Guerrilheiro Sentimental

Estórias de Exílio

de Eurico Figueiredo
Editor: Campo das Letras, junho de 2008 ‧
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«Estas "Estórias" estão na gaveta desde 1977. Têm todas um núcleo verdadeiro. Recorremos à amálgama, à descontextualização e a outros estratagemas para tornar irreconhecível, salvo eventualmente para os próprios, se ainda vivos, a identidade das personagens. São estórias muito portuguesas relacionadas com a imigração e o exílio, onde se revelam o sentimentalismo, o abandono e o desespero dos que ficam, o desenrascanço, o risco, a indecisão, a dependência dos que partem, a nobreza de carácter de muitos e a baixeza de alguns! O exílio e a imigração são experiências que nos põem à prova, no melhor e no pior que temos. Esta primeira experiência de contista, apenas revela uma propensão pessoal para a intervenção polivalente. Não temos qualquer pretensão literária tardia. Quisemos apenas guardar memórias. Além do mais escrevê-las deu-nos um imenso prazer. »

Guerrilheiro Sentimental

Estórias de Exílio

de Eurico Figueiredo

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896253042
Editor: Campo das Letras
Data de Lançamento: junho de 2008
Idioma: Português
Dimensões: 120 x 210 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 140
Tipo de produto: Livro
Coleção: Campo da Memória
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789896253042

SOBRE O AUTOR

Eurico Figueiredo

Eurico Figueiredo nasceu em Vila Real em 1939. É Professor Catedrático de Psiquiatria. Com 16 anos iniciou a sua atividade política no MUD Juvenil. Aos 18 anos participou ativamente na campanha do General Humberto Delgado. Como Presidente da Comissão Pró-Associação dos Estudantes de Medicina de Lisboa foi dos mais destacados dirigentes das greves de 1962. Na sequência destas greves, e tendo participado na greve da fome, foi expulso por trinta meses da Universidade de Lisboa. Em Coimbra, de 1962 a 1965, participa ativamente na reorganização do movimento estudantil local. Em agosto de 1962 é eleito, em Reunião Nacional do Movimento Estudantil, como o primeiro Secretário-Geral do Secretariado Nacional dos Estudantes Portugueses. Funda, em 1963, em Coimbra, o movimento clandestino "Movimento Sindical Estudantil" que, durante anos, coordena a atividade estudantil antifascista e que dirige com, entre outros, A. Correia de Campos, Medeiros Ferreira, N. Brederode Santos, Valentim Alexandre. Preso três vezes pela PIDE, por períodos curtos, vê-se obrigado ao exílio em 1965, na Suíça, onde viveu até 1976. Neste país desenvolve uma intensa atividade política em ligação com Portugal, entre outros, com Jorge Sampaio, e com Argel, sobretudo, com Manuel Alegre e Piteira Santos. Militante do PCP desde os 18 anos, abandona este partido, em 1967, no mesmo dia em que as tropas Russas entram na Checoslováquia, como sinal de protesto contra este facto. Militante do Partido Socialista, desde agosto de 1974, foi várias vezes membro da Direção Nacional e Política deste partido. Deputado de 1983 a 1985 e de 1991 até 1999 foi, entre outros cargos, deputado à Assembleia da NATO e Presidente da Comissão da Administração do Território e Poder Local. Autor do relatório da Assembleia da República sobre a regionalização, em 1997. Durante o processo de regionalização distinguiu-se na defesa da identidade Trasmontana e da integridade do Douro. Tem-se preocupado com a problemática da proteção do ambiente e do património dando particular atenção ao tema dos rios internacionais de Portugal.

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