10% OFF

Património

Uma História Verdadeira

by Philip Roth
Book eBook
Publisher: Dom Quixote, February of 2008 ‧
16,90€
10% OFF CARD
free shipping
Património, uma história verdadeira toca nas emoções ainda com mais profundidade do que qualquer outra obra do autor.
Roth assiste à batalha que o seu pai - famoso pelo seu vigor, charme e pelo seu repertório de recordações de Newark - trava com o tumor cerebral que o irá matar. O filho, repleto de amor, ansiedade e medo, acompanha-o em cada atemorizante estádio da sua provação final e, ao fazê-lo, revela o apego à vida que marcou o compromisso longo e teimoso do seu pai com a vida.

«Património não se limita, porém, a ser um livro sobre a morte ou sobre o fim sujeito ao sofrimento e à dor físicas. É também, e sobretudo, sobre a descoberta do amor alicerçado nas boas e más memórias partilhadas (neste caso na judaica Newark) e na fisicalidade dos laços que unem os seres humanos. [...] Acabada a leitura, eis aquilo a que poderíamos chamar, indecorosamente, um grande texto.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso

«É quando Roth coloca a narração ao serviço da reflexão (sobre a América, sobre a morte, sobre a impotência de se ser homem) que ele ascende à categoria de escritor maior e começa a ombrear, não com os mestres americanos (à excepção de Faulkner ele não tem competição), mas sim com os russos. O momento e que se dá essa transformação não é, curiosamente, na ficção, mas na biografia e exactamente em Património
João Bonifácio, Público

«Uma história verdadeira, sim, mas contada com toda a poderosa autoridade e perspicaz ordem narrativa de um escritor maior.»
Sunday Times

