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O Ano Perdeu a sua Primavera

by Edgar Morin
Publisher: Instituto Piaget, April of 2025 ‧
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Romance escrito por Edgar Morin em 1946, quando tinha 25 anos. A obra permaneceu inédita até 2024, ano em que foi publicada, em França.

O protagonista, Albert Mercier, é um alter ego do autor, refletindo muitos dos seus próprios traços e experiências. Morin optou por não divulgar o manuscrito na época, devido a dúvidas sobre o seu talento literário e ao receio de magoar o seu pai. Após acreditar que o manuscrito estava perdido, rascunhos e folhas datilografadas foram encontrados nos seus arquivos em 2001, permitindo a reconstrução e publicação da obra.

Um romance de aprendizagem autobiográfico. O nascimento de uma consciência política e a entrada na Resistência de um adolescente órfão de mãe.

Mercier perdeu a mãe aos dez anos. Vive em Paris com o pai e muda de casa ao ritmo das novas conquistas do mesmo. O Liceu Rollin é o terreno de jogo da criança entregue a si mesma. Os professores, os vigilantes e os camaradas do liceu são a sua nova família. As raparigas também são fonte de interesse e de mistério.

Rapidamente a política vem intrometer-se e os perigos aumentam. O último ano do liceu coincide com o ano da declaração de guerra. Albert vai escolher o seu lado e alistar-se na Resistência.

Um romance autobiográfico perturbante escrito pelo jovem Edgar Morin que nos oferece numerosas pistas sobre a sua construção psíquica e intelectual.

O Ano Perdeu a sua Primavera

by Edgar Morin

Property Description
ISBN: 9789897592409
Publisher: Instituto Piaget
Release Date: April of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 158 x 240 x 14 mm
Cover: Softcover
Pages: 280
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897592409

ABOUT THE AUTHOR

Edgar Morin

Edgar Morin (1921-2026), Filósofo e sociólogo francês, nascido em 1921, foi membro, durante a Resistência e no pós-guerra, do Partido Comunista Francês, do qual foi expulso por discordar da orientação oficial. Morin acredita que é necessário efetuar uma "revolução", mas que esta deve ter presente a ideia de totalidade e complexidade do real. Propõe, como alternativa, o conceito de "totalidade aberta" e de "um pensamento planetário", assentes na permanente revisão e crítica dos princípios orientadores, evitando os dogmas e o pensamento único.
Também no domínio da pesquisa epistemológica, a perspetiva de Morin traduz uma inovação. A sua reflexão nesta área incide sobre o panorama da ciência contemporânea que se apresenta como um "mosaico" de disciplinas isoladas e separadas entre si. Esta fragmentação remete para a necessidade de encontrar um novo método, que repense a tradição científica ocidental. Partindo do desenvolvimento das diversas ciências, especialmente da física, da biologia, da cibernética e da ecologia, Morin transmite a ideia de "complexidade", que caracteriza todas as esferas da atividade humana, desde o mundo físico e natural até ao universo das sociedades humanas. Estas realidades (física e social), têm de ser pensadas de uma forma dinâmica e intercomunicativa: o natural não ser entendido desligado do social e vice-versa, e o todo das partes que o compõem, também perspetivados numa lógica de reciprocidade. Em síntese, Morin tem como objetivo ultrapassar a visão reducionista e simplista do Homem e do Mundo, que domina o pensamento ocidental há trezentos anos.

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