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A Possibilidade de uma Ilha

de Michel Houellebecq
Editor: Alfaguara Portugal, maio de 2018 ‧
22,95€
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Uma poderosa reflexão sobre o sentido da vida, uma elegia da humanidade e do amor, uma celebração de tudo o que temos e que corremos o risco de perder.

Com A possibilidade de uma ilha, romance vencedor do Prémio Interallié, a voz mais irreverente das letras francesas consegue mais uma vez provocar e emocionar com a criação de um mundo que se parece perigosamente ao nosso.

«Houellebecq tem a capacidade de transformar lugares-comuns em perfeitas comédias. Adorei esta leitura.»
Sunday Telegraph

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A arte de não pertencer

Embora alguns livros se enquadrem numa categoria específica, há outros que resistem a rótulos, provocando verdadeiras dores de cabeça a leitores que gostam de ver as suas estantes bem arrumadas. São obras que, por várias razões, fogem ao convencional e misturam estilos, flutuam entre géneros ou, em casos extremos, desafiam a própria ideia de “livro”. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Cervantes viveu na época dourada dos romances de cavalaria. Estas histórias não eram muito diferentes entre si, sempre protagonizadas por cavaleiros heroicos que atravessavam o mundo em defesa da honra, da justiça e, claro, de uma donzela em apuros. À primeira vista, Dom Quixote parece apenas mais um exemplar dessa tradição: Quixote é um cavaleiro que percorre a Espanha montado no seu cavalo, Rocinante, acompanhado pelo fiel escudeiro Sancho Pança, em nome da sua amada Dulcineia. Mas Miguel de Cervantes apresenta-nos algo completamente diferente. Na verdade, Quixote é um velho fidalgo que, depois de ler muitos romances de cavalaria, perde a noção da realidade e passa a acreditar que o mundo funciona segundo os valores e os códigos dessas histórias. A sua “loucura” nasce da leitura apaixonada e obsessiva, que transforma estalagens em castelos, moinhos em gigantes e criadas em princesas. Ele não é um cavaleiro típico, é um leitor que tenta viver dentro dos livros que gosta, num mundo que não existe. É nesta distância entre a fantasia literária e a dureza do real que Cervantes constrói uma obra que não repete o género, desmonta-o com humor, melancolia, metalinguagem e crítica social. Dom Quixote é uma comédia, é uma tragédia, é sátira, homenagem, narrativa de aventuras e ensaio filosófico. É um livro inclassificável que, ao combinar géneros, inaugura a modernidade literária ao recusar um rótulo. QUERO LER! » Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy Meridiano de Sangue, de Cormac McCarthy, é outra obra difícil de classificar. Parece um western, mas subverte o género e vai muito além de uma simples história de cowboys. A narrativa acompanha um jovem, conhecido apenas como "o rapaz", que se junta a um grupo de caçadores de índios liderado pelo enigmático juiz Holden. Ao longo da narrativa, McCarthy combina a brutalidade de uma história de aventura com reflexões sobre violência, moralidade e natureza humana. Além disso, a figura do juiz Holden introduz no romance elementos de fantasia, dada a natureza quase sobrenatural da personagem, que parece encarnar as forças do caos e da destruição. A escrita poética e imersiva dá ao livro uma dimensão épica, ao mesmo tempo que explora temas como o poder, a guerra e a História. QUERO LER! » Matadouro Cinco, de Kurt Vonnegut Kurt Vonnegut combateu na Segunda Guerra Mundial e estava em Dresden quando, em 1945, a cidade alemã foi bombardeada pelos Aliados. Sobreviveu por acaso, escondido num matadouro subterrâneo chamado Schlachthof-fünf (Matadouro Cinco). Anos mais tarde, decidiu escrever sobre essa experiência traumática, recorrendo a factos verídicos, mas também à imaginação e ao humor negro. O resultado é uma obra desconcertante, que mistura géneros improváveis, como a ficção científica, o drama de guerra e a autobiografia. Matadouro Cinco é sobre Billy Pilgrim, um prisioneiro de guerra que viaja no tempo e no espaço, testemunha várias guerras e, entre episódios, é raptado por extraterrestres que o levam para um planeta distante, onde passa a viver numa espécie de jardim zoológico humano. A narrativa oscila entre o absurdo e a melancolia, o cómico e o trágico, construindo um romance difícil de classificar sobre o horror e a estupidez da guerra. QUERO LER! » A Possibilidade de uma Ilha, de Michel Houellebecq Michel Houellebecq é um autor polémico, conhecido tanto pelo estilo provocador como pela escrita crua e desencantada. Em A Possibilidade de uma Ilha, conhecemos Daniel, um humorista cínico que vive num futuro onde a clonagem é usada como resposta à morte e ao sofrimento. A narrativa alterna entre o presente e um tempo distante, em que os seus sucessivos clones vivem isolados e refletem sobre o amor, a solidão e o fim da Humanidade tal como a conhecemos. Houellebecq transforma a ficção científica numa meditação existencial, questionando a obsessão contemporânea com a juventude, o prazer e a imortalidade. Em vez de procurar respostas, o romance expõe feridas: o tédio moderno, a desumanização tecnológica e a procura de sentido. Com muita ironia e melancolia, A Possibilidade de uma Ilha, confronta-nos com uma imagem desconfortável, mas familiar, daquilo em que nos estamos a tornar. QUERO LER! » O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar Há escritores que não se contentam apenas em combinar géneros e decidem subverter a estrutura do romance. O Jogo do Mundo, de Julio Cortázar, é um exemplo paradigmático de romance experimental, ao conceder ao leitor um papel ativo na construção da narrativa. Longe de ser um recetor passivo, o leitor torna-se coautor da experiência literária. O livro pode ser lido de duas formas: seguindo a sequência tradicional, capítulo a capítulo, da primeira à última página; ou segundo a ordem proposta pelo autor, que resulta numa história não linear e mais fragmentada. A ideia que temos do enredo e das personagens muda consoante o caminho escolhido. Cortázar funde elementos surrealistas e existencialistas ao explorar temas como o amor, a solidão e a loucura. Com uma linguagem inovadora e uma estrutura desconstruída, esta obra transcende os limites dos géneros literários, e proporciona uma experiência interativa e única, que desafia o leitor a questionar a realidade.
QUERO LER! » Todos estes livros oferecem mais do que histórias. Desafiam os limites impostos por géneros e pela estrutura tradicional do romance, e abrem caminho a novas formas de ler e de escrever. Afinal de contas, é bom existirem livros que nos obrigam a reorganizar prateleiras.

