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A Revolução do Algoritmo Mestre

Como a Inteligência Artificial está a mudar as nossas vidas

by Pedro Domingos
Publisher: Manuscrito Editora, January of 2024 ‧
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Alguma vez lhe aconteceu falar sobre um telemóvel e, mais tarde, ver esse mesmo modelo num anúncio nas redes sociais? Ou começar uma mensagem e sugerirem-lhe o que escrever a seguir? E como sabe a Netflix que gosta de séries de crime? E o Spotify conhece assim tão bem os seus gostos musicais? O Google Maps sabe exatamente para onde quer ir agora?

A resposta está numa palavrinha mágica: algoritmos. É muito provável que saiba exatamente do que estamos a falar, uma vez que uma determinada combinação de algoritmos é o tema mais quente da atualidade: falamos da Inteligência Artificial, a maior revolução tecnológica dos últimos tempos. Acabada de chegar ao grande público, já está a mudar a forma como trabalhamos, comunicamos, nos entretemos ou até fazemos arte.

Neste livro, recomendado por Bill Gates e aclamado pela crítica americana, Pedro Domingos, professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington, leva-nos em busca do Algoritmo-Mestre, a última coisa que teremos de inventar porque, assim que o deixarmos à solta, ele tratará de tudo o resto. O rei dos algoritmos já existe: é o algoritmo que está dentro dos nossos cérebros. Agora só falta descobrir como aplicar isso às máquinas - e já esteve mais longe. Ou será que o futuro é agora?

«Um livro maravilhoso de um dos maiores especialistas na área. Se quiser saber como a Inteligência Artificial vai mudar a sua vida, leia este livro.»
Sebastian Thrun, professor de Ciências da Computação na Universidade de Stanford, fellow no Google e inventor do carro autónomo

«A aprendizagem automática é a tecnologia mais transformadora que moldará as nossas vidas nos próximos quinze anos. Este livro é uma leitura obrigatória - uma nova abordagem, ousada e escrita de forma brilhante, de olharmos para o futuro.»
Geoffrey Moore, autor de Crossing the Chasm

«Estamos na presença de um livro incrivelmente útil e importante. A aprendizagem automática já é fundamental para a nossa vida e trabalho, e ainda o será mais no futuro. Finalmente, Pedro Domingos escreveu sobre este tema de forma clara e compreensível.»
Thomas H. Davenport, professor e autor de Competing on Analytics e Big Data at Work

«A aprendizagem automática, conhecida comercialmente como análise preditiva, está a mudar o mundo. Este livro fascinante, abrangente e inspirador apresenta os seus conceitos científicos profundos até aos leitores não técnicos; e todavia, satisfaz os especialistas com uma perspetiva nova e profunda que nos revela as direções mais promissoras da investigação. É, sem dúvida, uma pedra preciosa rara.»
Eric Siegel, fundador de Predictive Analytics World e autor de Predictive Analytics

