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O Concerto das Buzinas | O Menino Novo

by Virgílio Martinho
Publisher: Companhia das Ilhas, June of 2024 ‧
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«Em O Concerto das Buzinas (1976) Virgílio Martinho relata a sua experiência de 1949-1950 na prisão do Aljube, em Lisboa. «Virgílio Martinho, autor na periferia e no prolongamento do breve e tardio Surrealismo português, aborda neste romance o tema do universo concentracionário durante a ditadura salazarista. E fá-lo utilizando uma linguagem que nada tem a ver com o que da lição surrealista permanece vital ao nível dum sumptuoso (e por vezes rebuscado) culto do onírico. Fá-lo com a consciência desassombrada de quem utiliza a literatura como forma de testemunho nitidamente histórico e pessoal.»»
Álvaro Manuel Machado, Colóquio-Letras, 1976

«Em o «O Menino Novo (1989), reconhece-se [o] carácter claramente realista ou o sentido e consciência de que o paraíso perdido da sua infância pôde ser reconstruído pelos fios da memória, pouco complacente e nada interessada em suavizar com outras cores o que foi da sua angústia de menino pobre, nado e criado em tempos bem cinzentos e tristes, na lembrança que sempre perdura de um pai ferroviário e da mãe às voltas com os problemas da casa, enfim, um quadro social e humano igual a tantos outros, mas que Virgílio Martinho soube recriar de forma admirável e pujante [nestas] belíssimas histórias [...].»»
Serafim Ferreira

O Concerto das Buzinas | O Menino Novo

by Virgílio Martinho

Property Description
ISBN: 9789899154407
Publisher: Companhia das Ilhas
Release Date: June of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 141 x 224 x 16 mm
Cover: Softcover
Pages: 190
Format: Book
Collection: Obras de Virgílio Martinho
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789899154407

ABOUT THE AUTHOR

Virgílio Martinho

[1928-1994] O singular percurso literário de Virgílio Martinho ficou marcado pela relação próxima que teve com Mário Cesariny e com o "movimento surrealista" do Café Gelo nas décadas de 50 e 60 do século XX (Alexandre O'Neill, António José Forte, António Maria Lisboa, Cruzeiro Seixas, Herberto Helder e Mário-Henrique Leiria outros).
Em 1958, publicou a novela, de pendor fantástico, Festa Pública, na coleção "A Antologia em 1958", dirigida por Cesariny Mário Cesariny. O apodo de "surrealista", que ainda hoje muitos teimam em lhe colar, tem aqui um momento marcante. Na mesma linha, seguiram-se os contos de Orlando em Tríptico e Aventuras (1961), e, noutro registo, Rainhas Cláudias ao Domingo (1972) – três títulos que se reúnem neste volume com que a Companhia das Ilhas inicia a publicação das obras de Virgílio Martinho.
Em 1970, deu início a uma vertente que se tornará dominante na sua obra, o teatro, com a publicação da peça Filopópulus, na revista Grifo (texto encenado por J. Benite em 1973), seguiram-se dezenas de outros no Grupo de Teatro de Campolide, atualmente Companhia de Teatro de Almada.
O Virgílio resistiu, com uma bonomia desconcertante, a modas, escolas e movimentos. Quem conviveu com ele lembrar-se-á sempre do seu riso casquinado, cerveja numa mão e cigarro noutra. É isso.
Agora, deitamos novas luzes sobre os seus textos. Palcos novos para uma obra que será sempre livre.
[Carlos Alberto Machado, editor, Julho de 2021].

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