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A Arte Pendular do Baloiço

de António Tavares
Livro eBook
Editor: Dom Quixote, abril de 2026 ‧
15,50€
13,95€
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Mais um romance notável de um dos vencedores do Prémio LeYa

No final de 1980, em vésperas de eleições presidenciais, uma avioneta cai em Camarate logo após levantar voo. Nela seguiam, entre outros, o chefe do governo de Portugal e o seu ministro da Defesa, que morrem carbonizados. Com dez comissões parlamentares de inquérito, ainda hoje, volvidas mais de quatro décadas, não se sabe se foi acidente ou atentado, e ninguém foi a julgamento.

Na mesma altura, um grupo de revolucionários radicais cria uma organização terrorista conhecida por FP-25, cuja missão é matar os inimigos do povo. Setenta e três réus são julgados, mas apenas uns trinta condenados e - entre amnistias e prescrições - poucos cumprem prisão efectiva.

Entretanto, numa aldeia às portas de Lisboa onde não se deixa que nasça nem mais uma criança, uma rapariga morrerá misteriosamente pouco depois de dar à luz. A menina recém-nascida acabará ao colo do mecânico da avioneta acidentada; e o seu pai biológico - amigo do polícia que investiga os casos descritos - procurará durante muitos anos essa filha que passará boa parte da infância em cima de um baloiço.

Estas são as pontas que nunca se atam verdadeiramente em A Arte Pendular do Baloiço, um romance absolutamente fascinante no qual se afirma, não sem alguma razão, que em Portugal nunca há culpados.

A Arte Pendular do Baloiço

de António Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722088589
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: abril de 2026
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 238 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722088589

O submarino amarelo é aqui

Ler, um prazer adquirido

A capa e o título que, supus ser juvenil, não me permitiram abrandar para ler a sinopse e reparar no livro. Mais tarde, o nome António Tavares, vencedor do prémio Leya, com O coro dos defuntos, chamou-me a atenção. E não larguei mais este romance maravilhoso. Vertiginoso até num regresso aos anos oitenta com tantas peculiaridades e circunstâncias que fizeram História. Os impactos desses acontecimentos também se fizeram sentir na vida do João que, como socorrista conheceu o inspetor chefe da PJ, aquando da queda da avioneta que matou o chefe do governo e o seu ministro da defesa. A perda da mulher que, não sabia grávida, o mecânico da avioneta que adotou uma criança e as FP25. Bem contada história baseada em factos reais, com algum espírito crítico e mordaz, numa linguagem rica e viva que rapidamente se lê. Uma radionovela se lida em voz alta. O limbo lusitano. …que se arquive a justiça por não haver nem indícios nem provas de que existe. O submarino amarelo, de que falavam os Beatles é aqui.

SOBRE O AUTOR

António Tavares

António Tavares nasceu no Lobito, Angola, em 1960. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e é pós-graduado em Direito da Comunicação pela mesma universidade. Foi jornalista e autarca e atualmente é professor. Escreveu peças de teatro e ensaios. Como romancista, foi finalista do Prémio LeYa e do Prémio Literário Fernando Namora com As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, venceu o Prémio LeYa em 2015 com O Coro dos Defuntos, o seu romance Todos os Dias Morrem Deuses recebeu uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol e publicou ainda o romance Homens de Pó.

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