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O que Podemos Saber

by Ian McEwan
Publisher: Gradiva, September of 2025 ‧
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2014: Num jantar para amigos e colegas próximos, o conceituado poeta Francis Blundy presta homenagem à sua mulher, no aniversário dela, lendo em voz alta um novo poema que lhe dedica: Uma Coroa para Vivien. Mal sabem os convidados que depois daquele jantar serão várias as gerações a especular sobre a mensagem daquele poema, cujo registo original nunca foi encontrado, permanecendo um mistério.

2119: Pouco mais de cem anos depois, grande parte do mundo ocidental está submersa pela subida do nível do mar após um acidente nuclear catastrófico. Aqueles que sobrevivem são assombrados pela riqueza de um mundo que se perdeu. No sul inundado do que costumava ser a Inglaterra, Thomas Metcalfe, um solitário investigador, idealiza o início do século XXI enquanto persegue o fantasma de um poema. Thomas sente fascínio por aquelas vidas selvagens e cheias de riscos, enquanto se debruça sobre os arquivos dessa era distante, cativado pelas possibilidades da vida humana. Quando tropeça numa pista que pode levar à descoberta do poema dedicado a Vivien, encontra também uma história de amores entrelaçados e de um crime brutal, que destrói as suas suposições sobre pessoas que julgava conhecer intimamente.

O que Podemos Saber é uma obra-prima, um tour de force filosófico, uma história de amor sobre pessoas e as palavras que elas deixam para trás, um enredo detectivesco que resgata a nossa actual sensação de catástrofe iminente e imagina um mundo onde nem tudo está completamente perdido.

«Um romance filosófico poderoso escrito por um dos melhores romancistas ingleses vivos.»
Kirkus Reviews

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O que Podemos Saber, o novo romance de Ian McEwan

«O que Podemos Saber é ficção científica sem a ciência. Este é um romance sobre História, o que sabemos sobre ela, e uns dos outros. Vivemos as nossas vidas entre os mortos e os que ainda estão por nascer. Sobre os mortos, sabemos um pouco, mas não tanto quanto pensamos. Sobre o presente, discordamos veementemente. As pessoas do futuro, é claro, estão além da nossa compreensão, mas estamos preocupados com o que lhes legaremos. Quando olharem para o que fizemos, o que pensarão os nossos descendentes quando contemplarem o mundo desgastado que lhes deixámos? Talvez tenham inveja de nós. (…)
A minha ambição neste romance era permitir que o passado, o presente e o futuro falassem entre si, ultrapassando as barreiras do tempo.»

No seu website oficial, Ian McEwan descreve desta forma O que Podemos Saber, o seu novo romance. Amplamente conhecido e elogiado pela beleza da sua escrita, pelos seus temas inovadores, personagens realistas e dilemas morais, McEwan leva-nos agora a níveis novos níveis de profundidade psicológica, numa reflexão sobre a nossa condição de humanos, repleta de incertezas, marcada por conflitos, e sempre interligada por um fio que une passado e presente, pessoas e memórias. Eis o enredo: Daqui a um século, em 2119, o clima está devastado: a inteligência artificial liderou guerras nucleares entre potências mundiais; uma bomba de hidrogénio russa, ao falhar o seu alvo nos EUA, explodiu no Atlântico, causando um tsunami que, combinado com o aumento do nível do mar, inundou todo o planeta. Apenas restou um arquipélago de picos montanhosos que se estende por toda a Europa. A população mundial diminuiu para metade; a esperança de vida caiu para 62 anos; a Grã-Bretanha é agora um conjunto de ilhas cujos cidadãos vivem de proteínas extraídas do dióxido de carbono. Neste futuro repleto de tecnologia, mas carente do básico, as comunidades estão isoladas, e viajar é difícil e arriscado.

