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O Coro dos Defuntos

de António Tavares
Livro eBook
Editor: Leya, novembro de 2015 ‧
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Vivem-se tempos de grandes avanços e convulsões: os estudantes manifestam-se nas ruas de Paris e, em Memphis, é assassinado o negro que tinha um sonho; transplanta-se um coração humano e o homem pisa a Lua; somam-se as baixas americanas no Vietname e a inseminação artificial dá os primeiros passos.

Porém, na pequena aldeia onde decorre a acção deste romance, os habitantes, profundamente ligados à natureza, preocupam-se sobretudo com a falta de chuva e as colheitas, a praga do míldio e a vindima; e na taberna - espécie de divã freudiano do lugar - é disso que falam, até porque os jornais que ali chegam são apenas os que embrulham as bogas do Júlio Peixeiro. E, mesmo assim, passam-se por ali coisas muito estranhas: uma velha prostituta é estrangulada, o suposto assassino some-se dentro de um penedo, a rapariga casta que colecciona santinhos sofre uma inesperada metamorfose, e a parteira, que também é bruxa, sonha com o ditador a cair da cadeira e vê crescer-lhe, qual hematoma, um enorme cravo vermelho dentro da cabeça.

Quando aparece o primeiro televisor, as gentes assistem a transformações que nem sempre conseguem interpretar…

O Coro dos Defuntos

de António Tavares

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896603915
Editor: Leya
Data de Lançamento: novembro de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 159 x 235 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 216
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896603915

Gostei muito

Cecília Carvalho 05-02-2016

Gostei muito. Uma escrita diferente que cativa. Um livro que nos dá a conhecer uma realidade de uma aldeia de interior. Estava a ler e a lembrar-me do que os meus avós contavam de como era a aldeia à uns anos atrás, isolada de tudo e a evolução que foi tendo com a emigração e com os novos a virem para as grandes cidades e os costumes que levavam para a aldeia quando lá iam de férias.

A seguir com atenção

Rui P.

Uma obra muito bem escrita, cujo registo faz lembrar Aquilino Ribeiro. António Tavares é um novo valor da literatura portuguesa a seguir com atenção.

Polifonia de Microcosmos

Sónia

Fica do Coro dos Defuntos um eco do microcosmos de uma aldeia da beira-alta. O novo prémio Leya é um passaporte para uma paragem no tempo situada no meio de um mundo em mudanças - o mundo povoado por uma civilização que, em pleno século XX, consegue fazer coexistir a chegada do homem à lua com a crença profunda nas histórias imemoriais sobre bruxas que governam o imaginário do pequeno meio para onde somos lançados pela narrativa. Sob as rédeas do regime salazarista e fechada no seu próprio isolamento, uma aldeia inteira (que nos é pintada com reminiscências assumidas de Aquilino Ribeiro) olha com desconfiança e incredulidade para um mundo cuja existência parece ser transcendente a si própria. A sobreposição de dois mundos é engenhosamente contida numa estrutura criativa em que ouvimos sempre o leitmotif "E ela disse...". Um romance ideal para aceder às memórias da Aldeia, ou para se conceber desse mundo uma imagem real e actual - a imagem do refrão que podemos ouvir contrabalançando em surdina cada passo da humanidade no sentido da evolução.

O Coro dos Defuntos

Maria Isabel Poiares

O que se pode esperar dum autor português que recebeu um prémio literário? Um livro que nos relata uma época não muito distante e duma forma literária muito boa

SOBRE O AUTOR

António Tavares

António Tavares nasceu no Lobito, Angola, em 1960. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e é pós-graduado em Direito da Comunicação pela mesma universidade. Foi jornalista e autarca e atualmente é professor. Escreveu peças de teatro e ensaios. Como romancista, foi finalista do Prémio LeYa e do Prémio Literário Fernando Namora com As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia, venceu o Prémio LeYa em 2015 com O Coro dos Defuntos, o seu romance Todos os Dias Morrem Deuses recebeu uma menção honrosa no Prémio Literário Alves Redol e publicou ainda o romance Homens de Pó.

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