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A Casa das Belas Adormecidas

de Yasunari Kawabata
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, fevereiro de 2017 ‧
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Abandonadas em camas, jovens mulheres nuas, intocadas e intocáveis, dormem profundamente sob o efeito de poderosos narcóticos deixando, sem o saber, que o seu corpo seja contemplado por homens idosos em busca de uma pobre consolação para a perda de juventude. Eguchi, de 67 anos, tem perfeita noção da proximidade da decadência física, e as noites passadas nesta casa do desejo levam-no a recordar a relação com as diferentes mulheres da sua vida, num entrelaçar de memórias e fantasias eróticas que culminam com a revelação da sua essência inumana.

A Casa das Belas Adormecidas, obra-prima profundamente perturbadora, que encerra um universo erótico fascinante e assustador, inspirou outros autores a escrever sobre os afectos e a sexualidade na terceira idade, nomeadamente Gabriel García Márquez no seu Memória das Minhas Putas Tristes.
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A Vida Secreta das Casas

As casas presentes nestes livros, cada uma à sua maneira, passam de simples cenários estáticos a espaços com voz e história próprias, capazes de moldar tanto o rumo da narrativa como a experiência emocional de quem as conhece através da leitura. Homer & Langley, de E. L. Doctorow E. L. Doctorow baseou-se na história verídica e insólita de Homer e Langley Collyer para escrever Homer & Langley. Apesar de viverem no centro de Nova Iorque, os dois irmãos excêntricos decidem isolar-se numa casa que vão enchendo de jornais, artefactos e detritos, até a transformarem num espaço saturado de memórias. Com o passar do tempo, o amontoado de artefactos enche as divisões, torna os corredores claustrofóbicos e bloqueia portas, convertendo o interior da casa num labirinto sem saída. Os objetos que os irmãos acumulam acabam por ser as únicas testemunhas do mundo exterior e do seu afastamento progressivo da realidade. Mais do que um refúgio, a casa funciona como espelho da clausura e de um tempo que não cessa de se acumular. É neste cenário sufocante que E. L. Doctorow constrói uma narrativa sobre o isolamento, a loucura e a estranha sobrevivência de quem escolhe viver apenas dentro da própria memória, arredado do mundo. COMPRO NA WOOK! » A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, apresenta a figura de uma casa como centro gravitacional para onde convergem todas as vivências de uma família ao longo de várias gerações. As suas paredes não servem apenas para abrigar pessoas, acumulam nascimentos, mortes, amores e tragédias, funcionando também como espelho da História política e social do Chile. Os fantasmas que a percorrem não são figuras decorativas, mas presenças legítimas que recordam que a memória não desaparece, instala-se em cada tijolo e prolonga-se para além do tempo dos vivos. É sobretudo através das mulheres que a casa ganha densidade, pois são elas que a habitam plenamente e sustentam o fio da narrativa, mesmo quando a violência e o poder tentam rompê-lo. A casa reflete as gerações que a atravessam, com todas as suas contradições, e devolve-lhes a intensidade dos gestos e das dores. Resiste ao desgaste da vida, sobrevive aos que nela entram e saem e transforma-se num arquivo vivo da experiência humana, onde o íntimo e o coletivo se fundem. No fundo, a casa de Allende não é apenas um lugar, mas também o território das mulheres que nela inscrevem a memória, uma forma de interrogar o passado e compreender como os espaços guardam aquilo que o tempo tenta apagar. COMPRO NA WOOK! » Caruncho, de Layla Martínez Tal como em A Casa dos Espíritos, a casa de Caruncho, romance de Layla Martínez, é também o epicentro das memórias familiares e coletivas, ainda que os estilos de ambos os livros sejam bastante distintos. Em Allende, predomina o realismo mágico, enquanto em Martínez o tom se aproxima do terror psicológico e da metáfora sombria, em que o assombro ganha contornos de claustrofobia e violência herdada. Em Caruncho, a degradação da casa mimetiza a deterioração de quem nela habita. O bolor, as infiltrações, o ranger da madeira e os cantos escuros não são sinais inertes de abandono, mas vozes que denunciam, avisam e condenam. A casa funciona como catalisador de medos ancestrais e da violência que persiste entre gerações. A narrativa entrelaça esse espaço doente com as marcas da Guerra Civil espanhola, revelando como a memória do conflito continua a infiltrar-se na vida quotidiana e a assombrar os descendentes. Ao mesmo tempo, expõe a desigualdade entre homens e mulheres e mostra como a opressão patriarcal se inscreve nas paredes e determina destinos. Martínez transforma a casa num organismo autónomo, simultaneamente testemunha e agente de uma mudança voraz, capaz de refletir e intensificar os dramas humanos. A relação simbiótica entre espaço e personagem evidencia como a arquitetura condiciona de forma quase inevitável sentimentos, atitudes e decisões. COMPRO NA WOOK! » Rebecca, de Daphne Du Maurier A mansão de Manderley é o centro da narrativa de Rebecca e impõe-se como uma personagem silenciosa mas decisiva no desenrolar da ação. Rodeado por jardins exuberantes e atravessado por corredores sombrios, o casarão guarda a memória da falecida Rebecca, a primeira esposa de Maxim de Winter. Pouco tempo depois de enviuvar, Maxim casa-se novamente, mas a sua nova mulher, ao chegar a Manderley, percebe que não se limita a habitar uma casa: enfrenta uma presença invisível que governa cada gesto e cada pensamento. Vive numa constante sensação de insegurança e vigilância. Manderley torna-se a encarnação de um passado impossível de enterrar, uma prisão dourada onde a lembrança suplanta o presente. Cada detalhe arquitetónico carrega segredos, tradições e tensões que interferem ativamente na vida de quem ali vive. A narrativa foca-se na ideia da casa como cárcere, um espaço que controla, observa e condiciona a vida de quem a habita. Neste ambiente opulento, carregado de pressões invisíveis, a nova senhora de Winter vê-se constantemente confrontada com comparações silenciosas e expectativas fantasmagóricas que minam a sua confiança e definem a forma como se percebe a si própria e ao mundo que a rodeia. COMPRO NA WOOK! »

