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A Agave Só Floresce uma Vez

Ciclo Duriense 1

de Eurico Figueiredo
Editor: Gradiva, maio de 2011 ‧
12,50€
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Querida Irene,

As coisas por aqui continuam bem. A vinha este ano está fabulosa. Espero que, se tudo correr bem no Verão, sem excesso de calor, tenhamos uma magnífica colheita.

Mas algo aconteceu de estranho: uma das agaves plantadas em 1996 floresceu nesta Primavera. Tem sete anos de idade e lançou uma florescência de uns dez metros de altura. Sinceramente, o que encontrei na literatura aponta para que, nas regiões mais quentes e secas, a primeira e única floração surja quando têm uns dez anos de idade: depois secam e morrem! Mas nunca tão cedo. […]

Achei bizarro. E, apesar do meu feroz racionalismo, fui possuído por um terrível pressentimento. Como já tinha tido pensamentos mágicos no Algarve quando as redescobri e a Graça Murta me sensibilizou para os mistérios da agave. Pressentia então que o meu tempo teria acabado. Valeu-me uma motivação forte: o projecto da quinta ter-me-á salvo. Agora, a florescência da agave será o sinal de que terminei um novo, ou o último ciclo da minha vida?

Nas terras junto ao Douro, chão fértil para toda a sorte de castas, também Arnaldo tenta medrar, agora aposentado e longe dos seus, querendo dar um rumo novo e ainda pujante aos seus dias. Mas, como a agave paciente, conseguirá/terá ele o seu florir derradeiro?"

A Agave Só Floresce uma Vez

Ciclo Duriense 1

de Eurico Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896164294
Editor: Gradiva
Data de Lançamento: maio de 2011
Idioma: Português
Dimensões: 146 x 222 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 188
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789896164294

Sentimento

Maria Paula S. V. Ramiro da Fonseca

Sinto alguma nostalgia e até talvez tristeza também, contudo não deixa de ser uma excelente obra literária, como é usual neste autor.

SOBRE O AUTOR

Eurico Figueiredo

Eurico Figueiredo nasceu em Vila Real em 1939. É Professor Catedrático de Psiquiatria. Com 16 anos iniciou a sua atividade política no MUD Juvenil. Aos 18 anos participou ativamente na campanha do General Humberto Delgado. Como Presidente da Comissão Pró-Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa foi dos mais destacados dirigentes das greves de 1962. Na sequência destas greves, e tendo participado na greve da fome, foi expulso por trinta meses da Universidade de Lisboa. Em Coimbra, de 1962 a 1965, participa ativamente na reorganização do movimento estudantil local. Em agosto de 1962 é eleito, em Reunião Nacional do Movimento Estudantil, como o primeiro Secretário-Geral do Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses. Funda, em 1963, em Coimbra, o movimento clandestino "Movimento Sindical Estudantil" que, durante anos, coordena a atividade estudantil antifascista e que dirige com, entre outros, A. Correia de Campos, Medeiros Ferreira, N. Brederode Santos, Valentim Alexandre. Preso três vezes pela PIDE, por períodos curtos, vê-se obrigado ao exílio em 1965, na Suíça, onde viveu até 1976. Neste país desenvolve uma intensa atividade política em ligação com Portugal, entre outros, com Jorge Sampaio, e com Argel, sobretudo, com Manuel Alegre e Piteira Santos. Militante do PCP desde os 18 anos, abandona este partido, em 1967, no mesmo dia em que as tropas Russas entram na Checoslováquia, como sinal de protesto contra este facto. Militante do Partido Socialista, desde agosto de 1974, foi várias vezes membro da Direção Nacional e Política deste partido. Deputado de 1983 a 1985 e de 1991 até 1999 foi, entre outros cargos, deputado à Assembleia da NATO e Presidente da Comissão da Administração do Território e Poder Local. Autor do relatório da Assembleia da República sobre a regionalização, em 1997. Durante o processo de regionalização distinguiu-se na defesa da identidade Trasmontana e da integridade do Douro. Tem-se preocupado com a problemática da proteção do ambiente e do património dando particular atenção ao tema dos rios internacionais de Portugal.

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