O Nome que a Cidade Esqueceu
SYNOPSIS
Ao aterrar na América, Natasha, refugiada de um país da ex-União Soviética, está longe de imaginar que o seu exílio se transformará numa aventura labiríntica pela grande cidade e pela alma humana. O caminho desta rapariga cheia de medos e sonhos cruza-se com o de George B., homem marcado por um passado misterioso, que vive em total isolamento em plena cidade, barricado num apartamento apinhado de objectos inúteis.
George oferece a Natasha um emprego bizarro: ler-lhe em voz alta a lista telefónica de Nova Iorque. Enquanto a rapariga aprende a suportar as saudades da sua família e do seu país, esboçando uma nova vida na metrópole vibrante e crua, George, por seu lado, procura obsessivamente um nome entre os milhões de nomes que a cidade esqueceu; um nome que poderá salvá-lo, ou ser a sua danação.
Tomando como inspiração uma história verdadeira publicada no New York Times, João Tordo constrói um romance enigmático, impulsionado pelo acaso e pela memória. O resultado é uma narrativa que disseca a solidão, grande doença dos nossos tempos, confrontando as suas personagens e os leitores com o passado com que todos tentamos reconciliar-nos.
O Nome que a Cidade Esqueceu marca o regresso de um dos escritores mais estimados do público a um lugar que lhe é familiar, numa história plena de imaginação, arrojo, candura e compaixão.
REVIEWS
«João Tordo tem uma capacidade enorme de efabulação que não se encontra facilmente.»
José Saramago
PRESS REVIEWS
«Tal como o Nobel José Saramago, João Tordo põe em questão, com o seu talento, a crença numa identidade própria à qual nós, os humanos, estamos apegados.»
Le Monde
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"Inspirado numa notícia do New York Times, O Nome que a Cidade Esqueceu é um romance enigmático e comovente sobre um dos grandes males do nosso tempo: a solidão.
Mas o novo livro de João Tordo (o vigésimo em vinte anos) é também uma ode à cidade onde tudo começou para o autor (e por "tudo" entenda-se o seu percurso na escrita): Nova Iorque dos anos 90, a grande metrópole labiríntica e feroz onde tudo parecia possível, com as suas lavandarias 24/7, o fumo dos respiradouros do metro, as bancas de bagels e hot dogs, o lixo amontoado nos becos, as cabines telefónicas grafitadas, o zunido dos ares condicionados, e muita, muita gente, oriunda de todas as partes do mundo.
É justamente o caso da protagonista Natasha, refugiada de um país da ex-União Soviética, que emigra sozinha para a América aos 19 anos, sem saber uma palavra de inglês. Cheia de medos mas também de sonhos, por obra do acaso consegue um emprego no mínimo fora do comum: ler em voz alta a lista telefónica de Manhattan para George B., um homem que não sai há anos do apartamento onde vive sozinho rodeado de objetos inúteis.
George é a imagem da derrota, mas Natasha não desiste dele nem da história que se esconde por trás do nome que este procura incansavelmente na lista telefónica. E, à medida que investiga os verdadeiros motivos do homem, a jovem confronta o seu próprio passado, descobrindo que, por vezes, é através das histórias dos outros que nos reconciliamos com nós próprios."
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789897849275 |
| Publisher: | Companhia das Letras |
| Release Date: | November of 2023 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 149 x 235 x 26 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 336 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 9789897849275 |
REVIEWS
O Nome que a Cidade Esqueceu
Rui Pinto
Mais uma obra excelente de João Tordo. Este livro é uma lição sobre a existência: sobre o abandono, a solidão e o consequente isolamento; mas é também uma advertência para a vida. Desde a primeira linha à última, sempre com uma escrita encantadora, o autor, mais uma vez, não deixa o leitor desapontado. Não perca amigo leitor a oportunidade de ler este romance, inspirado num caso real.
Genial!
Ana Ribeiro
A história deste livro é inspirada numa história verídica publicada no New York Times, em 2015. A forma como o autor cria uma narrativa altamente viciante ao redor deste homem é estupenda. Cheguei ao fim da leitura com a sensação que não esquecerei a Natasha e o George. Enquanto lia senti-me lá, em NY, a percorrer aquelas ruas, a contactar com as pessoas. O João tem uma capacidade de escrita fabulosa. Leiam. Vale muito a pena!
Um dos melhores
MC
Na minha opinião, de leitora fiel da escrita de João Tordo, este é, sem dúvida, um dos seus livros mais bem conseguidos.
Ensaio sobre a solidão
Carlos SIlva
Baseado numa história real, João Tordo criou um romance apaixonante que nos prende a atenção a cada capítulo que vamos lendo. Na história, o autor aborda a temática da solidão humana numa grande urbe como Newark ... Um livro de leitura indispensável !
