A Casa Grande de Romarigães

Livro de Bolso

de Aquilino Ribeiro
Editor: 11 X 17, setembro de 2012 ‧
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Este romance reproduz a mundividência das terras nortenhas e aproxima o texto ficcional da realidade narrada, numa Beira rural e analfabeta ancorada numa sociedade patriarcal. Misturando erudição com a linguagem popular, Aquilino capta esse ambiente arreigado na religiosidade e na crendice e revela o instinto camponês com todas as superstições e todos os subterfúgios associados à obsessão de propriedade.
Crónica romanceada assim chamada pelo autor, e que o é. Três séculos de uma casa grande, apalaçada, como há muitas pelo Minho, esta em terras de Coura. Crónica que é como uma novela esticada, quase argumento televisivo, onde paixões, temores, loucuras e desagravos se sucedem, página após página. Moral da história existirá e é a casa, que cresce e se arruína ao som dos desvarios de senhorio. É Aquilino mestre na enunciação dos quereres e das paixões, pois por aqui se movem os seus artistas, sem parar. Análises profundas do humano, psicologismo estendido não se encontra, personagens desenhados em duas, três pinceladas.

A Casa Grande de Romarigães

Livro de Bolso

de Aquilino Ribeiro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722524964
Editor: 11 X 17
Data de Lançamento: setembro de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 109 x 168 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 352
Tipo de produto: Livro
Coleção: 11X17
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722524964

Uma história minhota pela pena de Aquilino

Gonçalo Gomes

A "crónica romanceada" de uma casa, inspirada numa real, que, no estilo por vezes desafiante de Aquilino Ribeiro, conta a história de uma casa e dos seus ocupantes, em cruzamento com episódios marcantes da própria História de Portugal e num retrato do Alto Minho.

Um retrato de um certo Portugal

Maria João

Há quem diga que a escrita de Aquilino Ribeiro é densa e até difícil. Porque ao longo do texto é frequente tropeçarmos em palavras estranhas, desconhecidas. Ou mantemos um dicionário ao lado durante a leitura ou fazemos como quando lemos um romance noutro idioma: tiramos pelo sentido, deduzimos pelo contexto. Mas a beleza maior da escrita do Aquilino reside aí precisamente: porque esse vocabulário mais exigente não é elitista, mas próximo do país rural, popular. Neste livro, o escritor consegue uma vez mais envolver-nos na leitura, visitando as várias gerações que habitaram "A Casa Grande de Romarigães". Um romance que é também um retrato de um certo Portugal e da sua relação com a família, com a terra e com a religião.

SOBRE O AUTOR

Aquilino Ribeiro

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885, e morreu em Lisboa em 1963.
Deixou uma vasta obra, na qual que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.
Em setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

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