É neste cenário que encontramos Tom Metcalfe, um professor universitário que ensina literatura aos seus alunos com entusiasmo, e cuja obsessão académica é o poeta do final do século XX Francis Blundy. O seu fascínio resulta do facto de Blundy ter escrito, em 2014, 15 sonetos para a sua esposa, Vivien, a quem confiou a única cópia, num pergaminho. O desaparecimento deste conferiu ao poema um estatuto mítico, com a lenda de que o poema fala de amor eterno e é um farol para a preservação do mundo natural.
Tom dedica-se, com a esposa, a analisar a vida dos Blundys na expetativa de descobrir o paradeiro do poema. Numa segunda parte, McEwan muda de narrador, dando voz ao testemunho de Vivien na primeira pessoa – escrito durante o confinamento em 2020 e selado no subsolo. Havia partes importantes e intensamente privadas da vida de Vivien que não tinham sido documentadas, e que acabam por revelar relações secretas, uma história com tragédia, amor e perda, revirando do avesso as pesquisas de Tom. Assim como não podemos saber o futuro, também não podemos conhecer totalmente o passado.

Fazendo uso do seu talento para o macabro, McEwan deixa, de forma melodramática, a sugestão de que, «o que podemos saber» é sempre praticamente nada — e que talvez isso seja mesmo o melhor.

O que Podemos Saber

by Ian McEwan

Property Description
ISBN: 9789897853821
Publisher: Gradiva
Release Date: September of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 145 x 223 x 21 mm
Cover: Softcover
Pages: 440
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897853821

Surpreende

Ler, um prazer adquirido

Sábio e crítico. A história entrelaça literatura e História em duas épocas distintas quando um académico obcecado investiga um jantar memorável com um número restrito de pessoas em que um poema ouvido e não lido fez História mas desapareceu. Esta debanda dá-se mais de cem anos depois quando uma grande inundação submergiu a maior parte do mundo ocidental e mudou mentalidades, comportamentos e valores. Não é um livro caloroso desde o início mas tem muitos pontos de interesse à medida que percebemos os paralelos com a realidade que conhecemos que se molda para o que o autor projectou no futuro. Nada absurdo e bem humorado apesar da negra perspectiva. O que poderia ser evitado e o que afeta todo o ecossistema. A pista que surge a meio da narrativa imprime uma dinâmica na trama e entusiasmo no protagonista que faz avançar rapidamente a história. E nesta fase o leitor quer saber o desfecho e o mistério já que conhece bem todos os participantes. E será surpreendido.

Premissa interessante

João

Um dos meus autores preferidos, pela forma como envolve o leitor e pela escrita apelativa. Este novo livro assenta numa premissa muito interessante e fácil de interiorizar. A concretização dessa premissa tem alguns pontos frágeis, mas a minha crítica principal tem a ver com alguns "enredos" secundários que soam a algo já visto na obra do autor. Mesmo assim, um livro cativante e interessante.

História empolgante!

Beatriz C.

Ian McEwan apresenta-nos mais uma obra maravilhosa, e que mostra um futuro que pode muito bem tornar-se real. Uma obra que consegue dar-nos todas as emoções, a sua escrita é muito simples, mas também muito filosófica. O autor consegue vaguear até um limite aceitável e que não faça com que percamos o rumo da história.

ABOUT THE AUTHOR

Ian McEwan

Ian McEwan is the author of two books of short stories – First Love, Last Rites (Somerset Maugham Award 1976) and Between the Sheets – and eighteen novels – The Cement Garden (adapted to the cinema in 1993), The Child in Time (winner of the Whitbread Award 1987), The Innocent (adapted to the cinema in 1993), Strange Seduction (adapted to the cinema in 1990), Black Dogs, The Dreamer, The Burden of Love (adapted to film in 2004), Amsterdam (winner of the Booker Prize in 1998), Atonement ( US National Book Critics Circle Awards 2002 and WH Smith 2002 for best fiction book, adapted to the cinema by John Wright), Saturday ( James Tait Black Memorial Award), On Chesil Beach (nominated for Galaxy Book of the Year 2008 in the British Book Awards where the author was also nominated for Reader's Digest Author of the Year), Solar, Mel, The Ballad of Adam Henry (also adapted to the cinema), In a Nutshell, Machines Like Me, Lessons and What We Can Know. In 2009 he published a libretto for an opera by Michael Berkeley entitled Por Ti and in 2019 the novel A Barata.
All his works are published in Portugal by Gradiva. He also signed several screenplays, including The Imitation Game, The Plough-man's Lunch, Sour Sweet and The Good Son.
He currently lives in London.

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