Ensaio sobre a solidão
Carlos Silva
Baseado numa história verídica, João Tordo cria uma narrativa apaixonante que mantém o leitor preso e com vontade de devorar o livro. ...
Emoção e Sentido
Ricardo Trindade, O Informador
Natasha chega sozinha a Nova Iorque como refugiada da União Soviética e sem nada nem ninguém a quem se amparar, tem de arregaçar as mangas para sobreviver perante as exigências que a sua nova condição lhe exigem. Esta nova vida leva-a a conhecer George, um homem entre tantos, que vive sozinho, isolado dentro de quatro paredes, e que recorre a jovens mulheres que precisam de dinheiro para lhe lerem a extensa lista telefónica em busca de nomes que lhe são familiares e que estão envoltos em segredos. Assim se juntam duas pessoas que vivem perante a solidão numa sociedade em movimento e que levam o leitor a percorrer caminhos que vão para lá da ligação que os une de início. Através de Natasha e George encontramos muito Mundo por vezes sem sairmos de casa pelo recurso da memória, encontramos um pouco de cada um de nós nos momentos em que por vezes só necessitamos de respirar com calma para se seguir em frente por caminhos translúcidos marcados pelas dores de percurso. João Tordo coloca em O Nome Que a Cidade Esqueceu a sua escrita emotiva e poética onde o poder da descrição das personagens muito bem retratadas e desenvolvidas levam o leitor a sentar-se e a percorrer caminhos ao seu lado para se perceber como cada um irá conseguir dar a volta para seguir em frente perante os presságios que os acompanham do início ao fim. É importante nunca esquecer que a solidão mata, sendo essencial olhar para o lado e perceber quem por vezes precisamos somente de uma alavanca para recuperar estímulos e confiança para dar a volta e sair de um estado moribundo e que não leva a lado algum. Por vezes é necessário parar para fazer a auto análise perante o sentido do caminho que estamos a seguir e se o mesmo tem no presente pontos fracos onde só existe um processo a ser desencadeado, o da recuperação do bom sentido da vida. João Tordo é um nome forte da nossa literatura e com O Nome Que a Cidade Esqueceu volta a dar provas pelo qual tem os leitores do seu lado, ainda para mais com um romance recheado de emoção e sentido onde cada um vai poder encontrar um pouco de si.
Mais uma excelente obra
luciabooksnstuff
Em «O nome que a cidade esqueceu», João Tordo tece habilmente a trama em torno de Natasha, uma refugiada da União Soviética, e a sua improvável jornada ao aceitar o estranho emprego proposto por George B.: ler a lista telefónica de Nova Iorque em voz alta. Este encontro peculiar desencadeia uma série de eventos que vão além da simples leitura de nomes e números. A relação entre Natasha e George é a espinha dorsal da narrativa, proporcionando uma cura gradual para as feridas que ambos carregam. À medida que lemos, percebemos que a própria cidade de Nova Iorque não é apenas um cenário, mas também é uma personagem importante porque acompanha o desenrolar da história. A escrita é marcada por uma prosa lírica que dá ênfase à condição humana, criando uma atmosfera única que se entrelaça com as emoções dos personagens e as nossas. É uma obra lindíssima. Na minha opinião e com 16 livros já lidos, digo que é a obra mais bonita que o João já escreveu A originalidade da história é impressionante e mantém o leitor preso ao enredo do início ao fim. As personagens estão muito bem desenvolvidas e são carismáticas. Foi uma excelente experiência de leitura, em que ri e chorei, que vou guardar com muito carinho na minha memória. Estes 20 anos, 20 livros não podiam ter corrido de melhor forma. Passa também a ser o meu segundo romance favorito do João e um dos livros que aconselho para quem queira começar a conhecer a sua obra.
Excelente
João S.
A vida como um lugar de memória. Um dos livros mais originais que João Tordo já escreveu, que nos faz mergulhar no nosso eu interior, que nos guia aos nossos lugares mais recônditos e solitários. Sempre com uma escrita cativante e uma quotidianidade que nos vai envolvendo ao longo do desenrolar da narrativa. Recomendo vivamente!
Um romance que se termina com perplexidade
Ler, um prazer adquirido
Melancólica narrativa num outro tempo. Desesperançadas personagens que quase me aborrecem, se não fosse o controle que o autor tem sobre o ritmo da história, até que George B., o acumulador, entra como protagonista com a sua versão de vida. A rapidez com que a narrativa se desenrola é outra. Sombria quando recorda a Sida. E comovente quando se percebe o trabalho de Natasha para George. Dividido em três partes é um romance que nos vai conquistando a pouco e pouco e enredando com personagens solitárias e inadaptadas numa cidade como Nova Iorque, em que acabamos por nos apaixonar pelas personagens e pela cidade. Um romance de João Tordo.
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