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A Justa Desproporção

de Daniel Jonas
Editor: Companhia das Letras, setembro de 2025 ‧
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Um dos grandes cultores da língua portuguesa, Daniel Jonas estreia-se na prosa com uma quase-ficção. Encontramos aqui uma peculiar forma de pensar o mundo e a linguagem, figuras com quem já nos cruzámos, obsessões comuns. Misturando biobiologia e astrologia, fala-se de Dante e Rui Reininho como de Camões e Teena Marie, viaja-se de Paris a Massamá ao cemitério, discorre-se sobre conselhos vínicos ou champignons.

A justa desproporção atravessa o cinema, a música e a literatura, e faz paragens em Shakespeare, Dylan, Beckett, Buñuel, Truffaut: todos lhe servem para partilhar intuições sobre descobertas contraceptivas, os programas da tarde na televisão e certas expressões de despedida.

Entre a tudologia, a hipocondria e as saudades de sítios aonde nunca fomos, há lugar para os grandes temas — amizade, morte, humor — e para se reflectir sobre a inesperada relação de causalidade entre fins trágicos e más interpretações.

A Justa Desproporção

de Daniel Jonas

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895836116
Editor: Companhia das Letras
Data de Lançamento: setembro de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 133 x 217 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789895836116

A prosa porosa

Ricardo

Pequenos textos entre a crónica e o ensaio, o rigor da observação e a riqueza da palavra. Foi um prazer descobrir este lado do poeta Daniel Jonas que pede um espaço só seu na galáxia da literatura portuguesa.

SOBRE O AUTOR

Daniel Jonas

Daniel Jonas é poeta, dramaturgo e tradutor. Enquanto poeta, publicou, entre outros, Sonótono (Cotovia, 2006), que lhe valeu o prémio PEN de Poesia, (Assírio & Alvim, 2014), galardoado com o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes da APE, e Cães de Chuva (Assírio & Alvim, 2022), vencedor do Prémio Literário Fundação Inês de Castro. Foi ainda um dos sete poetas nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, pelo seu livro Passageiro Frequente (Língua Morta, 2013), traduzido em polaco por Michal Lipszyc. Antes tinha sido distinguido com o prémio Europa David Mourão-Ferreira, da Universidade de Bari/Aldo Moro, pelo conjunto da sua obra. Traduziu vários autores, entre os quais John Milton, Shakespeare, Waugh, Pirandello, Huysmans, Berryman, Dickens, Lowry, Henry James e William Wordsworth. Como dramaturgo, publicou Nenhures (Cotovia, 2008) e escreveu Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank, todos encenados pela companhia Teatro Bruto.

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