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Adivinhas de Pedro e Inês

by Agustina Bessa-Luís
Publisher: Relógio D'Água, May of 2025 ‧
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«"A História é uma ficção controlada", declara Agustina perto do fim do livro, encerrando a divagação sobre a promiscuidade indestrinçável entre o real, o imaginário e o recordado.

Estas três dimensões sobrepõem-se neste romance quase policial, que nos apresenta a implosão da Idade Média como causa e consequência do épico amor de Pedro e Inês. Seria, de facto, épico, esse amor? Como nasceu e evoluiu? Foi clandestino, ou legal? Terá passado de desejo a paixão, de paixão a amor, e a tédio, e a prisão, e a raiva, e a instrumento de vingança?

Terá Pedro sido atraído pelos puros encantos de Inês ou pela ambição de tomar o trono de Espanha ao seu sobrinho Pedro (outro Pedro-cru, espelho e inimigo) e assim desesperar Afonso IV, seu pai? Quem era Pedro? Quem era Inês? Que ligações existiam entre as famílias de um e de outro, com o seu cortejo de bastardias entre as frescas fronteiras?»
Do Prefácio

Adivinhas de Pedro e Inês

by Agustina Bessa-Luís

Property Description
ISBN: 9789897835643
Publisher: Relógio D'Água
Release Date: May of 2025
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 238 x 15 mm
Cover: Softcover
Pages: 232
Format: Book
Collection: Agustina Bessa-Luís
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897835643

ABOUT THE AUTHOR

Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962).
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

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