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Aniquilação

de Michel Houellebecq
Editor: Alfaguara Portugal, maio de 2022 ‧
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Aniquilação projeta diante do leitor um futuro próximo, à luz melancólica do declínio do Ocidente, um dos grandes temas de Michel Houellebecq.

O romance abre com uns bizarros vídeos que se tornaram virais online num deles, o ministro da Economia francês é guilhotinado. Logo a seguir, há uma série de atentados terroristas. Estes acontecimentos lançam o alarme em França, onde decorre uma fervorosa campanha para as eleições presidenciais, na qual reconhecemos vários dos peões do jogo político europeu atual. Qualquer semelhança com pessoas reais é puramente deliberada.

O protagonista, Paul Raison é uma personagem maior que a vida. Alto funcionário ministerial, aproxima se dos cinquenta anos e acomodou se à miséria afetiva e sexual. Prudence a sua mulher, tornou se vegan e adepta do Wicca, um movimento religioso neopagão. O casal vive num apartamento em Paris, onde se cruza cada vez menos.

É a partir deste cenário que Aniquilação entretece dois fios distintos o público e o privado mostrando se simultaneamente como thriller político e reflexão metafísica. Michel Houellebecq distancia se aqui do niilismo de que tantas vezes o acusam.

Aniquilação

de Michel Houellebecq

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897845383
Editor: Alfaguara Portugal
Data de Lançamento: maio de 2022
Dimensões: 150 x 236 x 41 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 648
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789897845383

Bússola

Luís Pedro

É bom ler Houellebecq. Fico a saber exactamente para onde quero ir: para qualquer estado de espírito que seja exactamente o oposto do descrito nos livros dele.

Uma descoberta incontornável.

Paulo Chagas

Uma escrita poderosa. Uma leitura deleitável e abundante de diversidade emocional, entre momentos sóbrios, subtis e terrivelmente amargos. Uma descoberta incontornável.

ANIQUILAÇÃO

Rui Pinto

Houellebecq mais uma vez nos delícia com um romance extraordinário. Desenrolado em torno de uma eleição presidencial francesa e com uma narrativa soberba, o autor procura dar-nos a sua visão sobre a sociedade moderna e as suas realidades. Um livro excelente e um convite à reflexão.

Enorme...

Luís Monteiro

Mordaz, profundo, soberbamente bem redigido e, como sempre, a convidar a reflexões sobre a sociedade. Michel Houellebecq num enorme registo literário, desta vez não tão niilista como lhe é habitual. Indubitavelmente, uma das suas melhores obras.

Aniquilação

Sérgio C.

Michel Houellebecq atinge neste seu último romance o patamar máximo no que diz respeito à construção de uma narrativa literária. É absolutamente sublime o modo como se serve de umas eleições políticas ou de um simples prato de comida, para escrever aquilo que nos quer dizer. Não sugiro este livro a quem procura um trillher político ou um drama familiar, sugiro-o a quem procure ser provocado, levado a questionar-se constantemente e queira conhecer, possivelmente, o melhor escritor da actualidade. Dêem-lhe um tema completamente aleatório, um objecto, um vírus, uma planta, uma peça de roupa e ele transforma-o através das palavras em qualquer coisa de interessante, usa-o para uma reflexão moral ou filosófica, faz literalmente arte com cada palavra escrita. Espero que não tenha sido o seu último livro...

Fascinante

MPS

O muito aguardado novo livro de Michel Houllebecq que continua a explorar a sua visão particular da França atual, algo a que já nos foi habituando com os livros anteriores. Vale a pena ler e cada página justifica cada cêntimo despendido com a sua aquisição. Brilhantemente traduzido por José Mário Silva. Agora, é esperar pelo próximo.

Houellebecq e a Humanidade

Vicente dos Santos

Os livros de Houellebecq são um espelho onde o declínio inevitável da Europa se reflete. Aniquilação, pelo contrário, rompe com a tendência niilista e pessimista a que o enfant terrible da literatura francesa nos tem habituado. Uma leitura atenta lobrigará nele não só uma uma ode ao que há de mais belo na humanidade, mas, sobretudo, uma esperança renovada e poderosíssima relativamente ao Homem e ao seu destino num mundo desencantado.

O bom romancista substitui qualquer filósofo

Rui Teixeira

Na sua obra mais recente, Michel Houellebecq logra um colossal volume que condensa, conservando o seu lúcido pessimismo habitual, as características estruturantes da sociedade contemporânea. Um livro que instiga a reflexão de qualquer leitor.

Houellebecq moderado

F.C.

Houellebecq ficou Romântico e Moderado. Bela Análise da Sociedade Futura.

SOBRE O AUTOR

Michel Houellebecq

Michel Houellebecq é um autor francês nascido na ilha de Reunião em 1956.
Escreveu e publicou vários romances e obras de poesia, e está publicado em mais de quarenta países. Entre os seus romances estão publicados em Portugal, na Alfaguara: Extensão do domínio da luta (2016), Lanzarote (2017), Partículas elementares (2021), Plataforma (2021), A possibilidade de uma ilha (2018), O mapa e o território (2011), Submissão (2015) e Serotonina (2019). Venceu, entre outros, o Prémio Novembre, em 1998, e o Prémio Impac Dublin, em 2002.
Com A possibilidade de uma ilha venceu o Prémio Interallié e foi finalista do Prémio Goncourt.
O prestigiado Prémio Goncourt foi-lhe atribuído em 2010 pelo romance O mapa e o território.
Em 2019 foi-lhe atribuída a Legião de Honra.

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