Smileys Várias Emoções_wookacontece 640.jpg

Pequenas Bombas Emocionais

Os livros não se medem aos palmos. Alguns parecem discretos, ocupam apenas algumas centenas de páginas e, ainda assim, conseguem instalar-se dentro de nós com uma intensidade difícil de explicar. Não desperdiçam palavras, preferem o silêncio ao excesso e encontram na contenção uma força emocional rara. Os cinco livros desta lista partilham essa capacidade de concentrar mundos inteiros em narrativas breves. Entre relações falhadas, memórias dolorosas, amores suspensos e personagens incapazes de se sentirem totalmente pertencentes ao mundo, todos deixam uma marca persistente. Pequenas bombas emocionais feitas de papel que continuam a explodir muito depois da última página. Eu?, de Peter Flamm Começar Eu?, de Peter Flamm, é entrar num território de desconforto moral. Publicado em 1926, o romance acompanha Hans, um médico que regressa da Primeira Guerra Mundial profundamente transformado pela experiência da frente de batalha. Aquilo que encontra no seu retorno não é apenas um mundo incapaz de compreender o horror da guerra, mas também uma estranha sensação de alienação em relação a si próprio e aos outros. Apercebemo-nos desde as primeiras páginas de que qualquer coisa se perdeu naquele homem. O próprio título funciona como uma interrogação identitária e a narrativa gira em torno dessa fissura. Flamm escreve de forma seca, quase clínica, o que torna tudo ainda mais perturbador. Não há sentimentalismo nem dramatização excessiva, e a violência emocional nasce dessa contenção. O protagonista move-se pelas ruas, pelas conversas e pelas relações com os outros como alguém que trouxe consigo uma experiência impossível de partilhar. Talvez seja isso que torna o livro tão atual. Mais do que um romance sobre a guerra, é um retrato da dificuldade de regressar ao mundo depois de se ter visto demasiado. COMPRO NA WOOK! » Um Chapéu de Leopardo, de Anne Serre Enquanto Peter Flamm trabalha a fragmentação interior através de uma escrita austera, Anne Serre, em Um Chapéu de Leopardo, prefere o território da estranheza e da sugestão. Este é um daqueles livros difíceis de resumir porque o essencial acontece nas entrelinhas. A história centra-se na relação entre o narrador e Fanny, uma mulher instável e enigmática, marcada por desaparecimentos repentinos e mudanças bruscas de humor. A autora francesa começou a escrever o romance após o suicídio da irmã e, talvez por isso, exista nele uma delicadeza percorrida por uma inquietação subtil. Muitas vezes, sentimos que estamos prestes a compreender aquelas personagens para, no momento seguinte, elas voltarem a escapar-nos. Essa ambiguidade acaba por ser uma das grandes forças do livro. Em vez de oferecer respostas claras, Serre cria atmosferas. E algumas dessas atmosferas ficam coladas à nossa pele durante semanas. COMPRO NA WOOK! » A Trégua, de Mario Benedetti Essa sensação de suspensão aparece também em A Trégua, de Mario Benedetti, embora num registo diferente. O romance é construído sob a forma de diário e acompanha Martín Santomé, um homem obcecado com a proximidade da reforma e preso a uma rotina sem grandes expectativas. Tudo muda quando conhece Laura, uma colega mais nova por quem acaba por se apaixonar. Aquilo que poderia transformar-se num romance sentimental torna-se, nas mãos de Benedetti, uma reflexão devastadora sobre a solidão e a possibilidade tardia da felicidade. O autor uruguaio dominava como poucos a arte da simplicidade. Não encontramos aqui frases exuberantes nem grandes demonstrações emocionais. É o tom comedido e desencantado do narrador que torna o livro tão humano. Santomé escreve como alguém que já desistiu de esperar demasiado da vida e, talvez por isso, os pequenos momentos de alegria tenham tanto impacto. Percebemos desde cedo que a felicidade do protagonista é frágil, temporária, talvez impossível de sustentar. Ainda assim, continuamos a avançar pelas páginas como quem tenta prolongar um instante antes do inevitável. COMPRO NA WOOK! » Terra de Neve, de Yasunari Kawabata Em Terra de Neve, Yasunari Kawabata leva essa ideia de fragilidade emocional até um extremo quase hipnótico. O romance começa com uma das aberturas mais célebres da literatura japonesa do século XX, quando um comboio atravessa um túnel e entra numa paisagem coberta de neve. A partir daí, acompanhamos a relação entre Shimamura, um homem rico e ocioso vindo de Tóquio, e Komako, uma gueixa de uma região termal isolada. Mais do que uma história de amor, Terra de Neve é um romance sobre distância. Distância entre pessoas, entre desejos, entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos realmente viver. Kawabata descreve tudo com uma precisão visual impressionante. Cada gesto, cada silêncio e cada detalhe da paisagem parecem carregados de significado emocional. A neve, o frio e a quietude do cenário funcionam como extensões do estado interior das personagens. Existe uma enorme beleza no romance, mas é uma beleza melancólica, sempre consciente da impermanência das coisas. Tudo acontece de forma ténue, quase silenciosa, e talvez seja isso que torna o impacto final tão forte. COMPRO NA WOOK! » Património, de Philip Roth Depois da contenção elegante de Kawabata, entrar em Património, de Philip Roth, é confrontar uma intimidade muito mais direta. Neste memoir autobiográfico, o escritor relata a doença e o declínio físico do pai. O tema poderia facilmente cair no sentimentalismo, mas acontece o contrário. A relação entre ambos é descrita com brutal honestidade, incluindo momentos de irritação, impaciência, humor e ternura. Ao longo do livro, acompanhamos consultas médicas, conversas familiares, pequenos gestos quotidianos e o desgaste inevitável provocado pela doença. No entanto, aquilo que torna Património tão poderoso é a forma como detalhes aparentemente banais se transformam em matéria emocional universal. O medo de perder os pais, a culpa associada ao envelhecimento e a sensação de impotência perante a fragilidade do corpo atravessam o livro sem nunca parecerem artificiais. Há também qualquer coisa de corajoso nesta forma de escrever. Ao contrário de muitos livros sobre o luto, Património não tenta embelezar a dor nem procurar grandes lições reconfortantes. Não obstante toda a dor provocada por esta experiência, Roth mantém-se firme, limitando-se a observar, recordar e escrever com uma honestidade quase desconfortável. COMPRO NA WOOK! »

Património

Uma História Verdadeira

by Philip Roth

Property Description
ISBN: 9789722029926
Publisher: Dom Quixote
Release Date: February of 2008
Language: Portuguese
Dimensions: 162 x 243 x 17 mm
Cover: Hardcover
Pages: 216
Format: Book
Collection: Ficção Universal
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Memories and Testimonies
EAN: 9789722029926

Um testemunho de um filho para o pai

CarlosC

Uma história comovente de um filho que vê a idade do pai chegar a um ponto que se aproxima cada vez mais perto da morte. Uma dedicação que todos deveríamos ter por um pai que tanto gostamos, e que neste livro o autor revela a angustia de ter de decidir qual o caminho a seguir na tentativa de ajudar o pai a viver com dignidade...

