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Corydon

by André Gide
Book eBook
Publisher: Editora Guerra & Paz, February of 2026 ‧
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Considerado por André Gide como o mais importante dos seus livros, Corydon consiste em quatro diálogos socráticos sobre a homossexualidade.

Num diálogo animado com o seu entrevistador intolerante e rude, Corydon, cujo nome é uma homenagem à personagem homossexual das Églogas de Virgílio, reúne provas de naturalistas, historiadores, poetas e filósofos para defender a tese de que a homossexualidade é uma característica humana natural que permeou as civilizações mais avançadas cultural e artisticamente, da Grécia Antiga à Itália renascentista ou à Inglaterra de Shakespeare.

A coragem, inteligência e presciência do argumento de Gide faz de Corydon uma exploração filosófica e literária que 75 anos após a morte do autor, continua a desafiar os limites do desejo e da identidade, explorando um tema que dificilmente se tornou menos controverso com o passar do tempo.

Corydon

by André Gide

Property Description
ISBN: 9789895763580
Publisher: Editora Guerra & Paz
Release Date: February of 2026
Language: Portuguese
Dimensions: 150 x 231 x 12 mm
Cover: Softcover
Pages: 176
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789895763580

ABOUT THE AUTHOR

André Gide

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA 1947

André Gide (1869-1951) é um dos escritores franceses mais importantes do século XX. Nascido no seio de uma família francesa protestante, Gide cresceu e foi educado sobretudo na Normandia, num grande isolamento social. Desde cedo começou a escrever, tendo publicado o seu primeiro romance em 1891.
Numa viagem ao Norte de África, foi surpreendido por um mundo de liberdade que, dada a sua educação, nunca antes imaginara, acabando por admitir a sua atração pelos corpos saudáveis de rapazes jovens.
Gide travou conhecimento com Oscar Wilde em Paris, em 1895. O autor de O Retrato de Dorian Gray julgou que lhe tinha revelado a sua homossexualidade, mas a avaliar pelos diários do escritor francês sabemos que nessa altura já tinha plena consciência da sua condição. O drama de Gide era, pois, a conciliação entre a sua rigorosa educação protestante com uma liberdade que sentia necessária para assumir a sua sexualidade.
Apesar de ser casado, Gide envolveu-se com um jovem e ambos fugiram para Inglaterra, o que lhe trouxe críticas tanto da França católica, como da França protestante. E se é certo que a sua obra é admirada e tem uma clara influência na formação de jovens escritores como Camus ou Sartre, sempre que Gide abordou a sua orientação sexual, a crítica com afinidades católicas e protestantes não lhe deu tréguas.
Como tradutor, introduziu as obras de Joseph Conrad em França. A sua atividade de crítico e escritor foi contínua, mas acrescentou-lhe uma vertente de defesa dos Direitos Humanos da qual é pioneiro. Por um breve período foi simpatizante dos ideais comunistas, mas, convidado a visitar e a discursar na União Soviética, regressou desiludido com a censura dos seus discursos e o estado geral da cultura no país.
Em 1939 tornou-se o primeiro escritor vivo a ser incluído na famosa coleção Bibliothèque de La Pléiade. Em 1947, recebeu o Nobel de Literatura.
Morreu em 1951. Um ano depois, a Igreja Católica Romana colocou as suas obras no Index Prohibitorum.
A ficção de Gide e os seus escritos autobiográficos estão traduzidos em mais de 40 línguas e o autor é hoje reconhecido não apenas pelo seu génio literário, mas também como uma das primeiras personalidades a assumirem a sua homossexualidade, discutindo abertamente a sua posição com a moralidade vigente.

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