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Despedidas Impossíveis

by Han Kang
Publisher: Dom Quixote, January of 2025 ‧
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Numa manhã gelada de dezembro, Kyungha recebe uma mensagem da sua amiga Inseon -internada num hospital de Seul na sequência de um ferimento grave a cortar madeira - pedindo-lhe que a visite urgentemente. Quando Kyungha chega à enfermaria, Inseon conta-lhe que veio de avião da ilha de Jeju para ser tratada urgentemente e implora-lhe que vá a sua casa dar de comer e beber ao seu periquito, que de contrário morrerá.

Uma tempestade de neve fustiga a ilha à chegada de Kyungha e muitos dos autocarros foram cancelados ou sofreram atrasos. As rajadas de vento e o nevão constante não a deixam avançar e de repente a escuridão invade tudo. Kyungha não sabe se chegará a tempo de salvar a ave - nem mesmo se sobreviverá ao frio tremendo daquela noite; e não sabe também a vertigem que a aguarda em casa da amiga, onde a história há muito sepultada da família de Inseon acaba por revelar-se, em sonhos e memórias transmitidas de mãe para filha e num arquivo diligentemente organizado que documenta um terrível massacre ocorrido em Jeju.

Despedidas Impossíveis é um hino à amizade, uma elegia à imaginação e, acima de tudo, um poderoso manifesto contra o esquecimento. Como um longo sonho de inverno, estas páginas belíssimas formam muito mais do que um romance - iluminam uma memória traumática, enterrada ao longo de décadas, que ainda hoje ecoa no peito de muitas famílias.
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As novidades literárias que nos traz janeiro

