A Insurreição - Angola

Os anos dourados do colonialismo

de Mário Moutinho de Pádua
Editor: Página a Página, novembro de 2014 ‧
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Recordo neste livro o colonialismo e a guerra colonial que dele resultou. Pretendo por este meio prestar homenagem aos mortos, aos torturados e a todos os seres humanos sujeitos a inaceitáveis sofrimentos, infligidos a angolanos, moçambicanos, guineenses, portugueses, cabo-verdianos, são-tomenses, timorenses e, em menor número, aos naturais de outros países também vítimas do colonialismo e da onda das guerras de independência. Homens, mulheres e crianças com direito a uma vida tranquila e feliz.
Quem não se furtou a ler as descrições, por vezes constrangedoras, deve perguntar: porque teve lugar essa carnificina quando outros países africanos e asiáticos chegaram à independência no século XX sem guerra?
Os culpados existem. São aqueles que, por cupidez, fanatismo, cegueira e, sobretudo, insensibilidade pelas vidas desperdiçadas e pelos direitos dos povos, promoveram a guerra. O objectivo deste livro será alcançado se os leitores identificarem os responsáveis e compreenderem como a opressão de um povo por outro gera tarde ou cedo revoltas invencíveis.

A Insurreição - Angola

Os anos dourados do colonialismo

de Mário Moutinho de Pádua

Propriedade Descrição
ISBN: 9789728140113
Editor: Página a Página
Data de Lançamento: novembro de 2014
Idioma: Português
Dimensões: 143 x 208 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 316
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789728140113

SOBRE O AUTOR

Mário Moutinho de Pádua

Mário Moutinho de Pádua desertou da guerra colonial em 1961 na frente de combate perto da fronteira em Congo ex-Leopoldville. Dessa aventura resultaram dois livros: "Guerra de Angola" - "Dario de um Médico em Campanha" e "No Percurso de Guerras Coloniais", este porque ainda durante dois anos e meio prestou auxilio medido á guerrilha do PAIGC na Guiné Bissau. Em 1969 com o fruto de uma pequena herança, satisfaz o sonho de se especializar em França, Depois do 25 de Abril regressa a Portugal, reintegra o exército português até pouco depois do 25 de novembro. Das memórias de juventude no PCP publica "A Estrada de Mil Léguas" e do passado colonial sai "insurreição – Os anos Dourados do Colonialismo". O contacto com a Reforma Agrária permite lhe escrever "o grande Conluio contra a Reforma Agrária" e finalmente retrata uma família aparentada , e simultaneamente o país ao longo do século XX em "Manuel e a sua Família". Atividade hospitalar traduziu-se em alguns artigos.

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