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A Balada de Adam Henry

by Ian McEwan
Publisher: Gradiva, March of 2015 ‧
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Trata-se de um romance que tem como personagem central Fiona Maye, uma juíza proeminente do Supremo Tribunal, que julga casos do Tribunal de Família. É bem sucedida profissionalmente, mas nem tudo lhe corre pelo melhor. Ao remorso latente por nunca ter tido filhos, junta-se a crise num casamento que dura há trinta anos.
Ao mesmo tempo que tem de enfrentar um casamento onde a relação com o marido está a desmoronar-se, é chamada a julgar um caso urgente. Por razões religiosas, um bonito rapaz de dezassete anos, Adam, recusa o tratamento médico. Sendo Testemunhas de Jeová, tanto ele como os familiares, rejeitam a transfusão de sangue que poderia salvar-lhe a vida. Deverá o tribunal secular sobrepor-se à fé sinceramente vivida? Enquanto procura tomar uma decisão, Fiona visita Adam no hospital. Esse encontro tem consequências para ambos, agitando sentimentos que estavam enterrados nela e despertando novas emoções nele.
Trata-se de um romance de elevada sensibilidade, em que McEwan prova, mais uma vez, a sua mestria em escrever sobre a natureza humana e sobre temas de grande actualidade que motivam a reflexão.

«Intensamente inteligente.»
The Guardian

A Balada de Adam Henry

by Ian McEwan

Property Description
ISBN: 9789896166335
Publisher: Gradiva
Release Date: March of 2015
Language: Portuguese
Dimensions: 146 x 223 x 10 mm
Cover: Softcover
Pages: 192
Format: Book
Collection: Obras de Ian McEwan
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789896166335

Narrativa realista.

Sónia

Voltar a Ian McEwan é garantia de voltar a um autor que sigo desde os tempos da Universidade e cujas temáticas, por ele abordadas, não se encontram muito noutro tipo de livros. Aqui, estamos perante o dilema entre um casamento entre sexagenários a desmoronar-se e a exigência que requer uma profissão como a Magistratura. Se, por um lado, a parte da dinâmica do casal está muito bem apresentada e é verossímil, por outro julgo que o autor fez uma análise demasiado exaustiva da vertente profissional da protagonista. Entendo perfeitamente que quisesse dar uma visão sólida de Fiona, mas penso que exagerou nessa área. De resto, este é um livro que remete também para outros temas fracturantes, fazendo deste pequeno livro uma leitura rica de emoções.

Uma balada multifacetada...

Ilda Azinhais Velez

Leitura muito fácil e agradável. Não é , certamente nem o pretende ser, um romance que aprofunde os diversos temas que aflora: a crise da meia idade; o desencanto inevitável das relações conjugais; a perniciosa influência da religião nas escolhas individuais; a emoção de um afeto inesperado e incompreensível... Uma história cativante, apesar da sua simplicidade...Ideal para leitores que não apreciem narrativas demasiado reflexivas e complexas.

Liberdade de escolha

Carlos Vieira

A liberdade individual de escolha é um principio aceite por (quase) todos na sociedade, salvaguardados os efeitos que possa ter nos outros. Mas a questão começa a complicar-se quando essa escolha é terminar a própria vida. Numa situação de saúde limite continuamos a ter capacidade para tomar a decisão mais racional? E tratando-se de um menor, mesmo que apoiado pelos pais e pela sua comunidade? E se essa opção for justificada apenas por questões religiosas? Em "A Balada de Adam Henry", Ian McEwan apresenta-nos estas questões éticas do ponto de vista de uma juíza que tem de julgar o caso de um adolescente, testemunha de Jeová, que recusa um tratamento médico que lhe pode salvar a vida. Com o seu estilo de escrita envolvente e magistral, Ian McEwan aborda, como habitualmente, uma questão importante da nossa sociedade, obrigando-nos a reflectir e a considerar as duas partes neste interessante dilema moral.

ABOUT THE AUTHOR

Ian McEwan

Ian McEwan é autor de dois livros de contos – Primeiro Amor, Últimos Ritos (Somerset Maugham Award 1976) e Entre os Lençóis – e de dezanove romances – O Jardim de Cimento (adaptado ao cinema em 1993), A Criança no Tempo (vencedor do Whitbread Award 1987), O Inocente (adaptado ao cinema em 1993), Estranha Sedução (adaptado ao cinema em 1990), Cães Pretos, O Sonhador, O Fardo do Amor (adaptado ao cinema em 2004), Amesterdão (vencedor do Booker Prize em 1998), Expiação (prémios US National Book Critics Circle 2002 e WH Smith 2002 para o melhor livro de ficção, adaptado ao cinema por John Wright), Sábado (Prémio James Tait Black Memorial), Na Praia de Chesil (nomeado para Galaxy Book of the Year 2008 nos British Book Awards onde o autor foi também nomeado para Reader’s Digest Author of the Year), Solar, Mel, A Balada de Adam Henry (também adaptado ao cinema), Numa Casca de Noz, Máquinas como Eu, Lições e O Que Podemos Saber. Publicou em 2009 um libreto para uma ópera de Michael Berkeley intitulado Por Ti e em 2019 a novela A Barata.
Todas as suas obras são publicadas em Portugal pela Gradiva. Assinou também vários argumentos para cinema, entre os quais, The Imitation Game, The Plough-man’s Lunch, Sour Sweet e The Good Son.
Vive atualmente em Londres.

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