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A Casa das Romãs | A House of Pomegranates

de Oscar Wilde
idioma: português, inglês
Editor: Compasso dos Ventos, abril de 2018 ‧
15,50€
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A presente edição traz aos leitores os contos e as ilustrações originais publicados em 1891, contos repletos de análises e parábolas morais para todas as idades e produzidos durante o período mais feliz e menos turbulento da vida de Oscar Wilde.

Wilde aborda principalmente um dos seus temas preferidos: os seres humanos e os seus duplos e a imagem nem sempre fiel que que adquire força e vida própria e que passa a existir graças ou apesar daquele que a originou.
Quando da sua publicação, alguns críticos julgaram que A Casa das Romãs era muito complexo para as crianças, mas Wilde claramente tinha ambições mais amplas e julgou ser um absurdo que "o vocabulário extremamente limitado à disposição da criança britânica [fosse] o padrão pelo qual a prosa de um artista pudesse ser julgada."

As histórias incluídas nesta coleção são os seguintes:
O Jovem Rei
É a história de um pastor, neto ilegítimo de um rei, que é trazido ao palácio para aguardar a sua coroação. na noite que antecede a este grande momento, ele tem três pesadelos, um para cada elemento de suas vestes (a coroa, o cetro e o manto), mostrando a visão crítica de Oscar Wilde sobre os usos e costumes da sociedade em que vivia. Comovido com o sonho, o jovem rei tem uma inesperada reação durante sua unção como Rei e o conto parte para um também inesperado desfecho.

O Aniversário da Infanta
É a história de um anão comprado para a diversão da filha do Rei de Espanha. Ele, então, embriagado pelas atenções da Infanta, começa a acreditar que esta o ama e deste momento em diante, o conto narra as desditas deste amor. Oscar Wilde pontua as relações humanas inseridas no relacionamento social com uma incrível sensibilidade e pede a reflexão do leitor para cada momento narrrado.

O Pescador e a Sua Alma
Neste conto, um jovem pescador encontra uma sereia e deseja ardentemente casar-se com ela, mas, não pode, pois para viver debaixo d'água não pode ter alma. Explorando o universo fantástico, Oscar Wilde fala sobre o Amor e as suas relações antagônicas com a Propriedade, o Conhecimento e até mesmo com as Sensações. É um dos seus contos mais instigantes e que trabalha com um simbolismo que envolve o leitor do começo ao fim.

O Filho da Estrela
Um menino é encontrado abandonado na mata por um pobre lenhador que o leva para casa. Ele cresce tornando-se belo, mas inútil, cruel e arrogante, acreditando ser um Filho das Estrelas. Achando-se superior às outras crianças exige dedicação e tem prazer em torturar os animais da floresta e os mendigos da cidade. Até que num dia, uma mendiga cansada e com os pés sangrando chega à cidade em busca do filho perdido... a partir deste ponto, Oscar Wilde recheia uma história empolgante com análises e parábolas morais para todas as idades.

A Casa das Romãs | A House of Pomegranates

de Oscar Wilde

Propriedade Descrição
ISBN: 9789899978911
Editor: Compasso dos Ventos
Data de Lançamento: abril de 2018
Idioma: Português, Inglês
Dimensões: 164 x 236 x 25 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 336
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Inglês > Literatura > Contos
Livros em Português > Literatura > Contos
EAN: 9789899978911

Belo!

Ana A.

Conjunto de contos encantadores para míudos e graúdos, repletos de parábolas, acompanhados pelas belas ilustrações originais do autor.

SOBRE O AUTOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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