Da mais recente obra da Nobel da Literatura de 2024 a um pequeno livro com lições da vida como ela é, sem metas irrealistas, agarre já nesta lista e comece a ler por 2025 adentro! Despedidas Impossíveis Despedidas Impossíveis é uma exploração profunda e angustiante do luto, da memória e da resiliência, que entrelaça o pessoal e o histórico. Conhecida pela sua capacidade de mergulhar nas profundezas do sofrimento humano com clareza poética, a Nobel da Literatura Han Kang cria uma narrativa assombrosa a partir dos massacres na ilha sul-coreana de Jeju em 1948, que causaram mais de 30.000 mortos e 40.000 refugiados. Galardoado com o Prix Médicis para a literatura estrangeira em França em 2023, o mais recente romance de Han Kang reflete sobre a forma como um passado trágico pode pesar sobre as emoções humanas e moldar profundamente as vidas no presente.
O enredo centra-se em Kyungha, cuja amiga hospitalizada lhe implora que vá a sua casa, na Ilha de Jeju, cuidar do seu periquito, para que este não morra. Enfrentando uma tempestade de neve e a escuridão, Kyungha não sabe se sobreviverá ao frio, e não imagina a dolorosa história de família que a aguarda na casa da amiga. COMPRO NA WOOK! » Ainda estou aqui O Globo de Ouro arrecadado por Fernanda Torres pelo papel principal em Ainda Estou Aqui, adaptação ao cinema por Walter Salles do livro homónimo de Marcelo Rubens Paiva, vai ajudar a levar esta história ainda mais longe, e ainda bem, porque ainda há muitas feridas abertas do tempo da ditadura brasileira.
O livro centra-se em Eunice Paiva, mãe do escritor e mulher de garra, para contar a história dramática da luta da sua família pela verdade. Eunice era casada com o deputado Rubens Paiva, com quem tinha cinco filhos. Em 1971, o seu marido foi preso por agentes da ditadura, que o toruraram e assassinaram. Enfrentando a tragédia, criou os filhos sozinha, voltou a estudar e tornou-se advogada, tornando-se uma acérrima defensora dos direitos indígenas. Além de homenagear a sua mãe, Marcelo Rubens Paiva resgata, no livro, a memória da sua infância, fala-nos do seu filho e guia-nos pela História recente do Brasil, procurando ainda entender o que aconteceu ao seu pai naqueles anos de obscuridão. COMPRO NA WOOK! »   Não Tens de Ter Um Sonho «A vida parecerá por vezes longa e dura. E por vezes serás feliz e por vezes triste. E depois serás velho. E depois estarás morto. Só há uma coisa sensata a fazer com esta existência vazia, que é: preenchê-la.» Tim Minchin, músico, comediante e produtor, é sagaz como só ele próprio neste livro em que deixa nove preciosas – e muito realistas – lições para a vida. Num estilo direto, simples e descontraído, animado ainda por ilustrações divertidas, Minchin faz uma exploração estimulante e libertadora das expectativas modernas em torno da ambição, dos objetivos e do sucesso. Porque o esgotamento e a desilusão são efeitos secundários comuns de uma cultura obcecada por “grandes sonhos”.
Minchin encoraja os leitores a abraçarem o imprevisível, o vulgar e o maravilhosamente não planeado. Diz-nos coisas como «sejam microambiciososos – concentrem-se e trabalhem com orgulho no que quer que esteja à vossa frente; sejam pró-coisas e não só anti-coisas.» E, no fim de tudo, ainda estiver à procura de saber qual é o truque, bem, bem, leia o livro (ou ouça o audiolivro, lido por Minchin)! Este é daqueles que deve mesmo para pôr em prática. COMPRO NA WOOK! » Ala D Amy Brenner, uma estudante de medicina, está prestes a enfrentar a noite que mais temia: o turno noturno obrigatório na Ala D, uma ala psiquiátrica isolada. Durante meses, evitou esta tarefa, guardando para si os motivos que a apavoravam – segredos que ninguém pode descobrir. Quando um som estranho ecoa de um dos quartos, como se alguém estivesse a forçar a porta, sente-se paralisada pelo medo. Com o passar das horas, e desaparecimentos misteriosos de funcionários e pacientes, sabe que há uma ameaça dentro da unidade, e ninguém está seguro. Será que ela própria está conseguirá sair de lá viva? Mais um thriller arrepiante de Freida McFadden, que continua nos tops, livro após livro. COMPRO NA WOOK! » Espera por mim E terminamos esta lista com um livro juvenil, e bem português, como António Mota nos habituou. Saul Antonino nunca tinha viajado de comboio sozinho, e a ideia de enfrentar o desconhecido era ao mesmo tempo assustadora e empolgante. Dias antes da partida, teve um sonho perturbador: o comboio parava, mas ele não conseguia levantar-se para sair da carruagem. Estava preso ao lugar, como se uma força invisível o mantivesse colado. Quanto mais tentava libertar-se, mais preso ficava. Os pés pareciam colados aos ténis, e os ténis ao chão. Apesar do nervosismo, havia algo de emocionante naquela aventura. Fazer algo novo por conta própria era um desafio que lhe trazia uma sensação de conquista. Uma história enternecedora e empolgante sobre crescer. COMPRO NA WOOK! »

Despedidas Impossíveis

by Han Kang

Property Description
ISBN: 9789722083959
Publisher: Dom Quixote
Release Date: January of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 157 x 236 x 19 mm
Cover: Softcover
Pages: 352
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722083959

Despedidas impossíveis

Maria Alves

Este livro é um muro no estômago pois dá a conhecer factos históricos trágicos da Coreia no entanto, a parte ficcional é arrastada e um pouco confusa...

para ler e reler

Rui

Prosa intensa que vai fundo na descrição de sentimentos feita na forma caracteristicamente feminina do Homem. História de Seres Humanos que projeta um sinal de esperança na humanidade. Autora que há-de ir além do Nobel, seja isso o que fôr!

Infelizmente não funcionou comigo

Vera S.

Tive curiosidade em conhecer a vencedora do prémio Nobel de literatura. Infelizmente este livro não funcionou comigo, perdi-me muitas vezes na história porque é narrada por várias pessoas em diferentes espaços de tempo. Tenho a enaltecer a escrita lírica e cheia de metáforas, e ao mesmo tempo nua e crua. Não percebi o final. Não fiquei com vontade de ler mais nenhum da autora.

As especificidades da escrita de Han Kang

ASF

Uma autora com uma linguagem própria, especial, crua, um realismo mágico sul coreano para quem assim o entender. Uma porta aberta a uma literatura magnífica.

Despedidas Impossíveis

A. P.

Esta foi a 1a obra de Han Kang (escritora coreana) que li e fiquei absolutamente fascinada pela forma como a escritora nos “arrasta” para uma dura narrativa que nos confronta com a duríssima realidade que a Coreia viveu na década de 60.

