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A Obscena Senhora D e Outras Histórias

de Hilda Hilst
Livro eBook
Editor: Companhia das Letras, outubro de 2022 ‧
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Cultivou uma escrita provocadora e muitas vezes considerada imoral e atentatória dos bons costumes; libertou a linguagem de espartilhos formais; misturou a ficção mais desabrida com a biografia confessional mais comovente e o lirismo sempre latente: resgatada da marginalidade nos anos recentes, Hilda Hilst tem arrebatado os leitores e a crítica. a sua voz hipnótica não deixa ninguém indiferente.

Neste livro - composto por histórias escritas ao longo de onze anos, várias das quais até agora inéditas em Portugal - somos iniciados nos temas de eleição de uma escritora inquietada e inquietante: o sexo, a insanidade, a relação com o pai, as escolhas da mulher numa sociedade castradora, o lugar da escritora num panorama impreparado para a receber.

Inclui A Obscena Senhora D; Com os Meus Olhos de Cão; Rútilo Nada (Prémio Jabuti); e a chamada trilogia obscena, composta por O Caderno Rosa de Lori Lamby, Contos d’Escárnio e Cartas de um Sedutor.

«O erotismo, na prosa de Hilda Hilst, conduz sobretudo a uma experiência de destruição e catástrofe que é indissociável da ideia de verdadeira criação.»
Alcir Pécora

«Hilda é um desses autores que reinventam a linguagem, invertendo-a, esgarçando o que parecia já de todo moldado.»

Carola Saavedra

«Um dos movimentos mais encantadores da escrita de Hilda: sua capacidade de desmistificar os mistérios. O desconhecido talvez nunca deixe de sê-lo, mas é imperativo interrogá-lo na nossa casa, nos nossos termos.»
Daniel Galera

«É na prosa de Hilda Hilst que a exploração do desconhecido ganha inusitada violência poética, sem paralelos na literatura brasileira. […] Aceitando o desafio de percorrer as dimensões mais diversas da língua, sua obra – a um só tempo humilde e corajosa – atende sem cessar ao apelo febril do último verso de suas Alcoólicas: ‘Estilhaça a tua própria medida.’»
Eliane Robert Moraes

«Gosto de pensar no trabalho de Hilda Hilst como um instante sutil de apagamento das fronteiras entre os gêneros literários. […] E, como Catulo e Beckett, Hilst é uma escritora do riso angustiado. Pois é uma angst/angústia que perpassa toda a obra de Hilda Hilst, na qual a carnalidade e mortalidade humanas são reconhecidas, mas estão longe de serem aceitas.»
Ricardo Domeneck, revista Modo de Usar & Co

«Há um caminho ainda não trilhado na leitura interpretativa de Hilda Hilst que precisa ser seguido: aquele aberto por uma voz feminina que, mobilizando o melhor da tradição lírica ibérica, busca no canto canônico formas de se impor em um domínio antes tão masculino.»
Luisa Destri, Folha de S. Paulo

«Fico pensando em todos os motivos que levam de repente uma pessoa a escrever e penso que a raiz disso em mim está na vontade de ser amada, numa avidez pela vida. Quem sabe também se não é uma necessidade de viver o transitório com intensidade, uma força oculta que nos impele a descobrir o segredo das coisas. Uma necessidade imperiosa de ir ao âmago de nós mesmos, um estado passional diante da existência, uma compaixão pelos seres humanos, pelos animais, pelas plantas.»
Hilda Hilst

A Obscena Senhora D e Outras Histórias

de Hilda Hilst

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897847189
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: outubro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 232 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Literatura Erótica
EAN: 9789897847189

SOBRE O AUTOR

Hilda Hilst

Hilda Hilst nasceu em Jaú (SP), no dia 21 de Abril de 1930. Formada em Direito pela USP, dedicou-se integralmente à criação literária desde 1954. É, juntamente com Clarice Lispector, uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Autora de uma obra eclética, que inclui ficção, poesia, crónicas e teatro, Hilda Hilst escreveu também alguns textos eróticos e grotescos para «alegrar-se um pouco», convencida de que «o erótico é uma santidade».
Morreu a 4 de Fevereiro de 2004.

1962: Prémio PEN Clube de São Paulo por "Sete Cantos do Poeta para o Anjo".
1969: Prémio Anchieta de Teatro com a peça "O Verdugo" .
1977: Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), na categoria "Melhor Livro do Ano", com "Ficções".
1981: Grande Prémio da Crítica pelo conjunto da obra, atribuído pela APCA.
1984: Prémio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, com "Cantares de Perda e Predilecção".
1985: Prémio Cassiano Ricardo, de Clube de Poesia de São Paulo, com o livro"Cantares de Perda e Predilecção".
1994: Prémio Jabuti por "Rútilo Nada".
2002: Prémio Moinho Santista na categoria poesia.

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