A Ideia de Europa

de George Steiner
Editor: Gradiva, Janeiro de 2013 ‧
Começa assim…

«A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo. […] Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ‘ideia de Europa.»

… e termina assim este ensaio verdadeiramente admirável de George Steiner:

«Com a queda do marxismo na tirania bárbara e na nulidade económica, perdeu-se um grande sonho de — como Trotsky proclamou — o homem comum seguir as pisadas de Aristóteles e Goethe. Liberto de uma ideologia falida, o sonho pode, e deve, ser sonhado novamente. É porventura apenas na Europa que as fundações necessárias de literacia e o sentido da vulnerabilidade trágica da condition humaine poderiam constituir-se como base. É entre os filhos frequentemente cansados, divididos e confundidos de Atenas e de Jerusalém que poderíamos regressar à convicção de que ‘a vida não reflectida’ não é efectivamente digna de ser vivida.»

A Ideia de Europa

de George Steiner

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896160227
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: Janeiro de 2013
Idioma: Português
Dimensões: 134 x 206 x 8 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 64
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Ensaios
Livros em Português > Política > Política Europeia
EAN: 9789896160227
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Uma lucidez e uma clareza que nunca deixam de surpreender...

MV

Um breve ensaio sobre a matriz cultural da Europa. Steiner apresenta alguns elementos basilares da identidade europeia, reflete sobre o legado do Velho Continente e, mais do que apresentar respostas, lança questões para moldar o futuro.

SOBRE O AUTOR

George Steiner

George Steiner é considerado um herdeiro de Sócrates no século XX. Nasceu em Paris, em 1929, partindo com a família para Nova Iorque no início dos anos 40 para escapar ao nazismo. Obteve a sua licenciatura em Letras na Universidade de Chicago em 1948. Em 1950, concluiu o mestrado na Universidade de Harvard, onde recebeu o Bell Prize in American Literature. De 1950 a 1952, foi bolseiro da Fundação Cecil Rhodes na Universidade de Oxford, onde se doutorou. Juntou-se à redação do The Economist, em Londres, sendo depois membro do Institute for Advanced Study, em Princeton. Em 1959, recebeu o prémio O. Henry Short Story. Foi professor de Inglês e Literatura Comparada na Universidade de Genebra de 1974 a 1994 e membro da Churchill College em Cambridge a partir de 1969. Foi também professor de Literatura Comparada na Universidade de Oxford e professor de Poesia em Harvard. Colaborou na The New Yorker, no The Times Literary Supplement e no The Guardian. Faleceu em Cambridge, em 2020.

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