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Sobre a Leitura

by Marcel Proust
Publisher: Antígona, November of 2020 ‧
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Prefácio de 1906 à tradução francesa de Sesame and Lilies, de John Ruskin, Sobre a Leitura é uma salutar reflexão sobre o acto de ler, a sua natureza e o seu mistério.

Evocando a infância — tema caro ao autor de Em Busca do Tempo Perdido — e recuando às saborosas páginas lidas à sombra das avelaneiras, nos longos dias de Verão, Proust confessa-se um leitor apaixonado e voraz, ao mesmo tempo que nos apresenta a leitura como o supremo acto de transformação do ser humano. Cada linha de um bom livro, ao invés de incitar à assimilação passiva de verdades alheias, de ser «um mel preparado pelos outros e que só temos de recolher das estantes», encerra um convite à descoberta e à reflexão.

No silêncio e na solidão, conclui o autor, ler é um meio, e não um fim. É ter «as chaves mágicas que nos abrem no fundo de nós mesmos a porta das moradas nas quais não teríamos sabido penetrar». Um ensaio intemporal para amantes do universo enigmático da página, na magnífica prosa de Proust.
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Ler para escrever

Isto de se escrever tem que se lhe diga. Não é coisa que comece assim sem mais nem menos, nem nos podemos fiar na inspiração e no talento. Nada como ler, ler muito. E ler também o que escrevem os melhores sobre a escrita. Elogio da Literatura Se há coisa de que um escritor de ficção precisa é de imaginação. Nem que escreva sobre situações e factos reais, há sempre o território da imaginação na escrita, na organização da narrativa, na forma como se apresenta aos leitores. E, por isso, nunca é demais treinarmos a imaginação. É isso mesmo que propõe Frye, sendo que o exercício dessa mesma imaginação ajudará o escritor na sua arte mas também na sua vida. A ideia de que a leitura é a melhor forma de exercitar a imaginação volta a sublinhar a importância de um escritor ser sobretudo um leitor. Quero ler!
  Manual de Sobrevivência de um Escritor Uma autêntica Bíblia para conseguir sair vivo disto que é escrever um livro. Não se espere dicas de escrita criativa, nada disso. Este é um manual muito conciso para ti, que queres ser escritor e, utopia das utopias, viver da escrita. Se, no fim, não te sentires desmotivado, então é porque tens em ti a força suficiente para enfrentar o que por aí vem. É um livro muito prático, com indicações sobre como lidar com editoras, revisores, críticas e traduções. João Tordo, autor com vinte títulos, guia-nos pelo processo, entre o que queríamos e o que não queríamos saber, mas que temos mesmo de ouvir. Quero comprar! »
  Escrever Se, desta lista, decidirem ler apenas um livro sobre escrita, que seja este. Stephen King, o rei do terror e do suspense, vem ganhando, nos últimos anos, cada vez mais o respeito dos leitores mais exigentes. Nós, que o lemos desde crianças, ficamos surpresos, mas felizes com esta nova forma de olhar para o autor. E que não seja uma moda, porque ele bem merece este reconhecimento. Aqui, King versa sobre a escrita partindo da sua própria experiência, que é vasta, percorrendo todo o processo, desde a ideia até à formação dos intrincados enredos e das personagens. Além disso, lê-se de forma entusiasmada, encerrando com a conclusão de que a escrita é o que, tantas vezes, mantém vivo um escritor. Leia e descubra! »
  A Arte de Saber Escrever Escrever é, em primeiro lugar, comunicar. E, para o fazer bem, há que seguir determinadas técnicas que vão fazer com que aquilo que escrevemos chegue ao leitor da forma planeada. Escrever sem erros, ter um estilo coerente ao longo da narrativa, evitar usos errados de determinadas expressões ou saber os princípios de redação de um texto são alguns dos pontos focados neste livro, que é um autêntico fenómeno internacional. Na nossa opinião, um dos pontos que o torna fascinante é a concisão com que o faz, sem floreados, indo direto ao ponto, com o objetivo de melhorar a escrita. Vírgulas, parágrafos, orações e advérbios, mas também considerações sobre tom e clareza. Um manual imprescindível. Comece hoje a ler! »
  Seis passeios pelo bosque da ficção Terminamos com Umberto Eco, pois claro. Uma figura incontornável na escrita de ficção, mas também nos seus ensaios, como é o caso deste. Aqui, o autor de O Nome da Rosa acompanha-nos por uma viagem onde percorremos o método, os passos, as técnicas da escrita de ficção. Caminhamos com Eco pelos exemplos de outros grandes autores, observando a forma como saíram de si próprios, não perdendo, contudo, a sua voz, para criar nos seus escritos uma versão de si próprios. O objetivo do autor é o de trazer alguma luz ao bosque denso da escrita. Luz que será útil tanto ao leitor, quanto ao escritor. Quero ler ! »
  Sobre a Leitura Aqui estamos noutra dimensão, a da leitura. Para um escritor, é fundamental ler. Ler muito, ler de tudo, desde tenra idade, aproveitar cada espaço de tempo para se entregar às letras. Proust eleva a leitura a um ato de transformação da pessoa, a quem entrega mundo. A leitura enquanto dimensão de reflexão, de meio para chegar a um ponto em que seremos pessoas diferentes porque lemos. Através dos livros, segundo Proust, chegamos a lugares inatingíveis de outra forma, através de um processo de interiorização e silêncio, onde estamos em busca de um tempo que não daremos como perdido. Quero Ler! »
  Cartas a um jovem escritor Sair da nossa realidade, olhar à volta, ver o que se passa no mundo, com os outros. Este parece ser um conselho essencial do autor a quem quer escrever. O autor deve enamorar-se do seu objeto de escrita, sentir-se fascinado pela história, pelas personagens, para que o livro lhe saia com alma. McCann aconselha os jovens escritores a aprenderem bem as regras de escrita, de relação com os agentes literários e com a língua. Que saibam tudo muito bem, mas que depois quebrem as normas, encontrem uma voz própria e façam algo novo. Aqui há dicas práticas, mas há também uma dimensão mais estrutural, onde são abordados determinados problemas e questões que poderão assolar as almas dos jovens escritores. Vou começar hoje mesmo! »