Casei com um comunista

Acosta

Na linha de outras pbras de Roth, certamente um bom romance. Certamente porque ainda não tive oportunidade de o ler, embora globalmente tenha "olhado" para a respetiva narrativa.

Livro sobre aqueles que perdemos

Juliana

Este romance devia ser de leitura obrigatória. Emocionei-me tanto com esta história que, momentos houve que tive de pousar o livro e "respirar". Identifiquei-me muito com as situações descritas e, isso tocou-me muito. Está aqui uma escrita muito humana e realista. Adoro este autor. E só tenho pena que já tenha partido. Felizmente deixou-nos uma obra muito rica. Os escritores deviam ser eternos, porque com as suas obras, às vezes ajudam-nos a ultrapassar fases da nossa vida.

Um livro sobre a vida, a morte e os sentimentos...

Grace Teixeira I 27-11-2015

Neste livro Philip Roth escreve, na primeira pessoa, sobre a doença do seu pai. Os primeiros sintomas, o diagnóstico, o evoluir da doença, as recordações do passado e as decisões a tomar, perante um futuro, que se adivinha curto e do qual não há como fugir. De uma forma simples, realista e sem tabus mostra como uma pessoa ágil e dinâmica vai perdendo as suas capacidades, o declínio na linha da vida, o aproximar do fim. É um livro forte em sentimentos, emotivo e denso, realista e muito franco, que nos deixa em silêncio. Talvez, porque nos leva a confrontar com um assunto do qual, mais tarde ou mais cedo, teremos de lidar nas nossas próprias vidas, a morte dos que nos são queridos. Gostei bastante e recomendo a sua leitura!

As emoções como pano de fundo

José Adolfo Lagugas Coelho

De realçar a clareza emocional com que Roth nos conta uma "história" que é a sua, da sua família, do seu pai, mais concretamente. Agora um homem de 86 anos, fraco, doente, Herman continua firme como no passado - vertical e íntegro, mesmo quando a morte está tão perto, mesmo quando há decisões a tomar sobre ela. O passado volta em forma de recordações vivas, momentos entre pai e filho que agora têm oportunidade de "reviver" juntos Os diálogos primorosos, as descrições que fazem do leitor um observador participativo, através do despertar das suas próprias emoções seriam razões suficientes para recomendar a sua leitura. Mas é sobretudo o indizível,o que está por dentro das palavras que me faz propor a leitura deste livro.

ABOUT THE AUTHOR

Philip Roth

Philip Roth nasceu em Newark, Nova Jérsia, a 19 de março de 1933. Segundo filho de americanos de segunda geração, Beth e Herman Roth, Roth cresceu na comunidade predominantemente judia de Weequahic, bairro a que regressaria muitas vezes na sua escrita. Depois de concluir o ensino secundário na Weequahic High School em 1950, frequentou a Universidade Bucknell, na Pensilvânia, e a Universidade de Chicago, onde recebeu uma bolsa de estudos para concluir o seu mestrado em Literatura Inglesa.
Em 1959, Roth publicou Goodbye, Columbus – coletânea que reúne uma novela e cinco contos – obra pela qual recebeu o National Book Award. Dez anos depois, o seu quarto romance, O Complexo de Portnoy, proporcionou a Roth o êxito crítico e comercial, consolidando firmemente a sua reputação como um dos melhores jovens escritores da América. Roth é autor de trinta e um livros, incluindo aqueles que acompanharam os destinos de Nathan Zuckerman e de um narrador imaginário chamado Philip Roth, através dos quais explorou, dando-lhes voz, as complexidades da experiência americana nos séculos XX e XXI.
O duradouro contributo de Roth para a literatura foi amplamente reconhecido ao longo da sua vida, tanto nos Estados Unidos como no estrangeiro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Pulitzer, o International Man Booker Prize, foi por duas vezes o vencedor do National Book Critics Circle Award e do National Book Award, e foi distinguido com a Medalha Nacional das Artes e com a Medalha Nacional de Humanidades pelos Presidentes Clinton e Obama, respetivamente.
Philip Roth morreu a 22 de maio de 2018, com oitenta e cinco anos, tendo cessado seis anos antes a sua carreira de escritor.

(see more)

BOOKS FROM THE SAME COLLECTION

BY THE AUTHOR

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT