A Quinta dos Animais

de George Orwell
Editor: Antígona, julho de 2008 ‧
Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos.

À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, «no tempo em que os animais falavam», os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comporta-se como animais.

A Quinta dos Animais

de George Orwell

Propriedade Descrição
ISBN: 9789726081975
Editor: Antígona
Data de Lançamento: julho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 128 x 208 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 156
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789726081975

Uma fábula para não esquecer

Rui

Este livro de Orwell é uma fabulosa fábula que nos adverte, de forma irónica e satírica, para os perigos escondidos por detrás dos regimes totalitários ainda tão em voga nos dias que correm. Escrito como uma espécie de crítica velada ao socialismo soviético vigente na altura, não deixa de ter aplicabilidade a qualquer regime totalitário, de esquerda ou de direita. Maravilhoso!

Melhor analogia de sempre

Joana Fernandes

Leitura super fácil e que puxa o leitor a continuar. Ótimo para qualquer idade.

Leitura indispensável

Ricardo Matias

O livro é um clássico que toda a gente deveria ler, explicando através de uma fábula as relações de poder entre classes, independentemente do regime político vigente. A Antígona fez um trabalho muito bom neste livro, não só pelo grafismo da capa mas também pelas notas sobre a tradução e sobre o contexto em que a obra foi escrita, que ajudam a perceber melhor o livro.

Magnífico

RS

Um livro que toda a gente deveria ler.

A melhor metáfora do socialismo!

Pedro Ramos

Esta obra de George Orwell é a melhor descrição metafórica da origem e queda do socialismo. Várias foram as tentativas de implementação deste tipo de modelo societário e, tantos anos após da publicação desta obra, a história continua a repetir-se exactamente do mesmo modo. A genialidade de Orwell não reside na capacidade de observar as motivações e consequências deste regime (pois isso é algo documentado e de acesso livre a todos os interessados) mas sim na escolha simbólica de cada animal para desempenhar a respetiva função na quinta do regime.

Brihante

Tiago Magueta

Um dos primeiros livros que li, e prendeu-me do inicio ao fim. Uma dura crítica aos regimes politicos que governavam naquela altura, e que ainda hoje não estão completamente extintos. Recomendo.

Brilhante!

Cláudia

Este livro é fantástico, é uma alegoria brilhante, contada em modo de fábula, com o objectivo de tecer duras críticas ao regime soviético e, mais em particular, à revolução russa e a Estaline. Sendo que, no processo, Orwell aproveita também e faz críticas a Inglaterra e à forma como acolheu e protegeu a Rússia ao longo dos anos, nomeadamente na imprensa. O mais engraçado neste livro é que, durante toda a história, me imaginava a lê-la aos meus filhos pequenos à hora de dormir. Porque é uma história que pode perfeitamente ser contada a crianças (tirando um ou outro momento mais sanguinolento). A capacidade deste autor de montar este teatro com todas estas personagens animais para explicar conceitos políticos é brilhante. Mas, aquilo que mais assusta, é o quando este livro continua actual e se pode aplicar a muitos outros regimes políticos. Quantos Napoleões e Tagarelas não há por aí todos os dias à frente de tantos países? E é preciso nunca esquecer: "TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS MAS ALGUNS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OUTROS"

Animais, somos nós

Paula Pereira

Em 2018, este livro continua a fazer sentido. Dos meus livros preferidos ,que nos deixa com um nó na garganta.

George Orwell

ZP

Mais um dos clássicos de George Orwell, livro de leitura fácil e muito objetivo. Uma alegoria perfeita do que foi, principalmente, a sociedade russa. Uma história bastante politica e social, tal como acontece no livro 1984. As ideias são repetitivas apesar de histórias completamente diferentes

bela geringonça que montaram os animais na Quinta do Infantado

LMRF

"Todos os animais são iguais, uns mais iguais do que outros" . Não é que os suínos tenham descido ao nível dos humanos mas que as idéias dos suínos já eram porcas na base portanto os frutos de uma árvore de má qualidade nunca podem ser bons, nem foram bons.

