Recurso e Pobreza
Publisher:
Tinta da China, February of 2025 ‧
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SYNOPSIS
Novo livro de Tatiana Faia na colecção de poesia dirigida por Pedro Mexia
Eros, o agridoce (Tatiana Faia traduziu o ensaio homónimo de Anne Carson) é filho de Poro, o Recurso, e de Pénia, a Pobreza. É um deus ambivalente, contraditório, de espécie complicada. E se estes poemas se assumem como eróticos, isso não significa que sejam lúbricos. O que os motiva e inquieta é o desejo e a incerteza de um «eu», a omnipresença de um «tu» e a presença obsessiva do passado individual e histórico. Por isso, a autora de Um Quarto em Atenas traz-nos tudo o que vem ao caso: um vaso grego, uma viagem, o exílio voluntário, alegorias factuais como a de Pompeia, uma animação do passado que, como em João Miguel Fernandes Jorge, se presentifica para exprimir júbilos e ironias, anseios e descontentamentos.
Alguns poemas são declarativos e esquivos, outros, intertextuais (de Safo a Kavafis); uns recorrem à biografia alheia (o casal Ginzburg), outros, ao mote ut pictura poesis (os cadernos de Leonardo). E há os remadores da Grécia antiga e os das regatas inglesas, a história romana entre lobos e lupanares, a desadequação entre o ímpeto e a realidade, ou essa «dor facilmente inflamável / contida no espartilho de uma forma» para nos levar «ao equilíbrio indizível / de um certo jogo mental».
— Pedro Mexia as mãos dos generais não se confundem com as mãos dos poetas porque os generais por norma voltam a casa com as mãos sujas de sangue e as dos poetas estão apenas sujas de tinta
Eros, o agridoce (Tatiana Faia traduziu o ensaio homónimo de Anne Carson) é filho de Poro, o Recurso, e de Pénia, a Pobreza. É um deus ambivalente, contraditório, de espécie complicada. E se estes poemas se assumem como eróticos, isso não significa que sejam lúbricos. O que os motiva e inquieta é o desejo e a incerteza de um «eu», a omnipresença de um «tu» e a presença obsessiva do passado individual e histórico. Por isso, a autora de Um Quarto em Atenas traz-nos tudo o que vem ao caso: um vaso grego, uma viagem, o exílio voluntário, alegorias factuais como a de Pompeia, uma animação do passado que, como em João Miguel Fernandes Jorge, se presentifica para exprimir júbilos e ironias, anseios e descontentamentos.
Alguns poemas são declarativos e esquivos, outros, intertextuais (de Safo a Kavafis); uns recorrem à biografia alheia (o casal Ginzburg), outros, ao mote ut pictura poesis (os cadernos de Leonardo). E há os remadores da Grécia antiga e os das regatas inglesas, a história romana entre lobos e lupanares, a desadequação entre o ímpeto e a realidade, ou essa «dor facilmente inflamável / contida no espartilho de uma forma» para nos levar «ao equilíbrio indizível / de um certo jogo mental».
— Pedro Mexia as mãos dos generais não se confundem com as mãos dos poetas porque os generais por norma voltam a casa com as mãos sujas de sangue e as dos poetas estão apenas sujas de tinta
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789896719166 |
| Publisher: | Tinta da China |
| Release Date: | February of 2025 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 149 x 198 x 11 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 142 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
|
| EAN: | 9789896719166 |
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