A Revolta do Homem Branco
Incels, fundamentalistas e autoritários em luta por uma masculinidade política
SYNOPSIS
Há um submundo de ressentimento masculino na internet. É a chamada manosfera ou machosfera. Reúne homens brancos revoltados com a conquista de direitos por parte das mulheres. Um reaccionarismo machista que tem vindo a ganhar força política, pronto a saltar do mundo digital para um assalto ao poder. O assalto ao Capitólio, em Washington, foi o momento mais emblemático de um movimento crescente. Homens armados, envergando camisas havaianas sobre coletes à prova de bala; guerreiros com chifres, de cara pintada e torso nu — em defesa de Trump, reuniram-se indivíduos que até então só se conheciam online.
Os ataques assassinos dos chamados incels — defensores da subjugação feminina — já tinham lançado o alerta. Mas a masculinidade tornou-se entretanto um projecto ideológico. Dos EUA à Nova Zelândia, da Polónia ao Brasil, extremistas de direita, fundamentalistas religiosos e supremacistas misóginos estão a juntar-se para traduzir em política sonhos reaccionários de dominação masculina.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789899216037 |
| Publisher: | Livros Zigurate |
| Release Date: | October of 2024 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 131 x 234 x 18 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 240 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Politics
>
Politics in General
|
| EAN: | 9789899216037 |
REVIEWS
Incrivelmente interessante
Paulo
Gostaria de destacar uma citação simples, mas muito poderosa: “A violência não é uma expressão de controlo e poder; pelo contrário, é uma expressão de falta de controlo e fraqueza”. Um trabalho de investigação muito interessante que permite insights sobre os movimentos reacionários modernos ou atuais. Em alguns pontos, senti falta de mais referências a fontes para apoiar certas observações da autora relativamente às circunstâncias sociais contemporâneas, ou pelo menos breves explicações sobre quem e a que lugares geográficos se refere quando fala dos padrões e ideais atuais. Embora o patriarcado esteja a fazer tudo o que pode (mobilizar grupos de direita radical, incels e sexistas) para manter o status quo, está a morrer e continuará a morrer até que finalmente morra. Porque, faça o que fizer, “o visível não pode voltar a tornar-se invisível”, e isso merece um brinde. A análise é útil para provocar reflexões mais aprofundadas, mas, no final, fica presa na sua posição de classe burguesa, que pode e de facto nomeia o neoliberalismo e o capitalismo financeiro desenfreado — mas apenas nas últimas páginas da conclusão, para depois chegar ao resultado geral de que é a masculinidade que impulsiona o avanço reacionário global como o principal fator. Psicologicamente, isto pode ser verdade, dado que o medo do declínio social dos homens da classe média tem uma dinâmica diferente dos medos daqueles que já faziam parte ou estavam próximos da precariedade. Economicamente, porém, isto não é coerente nem prático, do meu ponto de vista, para formular uma oposição significativa a estes desenvolvimentos.
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