Clássico

pavlo

Recomendo este livro pois nele mostra a outra fase da revolução russa e como as coisas mudaram com o tempo.

Leitura obrigatória

Vanessa Santos

Um livro pequeno e de fácil leitura, com um tema bastante atual. A ganância do extremo poder, a manipulação e corrupção que nos envolve nos nossos dias de hoje, mas contada numa outra perspectiva, numa quinta e as suas personagens são animais. Mas não diferentes dos humanos. Afinal, somos todos iguais. Recomendo.

Brilhante metáfora

Manuel Duarte

Um livro pequenino, mas enorme que sintetiza o pensamento socialista/comunista aplicado numa quinta. A forma de como os explorados, se tornam exploradores tudo em busca de um ideal que só conta no campo teórico e revolucionário.. A prática é o que se vê... Recomendo vivemente a leitura

Extraordinário!!

Luís Pereira

A fábula política do século. Através de analogias e personificações deixa duras críticas ao comunismo, bem como à ganância e ao poder! "Olhavam dos animais para os homens, dos homens para os animais, e, novamente dos animais para os homens, e era já impossível distingui-los" -Se os homens se tinham tornado porcos, os porcos por sua vez tinham tomado o lugar dos homens, é acerca desta circularidade que devemos refletir. ( do Prefácio)

Incrível!

Catarina Mourão

"Todos os animais são iguais, mas alguns animais são Is iguais do que outros" Livro genial e extremamente atual, mas faz nos reflectir sobre o papel do homem/animais em relação à sociedade, ao poder e ao humanismo.

Obrigatório

DP

Uma sátira política, social genial! Continua a ser uma questão atual...

Genial

Maria Amaral

Em A Quinta dos Animais, Orwell utiliza os animais para demonstrar e ridicularizar as franquezas dos humanos, censurando o Stalinismo/Estalinismo. Nesta obra satírica, Orwell pretende "contar" uma história de corrupção e traição onde os animais criam uma sociedade utópica, porém alguns animais seduzidos pelo poder establecem uma ditadura e afastam outros animais que, eventualmente, seriam uma ameaça para a sua ditadura. É uma obra genial e recomendo que todos leiam, poderá haver pessoas que não gostem tanto como eu gostei pois depende do gosto de cada um. Quero chamar a atenção para a última frase desta obra, pois é brilhante.

todos deviam ler

joana patricia

representava a sociedade na altura e representa-a agora. Um livro muito bonito

PNL

S. M.

Um livro que mostra o idealismo da sociedade. Recomendado como leitura no 9.º ano, no âmbito da disciplina de português, não cativa, de todo, jovens adolescentes.

Idealismo

Liliana Costa

Um livro que faz pensar sobre a vulnerabilidade de pensamento das pessoas, aqui retratadas por animais. Como é possível lutar contra uma ditadura e depois passa a ser um ditador apenas pela sede do poder.

Satírica

Susana

Alegoria que representa a implantação do regime estalinista na URSS. Uma obra satírica, que usa os animais parar ridicularizar os defeitos humanos, censurando a sociedade. Quando os animais se apercebem que estão a ser escravizados pelo homem decidem fazer uma revolta e começam a governar a quinta. No entanto, o poder sobe à cabeça de alguns e é criada uma ditadura...

Incontornável

P Xavier

Tal como em 1984, com esta obra Orwell recorre a metáforas para descrever os actos políticos e as consequências sociais dos mesmos, recorrendo desta vez a animais, mas mantendo em simultâneo uma relação de abrangência que é direccionada para as sociedades contemporâneas. É uma obra incontornável para todos os interessados em temáticas que envolvem as componentes socio-politicas de ficção embora a relação com a realidade é facilmente transponível.

