50 Poemas

de Tomas Tranströmer
Editor: Relógio D'Água, julho de 2012 ‧
Tomas Tranströmer, poeta sueco, recebeu o Nobel da Literatura, foi-lhe atribuído em 2011, porque «através das suas imagens condensadas e translúcidas permite-nos o acesso à realidade».

Conta mais de uma quinzena de títulos, sendo os temas predominantes o caráter efémero da vida, o diálogo com as recordações e o memento mori.

«Praticamente todos os textos começam em registo quotidiano, vívido, perceptível. Em muitos sugere-se, inclusive, um determinado “sobressalto” que desencadeia uma percepção diferente das coisas. E são-nos dadas as ocasiões desse sobressalto, divagações numa cama de hotel, visitas a museus, artefactos africanos, episódios históricos, obsessões geográficas, trechos musicais, os tormentos de Turner ou Gogol, o bulício de uma cidade, bátegas de água, funerais. Mas as ocasiões estão desligadas de qualquer menção autobiográfica explícita. […] Em textos que vão da prosa quase narrativa ao haiku, mas que privilegiam o poema curto e conciso, Tranströmer pratica um humanismo modesto, sugestivo e irónico, como quando diz que a verdade está ao nosso alcance, no chão, assim quiséssemos pegar numa coisa caída por terra .»
Pedro Mexia, Expresso

50 Poemas

de Tomas Tranströmer

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896413040
Editor: Relógio D'Água
Data de Lançamento: julho de 2012
Idioma: Português
Dimensões: 153 x 232 x 12 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789896413040

Intenso

Joana Leitão

Pensamentos descritivos intensos da natureza e da cidade numa mescla de sentimentos e observações profundas. Relaxante. De leitura rápida e fácil e ainda com a curiosidade bilingue.

Belos poemas em verso livre

Catarina Duarte

Excelente obra para quem não é leitor habitual de poesia.

Escrita cristalina

Diogo Gonçalves

Mas que não captou a minha atenção e interesse. Acaba sempre por redundar em demonstrações débeis de falta de imaginação. Não aconselho.

Transtromer

VLPM

Edição da Relógio d’Água, o que costuma ser garantia de qualidade. Uma tradução direta do sueco por Alexandre Pastor. Na obra, o original sueco antecede a tradução em português. Interessante pode ser o exercício de comparar a tradução de Alexandre Pastor com alguns destes poemas já traduzidos para português: “Lisboa” (tradução do inglês por Vasco Graça Moura) “O casal” (tradução do inglês por Teresa Salema) e “Citoyens” (tradução do inglês por Almeida Faria) na obra “21 poetas suecos” da Vega (1980), “Segredos a caminho”/”Segredos pelo Caminho”, “Rasto”/”Carril”, “Casas suecas”/”Casas Suecas em sítio ermos” e “Uma noite de Inverno” na obra “5 poetas suecos” – 2.º volume – Companhia Editora do Minho (1981), todos em tradução direta de Silva Duarte e ainda “Funchal”, disponível on-line (tradução do alemão por Luís Costa). Agrada-me muito a tradução de Alexandre Pastor. Um pequeno reparo: pessoalmente preferia uma ordenação cronológica dos poemas. Obra única, singular, para quem pretende conhecer em português parte da obra poética de Tomas Transtromer.

SOBRE O AUTOR

Tomas Tranströmer

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 2011

Tomas Tranströmer nasceu a 15 de abril de 1931 em Estocolmo, cidade onde também se licenciou em Psicologia em 1956. Começou a escrever poesia muito jovem e publicou os primeiros poemas em 1954. A sua poesia inspira-se na metafísica ocidental, na tradição japonesa do haiku, e nas grandes obras clássicas que pensam e questionam a condição humana, a morte e a memória. A estes temas o poeta acrescenta múltiplas referências à sua intimidade, ao gosto pela música e pelas viagens, a botânica, a entomologia, entre outros temas.

Em 1990 Tomas Tranströmer sofreu um AVC, estando impedido de falar desde então. Não perdeu, no entanto, a capacidade de escrever. Alguns dos seus livros foram publicados já depois deste problema de saúde.

Ao longo da sua carreira recebeu inúmeros prémios, entre os quais: Prémio Bonnier de Poesia, o Prémio Internacional Neustadt de Literatura, o Prémio Oevalids, o Prémio Petrarca, o Prémio do Fórum Internacional de Poesia e o Prémio Griffin. Em 2011 a Academia Sueca entregou-lhe o Prémio Nobel da Literatura. A sua obra está traduzida em todo o mundo. Faleceu a 26 de março de 2015.

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