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Engano

by Philip Roth
Book eBook
Publisher: Dom Quixote, February of 2013 ‧
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No centro de Engano estão dois adúlteros no seu esconderijo. Ele é um escritor americano de meia-idade chamado Philip, que vive em Londres, e ela é uma inglesa culta, inteligente e expressiva, refém de um casamento humilhante ao qual, com trinta e poucos anos, já está nervosamente resignada, ou quase. A ação do livro é feita de diálogos - principalmente conversas entre os amantes antes e depois de fazerem amor. Esses diálogos - acutilantes, ricos, espirituosos, dialéticos - são praticamente tudo o que há neste livro, e não é preciso mais nada.

Engano

by Philip Roth

Property Description
ISBN: 9789722051316
Publisher: Dom Quixote
Release Date: February of 2013
Language: Portuguese
Dimensions: 158 x 238 x 14 mm
Cover: Softcover
Pages: 199
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722051316

Uma ´traição´ escondida na minha estante

Helder Raimundo

O ‘homem’ é acusado de misoginia, vaidade, anti-semitismo e muitos epítetos mais. Entre a espada da crítica e a parede do Nobel que nunca ganhou (pelo menos em vida) Philip Roth é um escritor amaldiçoado, e querido por uma elite de leitores. Talvez eu esteja neste grupo, pois a heterodoxia política e cultural sempre me obrigou a ações e leituras menos evidentes ou esperadas. O romance «Deception» de 1990, editado no ano seguinte pela Bertrand em português com o título «Traições», estava escondido na minha estante, comprado em 26 de julho de 2007 na FNAC, à espera de tempo e paciência para ser lido. A construção dos diálogos é exímia e prende o leitor de imediato, levando-o rapidamente para o final, sem preocupações que não seja a de contar uma boa história de amor, mesmo que invulgar, entre dois amantes que dissecam as suas e as vidas dos outros. Se toda a ficção é autobiografia, Roth é o padrão que orienta, ou por via dos nomes judeus das personagens (ele que também o era), ou pelas frases retumbantes que só dão razão ao que se disse lá acima. Como nos casos do adultério, que só pode ter um dos elementos a queixar-se de dissabores, senão não haveria tempo para viver a história (p. 44). Ou o que diz a Lolita amante que ia para a cama com ele: “imagine, eu só tinha vinte e um anos” (p. 52). O homem afinal sabia do que escrevia!

Conversas

Juliana

Adoro isto! É uma leitura extremamente inteligente. Tem diálogos absolutamente geniais. Philip Roth reinventa-se a cada romance que escreve. Os seus romance são peças únicas. Era muito engraçado ver este romance adaptado ao teatro.

Engano(s)

Isabel Teixeira

Livro para ler num fôlego, poucas páginas, fluido e com o humor expressivo e certeiro de Roth. Além do óbvio "Engano" implícito no adultério, há o "Engano", ou pelo menos a dúvida, sobre o livro dentro do livro, se a amante existe no universo do narrador /personagem ou se até neste universo é personagem da personagem; tudo ao estilo das matriochkas eslavas, como as personagens secundárias que compõem o universo feminino deste livro, fazendo-nos interrogar sobre quantas mulheres, quantas amantes, qual efectivamente o "Engano". Muito bom.

Um livro de "conversas"

José Adolfo Lagugas Coelho

Sim, é um livro de conversas, nas quais todos os temas e assuntos se encontram, desde as relações, o sexo, as doenças, os problemas, os enganos... Os diálogos desenrolam-se a um ritmo tal e com um toque de mistério da condição humana tão crú por vezes, que dá ao leitor (a mim deu-me) a impressão de estar presente no lugar e no momento, à espera de saber o que se segue. Nada é supérfluo ou desnecessário. Mas uma pergunta continua a pairar - quem engana quem?

Um livro feito de episódios de filme

Ana Isabel Mendes

Um livro que não obedece aos princípios "clássicos" do romance, se é que isso se pode dizer... Sob a forma de fotogramas em jeito de flashbacks, o autor vai apresentando episódios da vida de várias pessoas, com destaque para o envolvimento dos protagonistas, um escritor e uma mulher em crise conjugal. Inicialmente um pouco confusa, a teia de relações entre as personagens e das suas intenções só se vai desvendando com o avançar da leitura.

ABOUT THE AUTHOR

Philip Roth

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jérsia, a 19 de março de 1933. Segundo filho de americanos de segunda geração, Beth e Herman Roth, Roth cresceu na comunidade predominantemente judia de Weequahic, bairro a que regressaria muitas vezes na sua escrita. Depois de concluir o ensino secundário na Weequahic High School em 1950, frequentou a Universidade Bucknell, na Pensilvânia, e a Universidade de Chicago, onde recebeu uma bolsa de estudos para concluir o seu mestrado em Literatura Inglesa.
Em 1959, Roth publicou Goodbye, Columbus – coletânea que reúne uma novela e cinco contos – obra pela qual recebeu o National Book Award. Dez anos depois, o seu quarto romance, O Complexo de Portnoy, proporcionou a Roth o êxito crítico e comercial, consolidando firmemente a sua reputação como um dos melhores jovens escritores da América. Roth é autor de trinta e um livros, incluindo aqueles que acompanharam os destinos de Nathan Zuckerman e de um narrador imaginário chamado Philip Roth, através dos quais explorou, dando-lhes voz, as complexidades da experiência americana nos séculos XX e XXI.
O duradouro contributo de Roth para a literatura foi amplamente reconhecido ao longo da sua vida, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Pulitzer, o International Man Booker Prize, foi por duas vezes o vencedor do National Book Critics Circle Award e do National Book Award, e foi distinguido com a Medalha Nacional das Artes e com a Medalha Nacional de Humanidades pelos Presidentes Clinton e Obama, respetivamente.
Philip Roth morreu a 22 de maio de 2018, com oitenta e cinco anos, tendo cessado seis anos antes a sua carreira de escritor.

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