A História

de Elsa Morante
Editor: Relógio D'Água, dezembro de 2018 ‧
A História foi publicada em 1974 e tem como cenário a cidade de Roma durante a Segunda Guerra Mundial.

Num dia de janeiro de 1941, um soldado alemão caminha pelo bairro operário de San Lorenzo. Àquela hora pouca gente se vê nas ruas.

No seu deambular sem rumo, o soldado, alto, louro e um pouco embriagado, encontra Ida, uma professora viúva, que regressa a casa depois do trabalho.

A História

de Elsa Morante

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896418663
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: dezembro de 2018
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 233 x 30 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 600
Tipo de produto: Livro
Coleção: Ficções
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896418663

Elsa Morante

NVB

Descobri a Elsa Morante este ano e li, de uma assentada, primeiro A Ilha de Arturo e depois este A História. Não sei de qual gostei mais, são os dois fabulosos. Foi das minhas melhores descobertas literárias dos últimos anos.

Maravilhoso

RT

Este livro é denso, complexo e envolvente. Recomendo a todos que se interessem pela Itália do século XX.

Tarde mas a tempo

SMC

À medida que ia lendo, frequentemente pensei: como é que este livro me escapou durante tanto tempo??? Uma edição que era fundamental.

A história da História

Sofia Micalli

Descobri Elsa Morante com este livro. Escritora profunda e com uma escrita densa e magnífica. O livro descreve as características das personagens com uma intimidade soberba. A história recente da Itália dos anos 40 é contada com pormenor, com fluidez e com a capacidade de nos manter agarrados ao livro para saber mais, para conhecer os pormenores, para saber o que vai acontecer. Este livro não deixará ninguém com uma sensação de vazio. Só poderá deixar com a frustração de chegar ao fim...

a outra guerra da guerra

antónio josé cravo

a minuciosa cronologia do tempo onde a loucura habitou os homens. ouvem-se ao longe disparos, crimes, mortes. mas Elsa Morante mostra-nos outra guerra, a da sobrevivência dos que ficaram, o quotidiano da invenção da vida sem quase nada. a sobrevivência do amor uma mulher, atravessa as páginas e leva-nos com ela a conhecer os definitivamente desconhecidos. a "História" é a outra face da "HISTÓRIA" , uma viagem alucinante e alucinada

SOBRE O AUTOR

Elsa Morante

Elsa Morante nasceu em agosto de 1912, num bairro popular de Roma, cidade onde irá viver quase toda a sua vida. Terminado o liceu, sai da casa da família. Forçada a abandonar a Faculdade de Letras, vive de explicações de italiano e latim. Nos anos 30 colabora no Corriere dei Piccoli. Entre 1939 e 1941 trabalha para a revista Oggi.
Em 1936 conhece o escritor e crítico de cinema Alberto Moravia, com quem se casaria em 1941. No mesmo ano publica o seu primeiro livro, Il gioco segreto, uma coleção de contos, seguindo-se, em 1942, Le bellissime avventure di Caterì dalla trecciolina (reescrito em 1952 com o título Le straordinarie avventure di Caterina). No fim da Segunda Guerra Mundial, Morante e Moravia, ambos de ascendência judaica, retiram-se para Ciociara, perto de Roma, uma viagem que irá inspirar mais tarde A História.
Durante este período, Elsa Morante começa a traduzir Katherine Mansfield e a escrever o seu primeiro romance, Menzogna e sortilégio, publicado em 1948 e acolhido com o Prémio Viareggio. Em 1957 sai A Ilha de Arturo, que ganha o Prémio Strega. Apesar de ter destruído grande parte da sua obra deste período, Elsa Morante publica uma novela, O Xaile Andaluz, e um poema, A Aventura.
Em 1959, durante uma viagem aos Estados Unidos, conhece o jovem pintor nova-iorquino Bill Morrow, a quem se liga por uma intensa amizade. Separa-se de Moravia (de quem, no entanto, nunca se divorciou) em 1962, no mesmo ano em que Bill Morrow se suicida.
A História, que retrata Roma durante a Segunda Guerra Mundial, é publicado em 1974, com aceitação do público e controvérsia crítica. O seu último romance, Aracoeli, foi editado em 1982 (Prémio Médicis 1984).
Elsa Morante morreu a 25 de novembro de 1985. "Quero que estejam alegres no dia da minha morte. A música de enterro: Mozart, nos três génios d'A Flauta Mágica, as primeiras canções de Bob Dylan, e Bach, A Paixão segundo São Mateus."

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