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A Intervenção Humanitária no Direito Internacional Contemporâneo
Editor:
Coimbra Editora, setembro de 2009 ‧
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SINOPSE
Da nota introdutória
"[...]O tema da intervenção humanitária, é bem sabido da doutrina do direito internacional, é um dos mais difíceis, com teses quantas vezes contraditórias, complexas, apaixonadas — e, muitas vezes, militantes e pouco jurídicas. De entre as questões clássicas que envolvem dimensões discutidas do recurso à força nas relações internacionais, a intervenção humanitária, com certeza, ocupa lugar de justificado destaque. Percebe-se porquê. O alegado direito de intervenção humanitária apela a sentimentos nobres (a protecção do fraco, do desvalido, daquele que sofre às mãos de um poder estadual, ou com ele mancomunado); mas, da mesma sorte, pressupõe violência bélica e, além disso, a ininvocabilidade jurídica da soberania territorial do Estado onde a intervenção ocorre.
Muitos falaram, por isso, do "paradoxo" da intervenção humanitária. Tirar vidas para salvar vidas, fazer uma opção fundamental entre o que se considera insuportável verificar sem reacção e a percepção de que outros, porventura inocentes, irão sofrer para a salvaguarda de um bem maior.
Está-se, por conseguinte, no fio da navalha, defenda-se ou não (é o meu caso) a licitude da intervenção humanitária. E não será por mera circunstância que, nos casos registados pela história das relações internacionais, muitas vezes a justificação assentou em raciocínios mais da esfera moral do que, verdadeiramente, incluídas dentro das balizas do jurídico.[...]"
"[...]O tema da intervenção humanitária, é bem sabido da doutrina do direito internacional, é um dos mais difíceis, com teses quantas vezes contraditórias, complexas, apaixonadas — e, muitas vezes, militantes e pouco jurídicas. De entre as questões clássicas que envolvem dimensões discutidas do recurso à força nas relações internacionais, a intervenção humanitária, com certeza, ocupa lugar de justificado destaque. Percebe-se porquê. O alegado direito de intervenção humanitária apela a sentimentos nobres (a protecção do fraco, do desvalido, daquele que sofre às mãos de um poder estadual, ou com ele mancomunado); mas, da mesma sorte, pressupõe violência bélica e, além disso, a ininvocabilidade jurídica da soberania territorial do Estado onde a intervenção ocorre.
Muitos falaram, por isso, do "paradoxo" da intervenção humanitária. Tirar vidas para salvar vidas, fazer uma opção fundamental entre o que se considera insuportável verificar sem reacção e a percepção de que outros, porventura inocentes, irão sofrer para a salvaguarda de um bem maior.
Está-se, por conseguinte, no fio da navalha, defenda-se ou não (é o meu caso) a licitude da intervenção humanitária. E não será por mera circunstância que, nos casos registados pela história das relações internacionais, muitas vezes a justificação assentou em raciocínios mais da esfera moral do que, verdadeiramente, incluídas dentro das balizas do jurídico.[...]"
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789723217216 |
| Editor: | Coimbra Editora |
| Data de Lançamento: | setembro de 2009 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 161 x 230 x 49 mm |
| Páginas: | 948 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Direito
>
Direito Internacional
|
| EAN: | 9789723217216 |
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