Clássico

EC

Um clássico intemporal que nos conta quando os estados tem poder demais e se esquecem de governar em função do povo.

SOBRE O AUTOR

George Orwell

Nascido em junho de 1903, no início de um século marcado por duas guerras mundiais, o estalinismo e o nazismo, George Orwell resume na sua obra os sonhos e pesadelos do mundo ocidental nesse período.
Nasceu Eric Arthur Blair em Motihari, na Índia Britânica. O pai era um funcionário subalterno inglês e a mãe tinha origem francesa.
Após o regresso dos pais a Inglaterra, estudou na escola Henley-on-Thames, onde se distinguiu pela relativa pobreza e pelo brilhantismo intelectual.
Frequentou depois duas importantes escolas inglesas, Wellington e Eton College, onde teve como colegas Cyril Connolly e Anthony Powell. Aldous Huxley foi seu professor. Mais tarde Orwell resumiu essa experiência como “cinco anos num banho tépido de snobismo”. Mas foi nessa época que conheceu duas obras que o influenciaram, A Ilha do Doutor Moreau, de H. G. Wells, e O Tacão de Ferro, de Jack London.
Ao abandonar Eton, decidiu não ir para Oxford e entrar na polícia birmanesa, embarcando para as Índias. Nos cinco anos que se seguiram, descobriu a realidade do imperialismo e recolheu material para Dias Birmaneses e para ensaios tão originais como “Matar Um Elefante” e “Um Enforcamento”.
Regressado à Europa, frequentou os bairros pobres de Londres, instalando-se em Paris na Primavera de 1928. Atingido por uma pneumonia, foi internado num hospital, cujas condições terríveis inspiraram o ensaio “Como Morrem os Pobres”. A convivência com os pobres e os vagabundos forneceu-lhe material para Na Penúria em Paris e em Londres, que publicou em 1933 com o pseudónimo George Orwell.
Em 1936, o Left Book Club propôs-lhe escrever um livro sobre as condições dos operários no Norte do país. Partilhou a vida dos mineiros e confirmou as suas convicções socialistas. Escreveu numerosos artigos numa abordagem que considerava “semi-sociológica”, casou com Eileen O’Shaughnessy e correspondeu-se com Henry Miller, que apreciava a sua obra e ironizava com o seu idealismo. Em 1937, decidiu combater em Espanha ao lado dos republicanos, mas, em vez de se juntar às Brigadas Internacionais, ingressou na milícia do POUM, um grupo marxista heterodoxo, lutando na frente de Aragão. Foi ferido, assistindo na convalescência à eliminação pelo Partido Comunista, apoiado pela URSS, das milícias anarquistas e do POUM. Descreveu essa experiência em Homenagem à Catalunha (1938), que lhe valeu inúmeras calúnias.
Em 1939, começou por se opor à participação da Grã-Bretanha na guerra, mas depressa se voltou contra os pacifistas, acusando-os de fazerem o jogo de Hitler. A partir de 1940, fez crítica teatral e de cinema, colaborou na Partisan Review e escreveu notáveis ensaios literários sobre Dickens, Tolstoi e Shakespeare. Em 1942-43, trabalhou para o serviço indiano da BBC, uma experiência que acabaria por o dececionar.
Em 1945, publicou Rebelião na Quinta, que, com Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, seria um libelo contra o totalitarismo estalinista que ameaçava a Europa. Em junho de 1944, o seu apartamento foi destruído nos bombardeamentos de Londres.
Em 1945, após a derrota de Hitler, foi correspondente do Observer em França e na Alemanha. Foi nesse período que a sua mulher faleceu durante uma operação. Em 1948, terminou Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, escrito ao longo de vinte e sete meses, marcados por internamentos em sanatórios por causa da tuberculose.
Em outubro de 1949, casou com Sonia Brownell. Morreu no ano seguinte. Tinha 46 anos.

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