China
O Sonho Imperial
SYNOPSIS
Dividido em sete capítulos, o livro traça a trajetória da diplomacia chinesa, desde a era pragmática de Deng até à liderança expansionista de Xi Jinping. Examina temas como a relação especial com a União Europeia, a rivalidade estratégica com os Estados Unidos, as implicações do projeto da Nova Rota da Seda e o fortalecimento militar da China. Reflete ainda sobre o paradoxo entre o discurso de paz e a assertividade territorial chinesa no Mar do Sul da China.
Combinando análise histórica, política e geoestratégica, o autor questiona o futuro da China como superpotência e o seu impacto na ordem internacional. Esta é uma leitura indispensável para compreender as ambições, desafios e contradições de um país que redefine o equilíbrio de poder global.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789899200456 |
| Publisher: | Oficina da Escrita |
| Release Date: | December of 2025 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 149 x 233 x 17 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 262 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Other Literary Forms
|
| EAN: | 9789899200456 |
REVIEWS
Um livro inovador sobre a China
Arnaldo Gonçalves
O livro apresenta-se como uma introdução clara e acessível ao papel central da China no sistema internacional contemporâneo, procurando explicar ao leitor comum não apenas a sua ascensão enquanto potência global, mas também a forma como os chineses encaram o mundo, o Ocidente e, em particular, a Europa. Um dos pontos mais marcantes da obra é a análise da perceção chinesa de superioridade do seu modelo político e civilizacional, em contraste com o que consideram ser a decadência do modo de vida ocidental. O autor destaca a importância da tradição confuciana na estrutura política e social da China, sublinhando como valores como a obediência, a ordem e o primado do coletivo continuam a prevalecer sobre a afirmação individual. Neste contexto, torna-se evidente que a elite chinesa não ambiciona replicar o modelo democrático ocidental, optando antes por um caminho próprio, alinhado com a sua história e cultura. A obra aborda igualmente a crescente projeção internacional da China, não só como segunda maior potência económica mundial, mas também como um ator que aspira a reforçar significativamente o seu poder militar. O autor sugere que, num horizonte de cem anos, a China poderá rivalizar diretamente com os Estados Unidos, evocando o risco da chamada “armadilha de Tucídides”, em que a ascensão de uma potência desafia a hegemonia de outra, podendo conduzir a um conflito. Outro aspeto relevante é a análise da estratégia chinesa sob a liderança de Xi Jinping, especialmente no que diz respeito à ambição de reformular a ordem internacional. Permanece, contudo, uma questão em aberto: se essa transformação será feita em confronto com as instituições existentes ou em cooperação com elas. O autor alerta que, no primeiro cenário, o risco de um conflito global não pode ser descartado. Do ponto de vista formal, o livro distingue-se pela clareza da escrita e pela preocupação em fundamentar as suas afirmações, recorrendo a fontes devidamente citadas e separando com rigor os factos das opiniões. Trata-se, assim, de uma obra equilibrada, informativa e acessível, recomendada a todos os leitores interessados em compreender melhor a China, o seu funcionamento interno e o seu papel crescente no mundo.
A China de Xi Jinping: interlocutor ou ameaça?
Arnaldo Gonçalves
Neste livro o autor faz um balanço da politica chinesa interna e externa desde a chamada "Abertura ao exterior" desencadeada pelo líder Deng Xiao Ping no fim da década de 1980 até à actual liderança de Xi Jinping que iniciou já o seu terceiro mandato como líder do Partido, do Estado e do Exército Popular de Libertação. As perspectivas de aproximação ao modelo civilizacional do Ocidente saíram frustrados porque os lideres quiseram apenas a abertura económica e nunca a politica. O monolitismo, a censura e concentração do poder mantiveram-se e os esforços de maior pluralismo foram calados à medida que o tempo passou. A transição dos "compagnons de route" de Deng para o reinado de Xi Jinping trouxe o fim da lógica da liderança colectiva do partido e do Estado que havia sido definida como forma de evitar um regresso à tirania maoísta. Xi afirmou-se como detentor do poder exclusivo, sem fim de mandato à vista, no reeditar do culto de personalidade dos imperadores mais autoritários da história do país. Neste processo, Xi soube ajustar a relação com os países vizinhos numa mirifica nova Rota da Seda que têm criado novas grilhetas de dependência económica. Soube reestruturar o aparelho de política externa tornando a China cada vez mais interveniente na politica mundial e um poder não só económico, como politico, tecnológico e, em potência, militar. Assumindo a rivalidade com os Estados Unidos como motor da sua visão externa, Xi impulsionou a China a uma corrida tecnológica e militar em que se procura substituir àquele país como principal potentado militar. Dizendo querer uma ordem mundial tripolar a China acredita poder reeditar, no futuro, a lógica que prevaleceu até 1989 substituindo-se à Russia na dicotomia dos poderes mundiais. De certa forma a Rússia de Putin tornou-se um estado-vassalo da China pelas dificuldades de Moscovo com a guerra na Ucrânia e a dependência de Pequim em termos militares, financeiros, energéticos e de apoio politico que contrariam o isolamento internacional de Moscovo. O livro, ao analisar a situação no Mar do Sul da China, deixa em aberto a possibilidade de enveredar por uma lógica de "engradissment" imperial que leve a China a uma guerra regional pelo controlo do Pacífico. Se a China deslizar para esse cenário o autor considera provável uma Terceira Guerra Mundial a partir do Pacífico.
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