Uma vez mais, brilhante

TeresaC

É impossível não sublinhar o quão bem Han Kang escreve. Sempre de forma tão cuidada e depurada, sempre cautelosa na forma como se dirige ao leitor, a capacidade que tem em explicar o sofrimento e a desumanidade de forma tão delicada, poética porém contundente, sem que para isso nos tente explorar emocionalmente. O ar que respiramos neste "Despedidas Impossíveis" continua a ser rarefeito, à imagem dos seus livros anteriores, dos quais aliás sentimos lampejos logo às primeiras linhas. Um livro soberbo e comovente sobre a amizade e a família, sobre a importância dos que vieram antes e como se refletem em nós e no nosso autoconhecimento, sobre a superação dos nossos próprios limites e da força que desconhecemos ter, sobre o tamanho da nossa fé e da dedicação ao (e do) outro, sobre a nossa fragilidade face os elementos da natureza, tendo como pano de fundo o massacre ocorrido na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, em meados do século XX (entre a Segunda Grande Guerra e a Guerra da Coreia), no qual terão sido assassinados milhares de civis e resistentes. Uma história de solidão contada entre sussurros e sombras, dentro da qual nos sentimos testemunhas presentes e privilegiadas, e que muito me apaixonou.

uma leitura obrigatória para aqueles que já leram outras obras de kang

beabaptistaa

tal como em Human Acts, han kang volta a misturar realidade e ficção, para não deixar cair no esquecimento outro período trágico, na história da coreia. neste livro, acompanhamos a relação de duas amigas, através de uma narrativa bastante fragmentada e confusa, no presente, assombrada pelo massacre na ilha de jeju, do passado. este facto histórico, que levou à separação da coreia do norte e do sul, após a ocupação japonesa, mistura-se com as vidas de kyungha e inseon, num tom ora de sonho, ora de pesadelo que, por vezes, é bastante difícil de acompanhar. apesar da capacidade única de kang equilibrar tão bem brutalidade e fragilidade (que a tornou numa das minhas autoras preferidas), não consigo dar 5 estrelas a We Do Not Part. infelizmente, os elementos surrealistas tornaram a narrativa bastante caótica, ao ponto de nem sempre perceber que personagem é que estava a falar, o que é que estava mesmo a acontecer, se era sobre o presente ou o passado… desta forma, sinto que se criou uma barreira entre mim e o texto, que não me permitiu sentir o nível de empatia suposto, ainda por cima sobre temas tão sensíveis, que costumam emocionar-me. independentemente destas críticas, acho uma leitura obrigatória para aqueles que já leram outras obras de kang. um estudo sobre a condição humana, que mesmo depois de testemunhar eventos tão traumáticos, de toda a dor, sofrimento e desespero, da nossa vulnerabilidade, das tempestades de inverno desta vida, das sombras profundas do passado, é possível ter esperança — é possível não só sobreviver, como viver.

ABOUT THE AUTHOR

Han Kang

Prémio Nobel da Literatura 2024

Han Kang nasceu em Gwangju, na Coreia do Sul. Em 1994 começou a sua carreira de escritora vencendo o primeiro lugar de um concurso literário em Seul. A Vegetariana (2016), o seu primeiro romance publicado pela Dom Quixote, ganhou o Man Booker International Prize em 2016. Atos Humanos (2017) venceu o Prémio Manhae na Coreia do Sul e o Prémio Malaparte em Itália. A obra seguinte, O Livro Branco (2019), foi finalista do Man Booker International Prize 2018. Publicou ainda Lições de Grego (2023) e, em 2025, Despedidas Impossíveis, que venceu na edição francesa o Prémio Médicis 2023, na categoria de romance estrangeiro.
Han Kang recebeu igualmente os prémios literários Yi Sang, Jovens Criadores, Melhor Romance da Coreia, Hwang Sun-won e Dongri. E, «pela sua intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana», foi galardoada com o Prémio Nobel de Literatura em 2024.
Foi professora no Departamento de Escrita Criativa do Instituto das Artes de Seul e dedica-se atualmente apenas à escrita. Está publicada em mais de trinta línguas. Mora em Seul.

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