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A Outra Verdade

de António Garcia de Oliveira
Editor: Chiado Books, maio de 2024 ‧
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A revolução entra em Angola, quando, em Portugal, acontece a festa do golpe de Estado, no dia 25 de Abril de 1974. No Cazenga, afloram-se ressentimentos entre africanos e europeus, num ambiente em que Angola caminha para a independência, no meio da violência armada e da dramática disputa política. Neste clima de insegurança e instabilidade, muitos europeus decidem retornar para a terra de origem.

Os bens dos fugitivos que viriam a ser alcunhados de retornados são pilhados. No meio da confusão, Chico dya Arromba é atingido por um tiro disparado por um militar português que se encontra na carroçaria de um patrulheiro. O herói entra num coma que vai perdurar perto de quarenta anos.

Porfírio ouve do homem em coma relatos destorcidos sobre o que ocorre em Angola. De repente, Chico vence o coma. A seguir, morre.

A Outra Verdade

de António Garcia de Oliveira

Propriedade Descrição
ISBN: 9789893770122
Editor: Chiado Books
Data de Lançamento: maio de 2024
Idioma: Português
Dimensões: 147 x 230 x 45 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 626
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789893770122

SOBRE O AUTOR

António Garcia de Oliveira

António Garcia de Oliveira nasceu no Moriege, uma aldeia de Angola, no dia 15 de fevereiro de 1963. Cerca de 100 quilómetros separam Muriege de Saurimo, a capital da província da Lunda Sul. Nessa aldeia, aprendeu a falar português, teve o primeiro contacto com as letras, aprendeu a descodificar palavras escritas na língua onde haveria de sentir mais conforto ao escrever textos literários. Tudo isso aconteceu-lhe antes de completar 5 anos de vida, num contexto do qual sente imensa saudade.
Tchapola era um cego que, invariavelmente, vestia um sujo sobretudo preto. Com a ajuda de uma bengala, parecia caminhar sem parar, pela aldeia. O chefe da esquadra da polícia era o Sô Bento, um europeu de rosto avermelhado. O chefe da Administração era um senhor alto com quem o pai conversava à tarde, antes de o manto de escuridão cair sobre a terra. O Sô Vieira Batata era o único comerciante da aldeia. Tal como essas pessoas, o posto de saúde, a casa do administrador, a esquadra da polícia, a Missão Católica com uma escola primária, a loja e outra escola primária mais distante, fazem parte da memória que liga António Garcia de Oliveira a Muriege.
Em idade pré-escolar, foi para Luanda. Nesta cidade, foi batizado, na igreja católica Santa Ana. Na capital de Angola, brincou, jogou futebol na rua e frequentou escolas do sistema de ensino. Encontrou amigos na infância, na adolescência e na idade adulta. Alguns personagens de A OUTRA VERDADE foram criados à semelhança desses amigos.
Ainda em Luanda, António Garcia de Oliveira descobriu o amor da Bela, a companheira que deu à luz os seus filhos. Nessa cidade, leu e discutiu literatura angolana e do mundo. Escreveu e publicou versos e prosas, em publicações tais como o Jornal de Angola, a revista da Brigada Jovem de Literatura, a Revista Eco, entre outras.
Nos anos 80, estudou Literatura Russa, Literatura Soviética e Literatura Universal do século XIX. Estas disciplinas faziam parte do curso de jornalismo da Faculdade Especial da Escola Superior Político Militar de Lviv.
De 2004 a 2012, deu aulas de literatura angolana, no Instituto Médio de Economia de Luanda. Num período de 3 anos, a partir de 2015, nas aulas de Tratamento de Arte e Imagem, falou de literatura oral e de arte aos estudantes da Universidade Independente de Angola.
A uma certa altura do seu percurso, António Garcia de Oliveira assumiu um fascínio pelo romance histórico e textos biográficos. Tem procurado ler textos ligados a esses dois ciclos da literatura.

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