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De Profundis

by Oscar Wilde
Publisher: Editora Guerra & Paz, July of 2022 ‧
14,00€
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De Profundis é a carta intensa e implacável que Oscar Wilde escreveu na prisão, dirigida ao seu amante, lorde Alfred Douglas, carinhosamente tratado por Bosie. Na longa carta, publicada na íntegra nesta edição, Wilde acusa Douglas de egoísmo, superficialidade, parasitismo, cobiça, extravagância, birras, mesquinhez e negligência. Abandonado à sua sorte, o amor que Wilde sentia transformara-se em amargura. Mas esta carta foi também uma oportunidade para expurgar os seus demónios e fazer as pazes consigo.

Num monólogo dramático, Wilde acaba por fazer uma análise do próprio carácter e das suas falhas, que culminará numa transformação espiritual ao longo do próprio processo de escrita. Em De Profundis, um introspectivo Wilde reflecte com convicção sobre a arte, o amor, o perdão e o significado de Cristo, descobrindo que, longe do prazer e das extravagâncias, «o segredo da vida é o sofrimento».

«Nós vemo-lo aqui como o espectador da sua própria tragédia. A sua tragédia foi grandiosa. É uma das tragédias que permanecerão para sempre na história romântica.»
Max Beerbohm

De Profundis

by Oscar Wilde

Property Description
ISBN: 9789897028380
Publisher: Editora Guerra & Paz
Release Date: July of 2022
Language: Portuguese
Dimensions: 156 x 234 x 10 mm
Cover: Softcover
Pages: 136
Format: Book
Collection: Clássicos da Guerra e Paz
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897028380

ABOUT THE AUTHOR

Oscar Wilde

Oscar Wilde nasceu a 10 de outubro de 1854. Foi o segundo filho de um casal irlandês residente em Dublin.
Em 1871 recebeu uma bolsa para frequentar o Trinity College de Dublin, onde começou a construir a sua persona, com o culto dos pré-rafaelitas, as roupas de dandy e o desafio às convenções.
É neste período que Wilde conhece as obras de Keats, Flaubert e Pater, embora, como disse mais tarde, já houvesse percorrido mais de metade do caminho quando os encontrou. Três anos depois está a frequentar Estudos Clássicos em Oxford.
É influenciado por dois professores de Belas-Artes, John Ruskin e Walter Pater.
Em 1879 já está a residir em Londres, onde se tornará conhecido pelo brilho das conversas e a frequência dos teatros. Escreve Vera ou os Niilistas, que não chega a ser representada, e em 1881 publica Poems.
Em 1884, casa com Constance Lloyd, uma herdeira inteligente e culta, interessada em literatura infantil e de quem teve dois filhos. A partir de 1886, Wilde assume abertamente a sua homossexualidade.
Colabora com a Pall Mall Gazette, publica O Retrato do Sr. W. H., contos como O Príncipe Feliz, e ataca o realismo no ensaio O Declínio da Mentira.
Em 1891 surge O Retrato de Dorian Gray. O romance celebra o esteticismo, critica os seus riscos e aborda pela primeira vez a homossexualidade na literatura inglesa. No mesmo ano publica A Alma do Homem e o Socialismo.
Em 1892, edita O Leque de Lady Windermere, o seu primeiro êxito teatral. Regressa a Paris, onde conhece Mallarmé, Schwob, e tem longas conversas com André Gide.
Mas Uma Mulher sem Importância faz que até alguns dos mais renitentes lhe reconheçam o talento. E é então, no auge da sua glória, que conhece Lord Alfred Douglas, Bosie para os íntimos, vinte anos mais novo do que ele, de gostos vulgares, caprichoso e manipulador. Em apenas dois anos, Wilde é levado à falência com presentes caros, jantares requintados e viagens.
É o começo do fim. Embora escreva ainda Um Marido Ideal, Uma Tragédia Florentina e A Importância de Ser Earnest, a vida criativa de Wilde começa a estiolar-se.
O autor de O Declínio da Mentira vai deixar-se instrumentalizar pelo seu amante no conflito que o opõe ao pai, John Sholto Douglas, marquês de Queensberry.
Em 1895, por instigação de Alfred, Wilde toma a iniciativa de um processo judicial contra Sholto. Ganha o primeiro processo, de que sai, no entanto, relacionado com «atos de grave indecência». O desfecho de um terceiro julgamento é a sua condenação a dois anos de trabalhos forçados.
É na prisão que escreve De Profundis.
Libertado, abandona imediatamente Inglaterra, adota o nome de Sebastian Melmoth e instala-se num modesto hotel de Paris.
Wilde morreu em novembro de 1900, após dois meses de doença. Diz-se que, tal como Tchékhov, de quem quase tudo o separava, pediu champanhe pouco antes de expirar, comentando: «Estou a morrer acima das minhas possibilidades.»

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