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Portugal e a IA

A Inteligência Artificial (IA) é uma oportunidade extraordinária para Portugal, mas para tirarmos máximo partido dela é necessário compreendermos o que é e não é, para que serve e não serve, e a sua relação com a inteligência humana.
A definição popular de IA é que é a automatização de capacidades intrinsecamente humanas como o raciocínio, a visão, a linguagem e a aprendizagem. É uma definição perfeitamente razoável, mas infelizmente promove a confusão com a inteligência humana, e essa confusão tem uma série de consequências extremamente indesejáveis.
É, portanto, importante conhecermos também a definição técnica: a IA é a resolução de problemas intratáveis por métodos heurísticos. Ao contrário do resto da informática, que lida com problemas que podem ser resolvidos eficientemente, a IA lida com problemas que levam tempo exponencial a resolver. É então necessário recorrer a métodos heurísticos, que podem ser extremamente poderosos, mas são também inevitavelmente falíveis. A IA abrange, portanto, coisas que os seres humanos fazem, mas também coisas muito diferentes, e formas muito diferentes de as fazer.
Uma das lições que aprendemos a grande custo nos últimos 50 anos é que as melhores aplicações para a IA são precisamente o oposto do que nos diz a intuição. O trabalho administrativo é fácil de automatizar. O trabalho manual é difícil. Etc. As tarefas quotidianas são fáceis para nós e difíceis para os computadores, porque a evolução levou 500 mil anos a aperfeiçoar-nos para elas. As tarefas que precisam dum curso superior são precisamente o contrário: difíceis para nós, mais fáceis para os computadores.
A nossa tendência irresistível a projetar características humanas sobre os sistemas de IA leva frequentemente a que imaginemos que eles têm capacidades muito diferentes das que realmente têm.
Para compreender qual vai ser o impacto da IA na economia e no trabalho, devemos olhar de forma pragmática para a questão. O principal efeito económico da IA não é substituir os humanos, é baixar enormemente o custo da inteligência. E quando o custo baixa, a procura aumenta. A IA vai tornar possível uma vasta quantidade de aplicações que hoje mal podemos imaginar, tal como sucedeu com as formas anteriores de automatização. E quando o custo dum produto baixa, o valor dos seus complementos sobe. Quando o custo da manteiga baixa, o valor do pão sobe. E o grande complemento da inteligência artificial é a inteligência humana. O resultado é que vai haver mais empregos que antes, e vão ser mais bem pagos — mais uma vez tal como se passou com outras formas de automatização.
E além disso quando o custo dos produtos baixa, sobra-nos mais dinheiro depois de os comprarmos, e podemos gastá-lo noutras coisas — aumentando o emprego e os salários em setores que não têm à partida nada a ver com a IA, como a restauração e a construção civil. E o resultado de tudo isto é a melhoria da qualidade de vida de todos.
A grande preocupação hoje em dia é com as coisas que tanto a IA como os humanos podem fazer, e em que os humanos podem potencialmente ser substituídos por ela — esta pequena interseção aqui. Mas a quantidade destas coisas é pequena comparada com a quantidade de coisas que os humanos fazem bem e a IA não, e vice-versa. E o mais importante é a quantidade ainda maior de coisas que os seres humanos e a IA em conjunto vão poder fazer que individualmente não poderiam. Esta grande área é onde nós devemos concentrar os nossos esforços.
Mas o efeito da IA não vai ser apenas na economia e no trabalho. A longo prazo, o efeito mais importante vai ser melhorar o funcionamento da sociedade e da democracia. Por exemplo, os sistemas de recomendação que são hoje utilizados para recomendar filmes, música, produtos e “tweets” podem também ser utilizados para recomendar em quem e no que votar. O resultado é: eleitores que votam mais de acordo com os seus interesses sem terem que para isso gastar muito mais tempo a informar-se, políticos que compreendem melhor os eleitores, e votos sobre questões de granularidade muito mais fina do que é hoje possível.
Mas isto é apenas um pequeno exemplo. A vocação fundamental da IA é melhorar grandemente a nossa inteligência coletiva, em todas as áreas. A IA recebe conhecimento dos colaboradores humanos, aprende e raciocina, e responde às perguntas dos utilizadores. Por sua vez, utiliza os resultados para aprender mais e para dar feedback aos colaboradores. Desta forma, uma sociedade permeada pela IA funciona incomparavelmente melhor que uma sociedade sem ela.
Infelizmente, o que se passa hoje na Europa é que as pessoas estão tão preocupadas com os potenciais perigos da IA que nos arriscamos a estrangulá-la com regulações. O AI Act, por exemplo, é um golo na própria baliza que nos vai custar triliões de euros sem benefícios comensuráveis.
Isto não significa que não haja perigos associados à IA, mas os perigos reais são diferentes dos que recebem mais atenção dos media. Os quatro perigos com que as pessoas estão obcecadas — os quatro cavaleiros do Apocalipse — são a desinformação, a discriminação, o desemprego e a extinção causados pela IA. Mas estes perigos são hipotéticos ou imaginários — tal como os quatro cavaleiros do Apocalipse originais. Há montes de artigos sobre eles, mas nenhum caso demonstrado de danos causados pela IA através deles.
O grande perigo da IA é a estupidez artificial — decisões erradas tomadas todos os dias por sistemas que têm falta de conhecimento, de senso comum, de inteligência real, porque são simplesmente modelos treinados com os dados disponíveis.
O outro grande perigo da IA é a sua utilização por maus agentes, como estados totalitários e criminosos. E a cura para todos estes perigos é mais e melhor IA: para tomar melhores decisões, para cometer menos erros, para apanhar os criminosos, e para ganhar a corrida contra os totalitários — uma corrida que é inevitável e, se a perdermos, terá sérias consequências económicas, políticas e militares.
Ironicamente, as soluções propostas para os perigos imaginários da IA todas revolvem em torno de a limitar e constringir — precisamente o oposto do que é preciso para combater os perigos reais. E todas também envolvem a centralização do controlo da IA, o que ironicamente a torna menos segura, não mais, como nos ensinou o sucesso do software open-source.
Portugal está numa posição única para tirar partido da IA, se conseguir evitar os erros em que outros países estão a cair. Tem uma comunidade de investigação em IA de primeira linha, e de dimensões desproporcionadas às do país. Tem indústrias em que pode ser líder na aplicação da IA. Tem potencialmente uma agilidade que países maiores terão dificuldade em igualar. O exemplo da Estónia e da digitalização é instrutivo. De república soviética transformou-se num dos países mais bem-sucedidos da União Europeia, em grande parte devido às suas políticas e iniciativas bem pensadas e executadas no domínio digital. Portugal pode ser a Estónia da IA. Obviamente há entraves psicológicos, sociológicos, económicos e políticos. Para os ultrapassar é preciso haver vontade política, iniciativa empresarial e participação de todos. Por isso pergunto-vos: estamos prontos? Se estamos, vamos a isto.


* Professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington, autor do livro A Revolução do Algoritmo Mestre, distinguido em 2014 com o ACM SIGKDD Innovation Award, o mais prestigiado prémio em inovações técnicas com impacto duradouro na teoria e prática da ciência de dados.

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O Futuro é Agora: 9 Livros para Entender o Mundo que Está a Chegar

O futuro está a transformar-se diante de nós, guiado por avanços na inteligência artificial (IA), na ciência e na compreensão do planeta. Autores como Pedro Domingues, Kissinger, Martin Ford, Attenborough, Rovelli, Harari e outros lançam-se na interpretação deste novo mundo com livros que questionam e provocam. Mergulhar nas ideias que vão moldar as próximas décadas! A REVOLUÇÃO DO ALGORITMO MESTRE
As recomendações que surgem no telemóvel, nas redes sociais ou em apps como Netflix, Spotify e Google Maps resultam da análise constante dos nossos comportamentos. Esses sistemas antecipam preferências e necessidades ao aprender padrões de uso. Tudo isto é possível graças aos algoritmos, base da IA que já transforma trabalho, comunicação, entretenimento e criação artística, tornando-se na força tecnológica dominante do presente. Pedro Domingos, professor de Ciência de Computação na Universidade de Washington, explora a busca pelo Algoritmo Mestre, capaz de aprender qualquer tarefa e automatizar quase tudo. O autor sugere que o modelo já existe no nosso cérebro e que estamos perto de o replicar nas máquinas. A ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Henry Kissinger, diplomata americano, Eric Schmidt, antigo presidente da Google, e Huttenlocher, reitor do MIT Schwarzman College of Computing, analisam como a IA está a alcançar resultados surpreendentes em áreas como estratégia, ciência e aviação, saúde, educação e informação. O livro defende que entramos numa fase de coabitação inevitável entre humanos e máquinas, exigindo novas estruturas éticas e institucionais para evitar que a tecnologia ultrapasse a nossa capacidade de governar o seu impacto. O FUTURO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
A IA já faz parte do quotidiano, integrada em smartphones e em quase todas as interações no espaço digital. O seu impacto estende se da medicina à forma como comunicamos e consumimos informação, embora a transformação mais profunda ainda esteja por vir. Martin Ford, especialista na área, destaca que a IA poderá remodelar economia, políticas públicas, emprego e inovação, exigindo atenção aos riscos de enviesamentos algorítmicos, vigilância excessiva e manipulação digital. Apesar dos perigos, o autor mantém uma perspetiva otimista, sublinhando o potencial da IA para enfrentar desafios como alterações climáticas e pandemias globais. O livro defende que compreender esta tecnologia é essencial para interpretar o mundo que se aproxima. UMA VIDA NO NOSSO PLANETA
Uma Vida no Nosso Planeta – O Meu Testemunho e a Minha Visão para o Futuro, passa para as páginas o documentário televiso autobiográfico do naturalista David Attenborough, em que lança um aviso sério de que o tempo está a esgotar-se para o planeta. Attenborough descreve as mudanças na Terra em seis décadas, desde a altura em que tinha apenas onze anos, em 1937, até 2020. No espaço apenas de uma vida humana, a deterioração foi chocante e drástica: a população mundial mais do que triplicou, o carbono na atmosfera quase duplicou e as áreas selvagens diminuíram cerca de 50%. As exigências da raça humana ultrapassaram em muito a capacidade de renovação da Terra. A par do alerta, Attenborough dá-nos a sua visão para um futuro que pode ainda resgatar-nos desta queda, com esforços adequados e sustentáveis para reintroduzir a natureza selvagem no mundo. A ORDEM DO TEMPO
Carlo Rovelli explora perguntas fundamentais sobre o tempo, como a razão pela qual recordamos o passado e não o futuro, e o que realmente significa o seu “fluxo”. O autor desafia a ideia de um tempo universal e contínuo, propondo que, no nível mais profundo da realidade, ele pode até desaparecer. A partir de Filosofia, Ciência e Literatura, Rovelli revela que a nossa experiência temporal é moldada pela perceção, pelo cérebro e pelas emoções. O livro convida o leitor a repensar noções intuitivas e a encarar o tempo como uma construção mais humana do que física. AS FORMIGAS VÃO SALVAR O PLANETA
As formigas revelam capacidades extraordinárias — força desproporcional, cooperação e eficiência ecológica — que funcionam como modelos naturais de organização e sustentabilidade. A partir de exemplos simples, mostra como o comportamento destes pequenos insetos oferece lições úteis para pensar o futuro do planeta. As ilustrações coloridas e divertidas tornam conceitos ambientais acessíveis aos mais novos, facilitando a aprendizagem. Um livro que funciona como um recurso prático para famílias explorarem temas complexos de forma clara e envolvente. HOMO DEUS - HISTÓRIA BREVE DO AMANHÃ
Nesta sequela de Sapiens – Breve História da Humanidade, Harari afirma que «a modernidade é um contrato», que pode ser resumido numa única frase: «os humanos concordam em abrir mão do significado em troca de poder.» Esse poder pode, a curto prazo, dar-nos «atributos divinos»: a capacidade de prolongar a vida e até mesmo enganar a morte, de criar novas formas de vida, os meios para acabar com a guerra, a fome e as pragas. No entanto, se as tendências atuais continuarem, a nova longevidade e as qualidades sobre-humanas provavelmente serão privilégio dos super-ricos da tecnologia e o «dataísmo», uma fé universal no poder dos algoritmos, tornar-se-á sacrossanto. ENRIQUEÇA COM O CHATGPT
Este guia apresenta o ChatGPT como uma ferramenta prática para profissionais, freelancers e empreendedores que procuram aumentar eficiência e resultados. Com mais de 150 prompts o leitor aprende a executar tarefas diversas como textos formais a planeamento de viagens ou criação de conteúdos digitais, de modo a simplificar fluxos de trabalho complexos e acelerar processos criativos. Baseado em anos de experiência, Neil Dagger traduz esse conhecimento em estratégias simples e aplicáveis ao quotidiano. ALGORITMOCRACIA
Adolfo Mesquita Nunes alerta que a IA já influencia escolhas, perceções e comportamentos, tornando se um desafio direto às democracias liberais. Mostra como os algoritmos distorcem o debate público, amplificam radicalismos e corroem a confiança nas instituições. Defende que a verdade partilhada — base da vida democrática — está a ser fragilizada pela lógica algorítmica. O livro propõe caminhos para proteger liberdade de pensamento e reforçar a vitalidade democrática. Sublinha ainda que os algoritmos exercem poder real sem qualquer legitimidade eleitoral.

