dos anos. Aconselho a todos aqueles que gostam de se sentir integrados e informados acerca da realidade.

Demasiado técnico

Paulo Monteiro

Tema muito interessante, mas a escrita e linguagem adequam-se mais a uma aula filosófica do que a um livro. Torna-se maçudo e confuso, requerendo alguma concentração.

SOBRE O AUTOR

Byung-Chul Han

Byung-Chul Han (Seul, Coreia do Sul, 1959) Filósofo e ensaísta especialista em Estudos Culturais, é considerado um dos pensadores mais relevantes da contemporaneidade pela sua crítica ao capitalismo e à sociedade laboral. Estudou Filologia Alemã e Teologia na Universidade de Munique, e Filosofia na Universidade de Friburgo, onde obteve o doutoramento com uma tese sobre Martin Heidegger. Deu aulas de Filosofia na Universidade de Basileia, de Filosofia e Teoria dos Meios na Escola Superior de Design de Karlsruhe e de Filosofia e Estudos Culturais na Universidade das Artes de Berlim.
É autor de mais de 20 obras, entre as quais se destacam A Sociedade do Cansaço, A Sociedade da Transparência, Psicopolítica, Não-Coisas, Infocracia e Vita Contemplativa. Todas traduzidas para vários idiomas.
Foi distinguido com o Prémio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades 2025.

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