A Possibilidade de uma Ilha

de Michel Houellebecq

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896655037
Editor: Alfaguara Portugal
Data de Lançamento: maio de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 238 x 29 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896655037

Uma distopia contemporânea e uma abordagem visionária do autor.

Manuel Figueiredo

A Possibilidade de uma Ilha pode ser considerada uma versão contemporânea, profunda e mais sofisticada das obras emblemáticas de Aldous Huxley e George Orwell sobre um futuro distópico que vai muito para além da própria ficção científica e aborda questões de amor, sociabilidade, desejo, entre outras emoções primitivas.

Mais que uma possibilidade, uma certeza de tempo bem empregue

Mário Afonso

Um livro provocante e deveras interessante do ponto de vista ético e filosófico, que nos leva a reflectir sobre o sentido da vida e a celebrar o que se tem (e que arriscamos perder), à boleia da história de um famoso humorista, de seu nome Daniel, cuja narrativa critica a prostração da sociedade, abordando temas polémicos como sexo, religião...

SOBRE O AUTOR

Michel Houellebecq

Michel Houellebecq é um autor francês nascido na ilha de Reunião em 1956.
Escreveu e publicou vários romances e obras de poesia, e está publicado em mais de quarenta países. Entre os seus romances estão publicados em Portugal, na Alfaguara: Extensão do domínio da luta (2016), Lanzarote (2017), Partículas elementares (2021), Plataforma (2021), A possibilidade de uma ilha (2018), O mapa e o território (2011), Submissão (2015) e Serotonina (2019). Venceu, entre outros, o Prémio Novembre, em 1998, e o Prémio Impac Dublin, em 2002.
Com A possibilidade de uma ilha venceu o Prémio Interallié e foi finalista do Prémio Goncourt.
O prestigiado Prémio Goncourt foi-lhe atribuído em 2010 pelo romance O mapa e o território.
Em 2019 foi-lhe atribuída a Legião de Honra.

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