A Revolução do Algoritmo Mestre

Como a Inteligência Artificial está a mudar as nossas vidas

by Pedro Domingos

Property Description
ISBN: 9789899087941
Publisher: Manuscrito Editora
Release Date: January of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 153 x 232 x 23 mm
Cover: Softcover
Pages: 360
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Computing > Artificial intelligence
EAN: 9789899087941

A revolução do algoritmo mestre

José Ferreira

Um excelente livro que nos explica como as máquinas trabalham de forma a nos proporcionar os nossos gostos, selecionando de forma criteriosa o que mais pretendemos obter com uma determinada interface.

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Um excelente guia exploratório para a "datificação", que nos rodeia e envolve de formas que muitas vezes nem suspeitamos. Pela mão de um autor nacional, de projecção e contexto internacional, este livro permitirá compreender melhor o fluxo e impacto das informações que, consciente e inconscientemente, vamos carregando no grande repositório que é o mundo online.

Uma visão interessante por um autor português internacionalmente reconhecido

Joao

O autor dá-nos a sua visão e apresenta um conjunto de informação de forma simples (mas não simplista) e acessível para nos ajudar a compreender os tempos de acelerada evolução tecnológica que vivemos.

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Pedro Domingos

Pedro Domingos é professor de Ciências da Computação na Universidade de Washington.
Formado no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, ganhou o prémio de inovação, SIGKDD, o mais prestigiado na área de ciências de dados.
É fellow na Association for the Advancement of Artificial Intelligence.
Vive nos arredores de Seattle.

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