Sobre a Leitura

by Marcel Proust

Property Description
ISBN: 9789726083740
Publisher: Antígona
Release Date: November of 2020
Language: Portuguese
Dimensions: 134 x 212 x 5 mm
Cover: Softcover
Pages: 88
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > History of Literature
EAN: 9789726083740

ABOUT THE AUTHOR

Marcel Proust

Romancista e crítico francês, nasceu a 10 de julho de 1871 em Auteuil, perto de Paris, e morreu a 18 de novembro de 1922, na capital francesa. Era uma criança débil e asmática mas também com uma inteligência e uma sensibilidade precoces. Até aos 35 anos movimentou-se nos círculos da sociedade parisiense. Depois da morte dos pais isolou-se no seu apartamento de Paris, onde se entregou profundamente à composição da obra-prima, A la recherche du temps perdu (Em Busca do tempo Perdido, 1914-27). Este imenso romance autobiográfico consta de sete volumes em que expressa as suas memórias através dos caminhos do subconsciente, e é também uma preciosa reflexão da vida em França nos finais do século XIX. A obra é como a sua vida: o reencontro de duas épocas, a tradição clássica e a modernidade. Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo.
Marcel Proust licenciou-se em Direito (1893) e Literatura (1895). Durante os anos de estudo foi influenciado pelos filósofos Henri Bergson, seu tio, e Paul Desjardins e pelo historiador Albert Sorel. Em 1896 publicou les Plaisirs et les jours uma coleção de versos e contos de grande valor e profundidade, muitos dos quais saíram nas revistas le Banquet e la Revue Blanche. A revista le Banquet (1892) foi fundada pelo próprio Marcel Proust em conjunto com amigos. É nesta altura que publica os seus primeiros trabalhos literários e biografias de pintores. Faz traduções de Ruskin, ensaia o relato romanesco da sua trajetória espiritual compondo Jean Santeuil, obra que fará silenciar por lhe parecer apressada e demasiado próxima do seu diário.
A morte do pai (1903), da mãe (1905) e de um grande amigo, empurraram-no para a solidão, mas permanece financeiramente independente e livre para escrever. É através da reflexão que desenvolve a obra Contre Sainte-Beuve, composta em 1907, aproxima-se já do grande livro A la recherche du temps perdu. Em 1909 priva-se de toda a vida social e quase de toda a espécie de comunicação. Em 1912 foram publicados no jornal "le Figaro" os primeiros extratos da obra. Proust cria um trabalho grandioso, escrito na primeira pessoa. Exceção na narrativa, Un Amour de Swann é a história de uma época. O mundo exterior e o mundo interior são originalmente identificados. Viajando no tempo, problematiza a modernidade e a existência maquinal a que ela nos condenou. É um trabalho realizado no reencontro de uma vida perdida e que se prolonga, por outro lado, numa metafísica sugerida, como é o caso do episódio da chávena de chá em que Proust nos quer transmitir que a realidade autêntica vive no nosso inconsciente e só uma viagem involuntária pela memória nos leva ao contacto com ela. A la recherche du temps perdu é uma história alegórica da sua vida, de onde são retirados os acontecimentos e os lugares. O autor projeta a sua própria homossexualidade nas personagens considerando-a, bem como a vaidade, o snobismo e a crueldade, o maior símbolo do pecado original.
Proust é considerado precursor da nova crítica e fundador da crítica temática. Publicou ainda em 1919 Pastiches et mélanges.

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