Diário de uma Sombra
SYNOPSIS
João Matias, neste romance intenso em que faz a sua estreia literária, prefaciado por Manuel Torre, numa escrita intimista entre a prosa e a poesia, faz o registo quase biográfico de um moribundo, com recortes de delírios ou nuances do absurdo da condição humana perante a incongruência da morte, e revela como somos constantemente confrontados e transportados para um quotidiano — que é o nosso próprio quotidiano — cada vez mais alienado e conformado com a sentença premonitória.
Em Diário de uma Sombra, na busca de redenção inacessível, tendo a morte como fiel amiga e companheira, uma questão prevalece desde o início até ao fim da trama: Será que, com o vislumbre da (nossa) própria morte, alcançamos a revelação do sentido da (nossa) vida?
EXCERPTS
«As luzes da cidade iluminavam a sua vida distante. As mesmas casas. As mesmas ruas. Os mesmos vestígios de vida rezavam, em silêncio, no recôndito da promessa. Até a noite possuía a sua vida e o seu encanto. a luz opaca, gasta como um chinelo demasiado usado, semelhante a uma sentinela na aurora, cercava a pequena porta de entrada da minha casa. Um portão que havia tido melhores dias, mas eu não possuía nem dinheiro, nem paciência para o reparar. Acendi um cigarro.»
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789899069770 |
| Publisher: | Gato Bravo |
| Release Date: | October of 2025 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 137 x 212 x 24 mm |
| Cover: | Hardcover |
| Pages: | 326 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Romance
|
| EAN: | 9789899069770 |
REVIEWS
Uma obra filosófica fenomenal!
livros.faia
Há livros que nos leem e Diário de uma Sombra pertence, sem dúvida, a esta categoria. É um ensaio filosófico íntimo, que nos arrasta para uma jornada entre a intuição e a racionalidade, entre o corpo e o espírito, entre a vida e a inevitável presença da morte. O protagonista sem nome, mas com demasiadas faces de nós próprios, sofre de insónias, fuma compulsivamente e tenta compreender o que significa existir. A sombra é o seu reflexo e o seu espelho, um duplo que o acompanha na descida aos próprios abismos. João Matias escreve com uma densidade muito rara: mistura prosa e poesia com uma naturalidade quase musical, criando uma narrativa fenomenal. O resultado é um texto que tanto filosofa como confessa, tanto questiona como consola. É impossível não sentir ecos de Nietzsche, Aristóteles ou Kierkegaard, mas o que emerge aqui é uma filosofia própria: talvez matiasiana (quem sabe?) onde a dúvida é a forma mais pura de fé. Sete anos de escrita transformaram este livro num processo de maturação e autodescoberta. E sente-se: cada frase parece polida pela insónia e pela inquietação. O final pareceu-me mesmo uma reconciliação com tudo o que não é permanente. Um livro para quem gosta de pensar devagar e de sentir fundo.
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