A Casa das Belas Adormecidas

de Yasunari Kawabata

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722061872
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: fevereiro de 2017
Idioma: Português
Dimensões: 157 x 237 x 9 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722061872

Olhar vale mais que mil toques.

Joana Leitão

Uma narrativa fabulosa, de uma profundidade extrema, que nos faz suster a respiração através de descrições inimagináveis, de um envolvente cenário místico. O Velho Eguchi visita uma casa de belas meninas, mas não, não é para estar com elas, é para, apenas, olhar para elas! Só de si o tema é fabuloso. Recomendo.

Um livro de emoções

Miguel Martins

A beleza de uma escrita clara, simples, mas densa humanamente. Um livro que nos confronta com o envelhecimento em todas as suas dimensões. Muito bom!

A casa das belas adormecidas

Manuel Soares

Narrativa interessante, num tom e tema peculiar, que tornam a leitura intrigante à partida. Yasunari Kawabata cria neste livro uma atmosfera esotérica, onde o leitor é convidado a sentir também ele o sigiloso e solitário mundo da personagem principal. A condensação de temáticas tão viscerais como a volúpia, o desejo, a vida e a morte, tornam esta leitura numa agregado de emoções que não deixam o leitor indiferente, levantando questões que se prolongam após o fim da leitura.

SOBRE O AUTOR

Yasunari Kawabata

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1968

Yasunari Kawabata nasceu em Osaka, em 1899.
Os primeiros anos da sua vida foram trágicos, tendo ficado órfão aos dois anos de idade. Formou-se em Letras pela Universidade Imperial de Tóquio, em 1924, e, em 1925, publicou o seu primeiro livro, Izu no odoriko/ A Dançarina de Izu. Yukiguni/Terra de Neve (1947), Sembazuru/Mil Grous (1952), Yama no oto/O Som da Montanha (1954), Mizuumi/O Lago (1954), Nemureru bijo/A Casa das Belas Adormecidas (1960) e Koto/Kyoto (1962) são os seus romances mais conhecidos.
Foi presidente do Pen Club Japonês e ainda um eminente crítico literário, que descobriu e apoiou uma nova geração de escritores, incluindo Yukio Mishima. Em 1968 recebeu o Prémio Nobel de Literatura, vendo assim consagrada internacionalmente a sua obra. Kawabata suicidou-se em 1972, aos 72 anos.

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