A Questão Religiosa na I República
Contribuições para uma autópsia
SINOPSE
A 5 de Outubro de 1910 era proclamada a República em Portugal. Corroída por uma profunda crise a monarquia cedia. Iniciava-se a perseguição às ordens religiosas e aos seus membros, acusados de responsáveis pelo atraso do País. Três dias depois da vitória republicana o Governo Provisório ordenava a aplicação integral da legislação do Marquês de Pombal e de Joaquim António de Aguiar sobre associações religiosas e conventos. Rapidamente o novo Executivo suprimia o juramento religioso e os actos civis na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, extinguia o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias, ordenava que deixassem de existir os feriados em dias santificados, decretava o divórcio e novas leis sobre o casamento e a protecção dos filhos, etc. A 20 de Abril de 1911 chegava a hora de ser publicada a tão desejada, por uns, e a tão temida, por outros, Lei da Separação do Estado das Igrejas.
A 1.ª Guerra mudou muita coisa. As crenças e a fé religiosa revigoraram. As quaren-tenas espirituais, as procissões, os abaixo assinados para que o Corpo Expedicionário que seguia para França incorporasse capelães militares, etc., intensificaram-se. Depois surgiram as aparições de Fátima. Com Sidónio Pais a Igreja Católica ganhou espaço e viu a Lei da Separação ser suavizada e as relações diplomáticas entre Portugal e o Vaticano restabelecidas. Depois de Sidónio e da Monarquia do Norte, a Igreja tomou consciência que seria de outra forma que teria de defender os seus interesses. A 18 de Dezembro de 1919 Bento XV dizia aos católicos portugueses que a Igreja não devia estar sujeita a facções nem servir os partidos políticos, antes lhe competia exortar os fiéis a obedecerem ao Governo, "seja qual for a Constituição Política". Os bispos, o clero e o Centro Católico adaptaram os seus comportamentos e discursos a essa orientação. A Igreja e as suas organizações passavam a defrontar os grupos radicais anticlericais, e os monárquicos-católicos, que os acusavam de apoiarem a República maçónica e laica.
Por entre revoltas, conspirações, greves, assaltos a estabelecimentos comerciais, atentados à bomba e a tiro, etc., a República agonizava. A desordem persistia e com ela novos tempos se anunciavam. A Igreja, por processos constitucionais, aproveitava esse caos e movimentava-se para reassumir o peso que tivera na sociedade portuguesa.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722412698 |
| Editor: | Livros Horizonte |
| Data de Lançamento: | abril de 2004 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 171 x 240 x 14 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 264 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Horizonte Histórico |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
Livros em Português > Política > Política em Geral |
| EAN: | 9789722412698 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
QUEM COMPROU TAMBÉM COMPROU
-
10%PortugalLivros Horizonte18,02€ 10% CARTÃOportes grátis
-
10%A Esquerda Democrática e o Final da Primeira RepúblicaLivros Horizonte34,98€ 10% CARTÃOportes grátis