A Loucura de Hölderlin

Crónica de uma vida habitante (1806-1843)

de Giorgio Agamben
Livro eBook
Editor: Edições 70, maio de 2022 ‧
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A vida de Hölderlin divide-se exatamente em duas metades: os 36 anos que vão de 1770 a 1806, e os 36 anos de loucura que ele passou na casa do carpinteiro Zimmer entre 1807 e 1843.

Se na primeira metade o poeta viveu no mundo e participou na medida das suas possibilidades nos eventos do seu tempo, a segunda metade da sua existência passou-a inteiramente fora do mundo, como se, apesar das visitas ocasionais que recebia, um muro o separasse de qualquer relação com os eventos externos.

Por razões que talvez venham a tornar-se claras para o leitor, Hölderlin decidiu expurgar todo o carácter histórico e social das ações e gestos da sua vida.

A Loucura de Hölderlin

Crónica de uma vida habitante (1806-1843)

de Giorgio Agamben

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724425405
Editor: Edições 70
Data de Lançamento: maio de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 155 x 238 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 220
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Ciências Sociais e Humanas > Filosofia
EAN: 9789724425405

Erudição e sensibilidade

JB

Uma obra magistral, onde Agamben revela a profundidade poética e filosófica de Hölderlin, fundindo erudição e sensibilidade.

Em torno de "Uma vida habitante"

Artur Manso

Giorgio Agamben traça aqui uma biografia de Holdellin baseada apenas nos testemunhos escritos dele e daqueles que o visitaram e cuidaram nas décadas que passou na célebre torre, considerado, tido, dado, como louco, marcando então essa "vida habitante" entre 1806-1846 pelo percurso dos factos relatados, sem subjetividade ou juízos de qualquer outra espécie. Um modo próprio de biografar que adensa o mistério e põe a nu as fraquezas e grandezas do biografado.

SOBRE O AUTOR

Giorgio Agamben

Filósofo italiano, Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. Formado em Direito, com uma tese sobre o pensamento político de Simone Weil, é responsável pela edição italiana da obra de Walter Benjamin. Foi visiting professor na Università di Verona e na New York University, antes de renunciar entrar nos Estados Unidos da América, em protesto contra a política de segurança do anterior governo norte-americano. Atualmente leciona Estética e Filosofia Teorética na Università IUAV em Veneza. A sua produção centra-se nas relações entre a filosofia, a literatura, a poesia e, fundamentalmente, a política. Entre os seus ensaios filosóficos contam-se Bartleby, la fortuna della criazone (1993), escrito com Gilles Deleuze, Homo sacer (1995), Mezzi senza fine. Note sulla politica (1996), Quel che resta di Auschwitz. L’archivio e il testimone (1998), Il tempo che resta. Un commento alla «Lettera ai Romani» (2000), La communitá che viene (1990, 2001) e L’aperto. L’uomo e l’animale.

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