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A Selva

Antecedido de Pequena História de A Selva (46ª Edição)

de Ferreira de Castro
Editor: Cavalo de Ferro, outubro de 2014 ‧
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Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna, A Selva, notável epopeia sobre a vida dos seringueiros na selva amazônica durante os anos de declínio do ciclo da borracha, foi lida e amplamente elogiada por nomes que vão desde Jaime Brasil (Livro único na literatura de todo o mundo) a Agustina Bessa-Luís: (obra-prima) e Jorge Amado (clássico do nosso tempo), não passando igualmente despercebida a grandes figuras da literatura internacional, como Albert Camus (estilo sinuoso e sugestivo, como uma vegetação exuberante de termos estranhos e maravilhosos. Livro inesquecível), Blaise Cendars (brilhante e ardente estilista), seu tradutor francês ou Ztefan Zweig (admirável romance).

«A Selva é um livro excecional que se escreve de uma só vez na existência de um romancista: a narrativa matricial, cântico, elegia, tragédia, diário de suplícios e deslumbramentos»
Urbano Tavares Rodrigues

A Selva

Antecedido de Pequena História de A Selva (46ª Edição)

de Ferreira de Castro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896231965
Editor: Cavalo de Ferro
Data de Lançamento: outubro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 154 x 228 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 284
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896231965

Interessante

Manuela Teixeira

Comprei este livro, porque foi a escolha do meu filho para um trabalho na escola, por curiosidade acabei por lê-lo, fiquei impressionada com a escrita e com o desenrolar da história, muito marcante. Recomendo

Embrenhados n'A Selva

Marta Almeida

Ferreira de Castro e a sua A Selva remetem-nos para o universo brasileiro da Amazónia, no início do século XX, um mundo sombrio e lamacento que nos leva a conhecer o âmago da selva e do ser humano. Um espaço de homens exploradores, de escravidão, de instintos cruéis e primitivos, que vão prender o nosso personagem principal, Alberto, um jovem português, instruído, que se vê atirado para esta dura realidade, que o irá fazer descer à mais baixa condição humana e provocar uma mudança de consciência, do homem e do seu sentido de liberdade e justiça. O autor transportou para estas páginas a sua própria experiência nas profundezas brasileiras dos seringais e, numa escrita densa e vibrante, faz-nos, certamente, viajar, respirar, transpirar e assolar por este mundo cruel e selvático.

Belíssima edição

Nuno

Havia lido "A Selva" numa edição bastante antiga que tinha em casa dos meus pais. A nova edição da Cavalo de Ferro é belíssima e integra também a curta história "Pequena História de A Selva". Um livro que merece destaque na nossa literatura e, infelizmente, bastante esquecido do público alargado.

Livro a Selva

Catarina Martins

Livro recomendado pelo PNL para o 10 ano e a minha filha escolheu-o para apresentar na disciplina de Português! Está a gostar bastante

Fascinante

João Pinheiro

O autor capta a atenção do leitor às primeiras linhas, levando-nos a conhecer o percurso de Alberto, o protagonista, que, distante da pátria rodeado por um espaço que lhe é adverso, vai consumando a viagem do seu auto-conhecimento. Ao longo da narrativa, Alberto cruza-se com várias outras personagens que, de certa forma, contribuem para essa auto-revelação. A par disto, o espaço físico da Amazónia, proporciona ao leitor uma experiencia quase sensorial daquilo que o Autor chama de “inferno verde”. Algo só transmissível por quem o tenha vivido.

SOBRE O AUTOR

Ferreira de Castro

José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, a 24 de maio de 1898. Oriundo de uma família de camponeses pobres, fica órfão de pai aos oito anos e emigra, em 1911, com doze anos e a instrução primária, para o Brasil. Por algumas semanas trabalha em Belém do Pará, mas não tarda a ser expedido para o interior da selva amazónica. Permanece ali quase quatro anos, tempo em que escreve contos e crónicas que envia para jornais do Brasil e de Portugal. Com 14 anos redige Criminoso por Ambição, o seu primeiro romance que, mais tarde, aquando do seu regresso a Belém do Pará, em 1916, publica em fascículos e vende de porta em porta. Lança-se igualmente no jornalismo, colaborando assiduamente em jornais e revistas do Brasil.
Já senhor de grande fama no jornalismo brasileiro, decide, após o intenso contacto com os seus compatriotas lhe ter feito renascer as saudades da pátria, regressar a Portugal em 1919 com apenas quatrocentos escudos no bolso. O êxito obtido no Pará é, contudo, totalmente ignorado em Portugal. Vive períodos de absoluta miséria e passa dias inteiros sem comer quando reinicia a sua dupla faina de repórter e escritor. Em 1934, decidirá abandonar o jornalismo, devido à censura prévia nos tempos difíceis da ditadura. Mais tarde afirmaria que «(...) a censura tem, porém, uma virtude: é demonstrar quanto vale ser um homem livre, um povo livre!» (in Mensagem, 1946)
Publica, em 1928, o romance «Emigrantes» e «A Selva» em 1930, acompanhados de estrondoso êxito nacional. Sobre estes livros, o crítico literário Álvaro Salema, em artigo publicado no jornal O Comércio do Porto, de 12 de maio de 1953, afirma: «A publicação de "Emigrantes", em 1928, fixou uma data na história literária portuguesa, que é também um ponto de partida decisivo. (...) Ferreira de Castro desvendou com "Emigrantes" e logo a seguir com "A Selva" um novo roteiro para a criação literária no romance, na novela e no conto (...)».
Seguir-se-á, a um ritmo regular, a publicação de outros romances: «Eternidade» (1933), «Terra Fria» (1934), «A Tempestade» (1940), «A Lã e a Neve» (1947). No período imediato ao pós-guerra, Ferreira de Castro torna-se um dos autores mais lidos em Portugal e no estrangeiro - onde a literatura portuguesa pouca expressão tinha. As suas obras estão editadas com sucesso em mais de dez línguas (em França é traduzido por Blaise Cendars) e, com a 10.ª edição de «A Selva», atinge a fasquia de meio milhão de exemplares vendidos em todo o mundo com um só livro.
Durante este mesmo período, Jaime Brasil publica o opúsculo Os Novos Escritores e o Movimento Chamado «Neo-Realismo», reivindicando para Ferreira de Castro a condição de iniciador — e não apenas precursor — do realismo social na literatura.
A fama e o reconhecimento do autor não mais cessarão de crescer. Em 1949, a sua editora, a Guimarães, inicia a publicação das Obras Completas do autor, ilustradas por nomes como os de Júlio Pomar, Keil do Amaral, Sarah Affonso, Artur Bual, João Abel Manta, entre outros.
Nos anos cinquenta publica, entre outros, os romances «A Curva da Estrada» (1950), «A Missão» (1954) e «O Instinto Supremo» (1968).
Ferreira de Castro foi, por diversas vezes, proposto para o Prémio Nobel e, por outras, recusou sê-lo, em detrimento de outros escritores portugueses.
Ferreira de Castro morre no Porto a 29 de junho de 1974. Apenas um ano antes a UNESCO anunciava que «A Selva» estava entre os dez romances mais lidos em todo o mundo.
Consagrado como uma das maiores figuras da literatura portuguesa, sobre ele escreveu Óscar Lopes: «foi o primeiro grande romancista português deste século que se determinou por problemas objetivos e não apenas por impulsos íntimos».

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