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A Segunda-Feira Existencial e o Domingo da História

de Benjamin Fondane
Editor: VS. Editor, junho de 2024 ‧
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Benjamin Fondane nasceu na Roménia e mudou-se já adulto para Paris. Viveu também em Buenos Aires, onde foi próximo de Victoria Ocampo, e morreu em Auschwitz. Artista e pensador, encontrou em cada limite, em cada fronteira, «uma tortura e um estímulo». Poeta, crítico, apaixonado pelo teatro e pelo cinema, Fondane foi o mais ousado dos existencialistas, um anarquista metafísico, que afirmava o indivíduo contra essas grandes abstracções que limitam a liberdade humana — o Estado, a História, a Lei, a Ideia.

Em A Segunda-Feira Existencial e o Domingo da História reúnem-se alguns dos seus textos filosóficos mais provocadores e importantes.

Prefácio de Monique Jutrin
Apêndice de Emil Cioran (traduzido por Cristina Fernandes)

A Segunda-Feira Existencial e o Domingo da História

de Benjamin Fondane

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899105294
Editor: VS. Editor
Data de Lançamento: junho de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 210 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
EAN: 9789899105294

SOBRE O AUTOR

Benjamin Fondane

Benjamin Fondane, filho de pai comerciante e mãe originária de uma família intelectual judaica, nasceu em Iasi, na região da Moldávia, em 1898. Começou a publicar poemas em revistas com apenas 14 anos, e, pouco mais tarde, traduções suas de poemas em iídiche. Escreveu ativamente na imprensa judaica e romena até 1923. Em dezembro desse ano, mudou-se para Paris, cidade fervilhante de cultura e escapatória (por pouco tempo) para as perseguições anti-semitas que ocorriam na Roménia.
Em 1938, naturaliza-se francês. Pouco depois, rebenta a Segunda Guerra Mundial, e, em 1940, é feito prisioneiro de guerra por parte dos alemães, mas acaba por ser libertado por questões de saúde.
Na França ocupada, recusa marcar-se com a cruz amarela. Entretanto, conhece Emil Cioran, no qual exerce uma influência decisiva para o desvio das suas juvenis simpatias para com o fascismo. Em 7 de março de 1944, no seguimento de uma denúncia, Fondane e Line são detidos e levados para o Campo de Drancy. Aciona-se uma pressão (por Emil Cioran e Stéphane Lupasco, de entre outros) para a sua libertação, a qual é aprovada, com o argumento de ser «esposo de uma ariana». Mas não se consegue nada em relação à irmã, e Fondane recusa-se a abandoná-la. São então ambos deportados para Auschwitz em 30 de maio. Line será a primeira a morrer. Fondane sobrevive-lhe alguns meses, durante os quais, nos momentos de liberdade, cimenta amizades em discussões sobre poesia e filosofia.

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