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A Cidade e as Serras

by Eça de Queiroz
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, March of 2016 ‧
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Numa manhã de um Inverno frio e pessimista em Paris, o cosmopolita Jacinto decide regressar à sua Tormes natal, pacata vila das serras portuguesas, acompanhado por Zé Fernandes, narrador-personagem desta história. «Novela fantasista», assim lhe chamou Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras faz um retrato dos contrastes entre a excitação da vida citadina e a genuína beleza da vida no campo.

Escrita na fase final da vida do autor, esta obra viria a ser publicada apenas em 1901, um ano após a morte de Eça de Queiroz.
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Os livros dos verões

Todos os anos, no fim de junho, a excitação das férias misturava-se com a certeza de que, no verão, descobriria novos livros para me encantar. É possível medir esses anos em livros e perceber de que forma fui crescendo acompanhado de histórias. Na infância e adolescência, estes foram os livros que mais marcaram a estação em que tudo é possível e onde a liberdade floresce.
Reinações de Narizinho Tudo começou com personagens, claro. Mas algumas, para o rapazinho que fui, foram mais especiais do que outras. A série infantil O Sítio do Picapau Amarelo marcou a minha infância, ao trazer-me o Brasil, país de onde é originária a minha família, até casa. Narizinho, a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, a Dona Benta… um desenrolar de nostalgia sem fim. Os Serões de Dona Benta foi-me lido muitas vezes pela minha avó, em longos fins de tarde de verão, e podem encontrá-lo aqui em ebook. Reinações de Narizinho, o livro que inspirou a série, também andava lá por casa e era nele que eu encontrava toda a fantasia daquele lugar distante. Nesta edição, encontram toda a história, antes publicada sobretudo por capítulos isolados. COMPRO NA WOOK! »

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Ler a Cidade, ler o Campo

Há um fio que atravessa discretamente a História da literatura ocidental: a tensão entre cidade e campo. Desde as bucólicas clássicas até ao romance contemporâneo, o contraste entre o burburinho urbano e o silêncio (nem sempre pacífico) da Natureza serve para pensar quase tudo: classe, progresso, memória, identidade, culpa e desejo de fuga. As obras que reúno aqui nascem em épocas, línguas e contextos muito diferentes, mas cruzam-se numa mesma inquietação: o que é que ganhamos, e o que é que perdemos, quando nos afastamos do campo para nos entregarmos às grandes cidades? E, inversamente, o que é que procuramos quando decidimos voltar, ou pelo menos imaginar o regresso?
De Eça de Queirós a Olga Tokarczuk, de Rousseau a Dickens, de Tchekhov ao nosso presente saturado de ecrãs, o par cidade/campo vai mudando de feição: ora aparece como sátira do progresso, ora como cenário de crime, ora como laboratório interior, ora como ruína. É esse pequeno percurso de leituras que proponho: cinco livros que, cada um à sua maneira, reabrem a velha pergunta “onde é que queremos viver?” e, talvez mais decisivo ainda, “como é que queremos viver?”. A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós Poucos romances expõem com tanta elegância irónica o deslumbramento e o cansaço perante a modernidade urbana como A Cidade e as Serras. Jacinto, herdeiro rico instalado em Paris, vive no que poderíamos chamar o grau máximo de civilização: tudo é filtrado por engenhos, aparelhos, comodidades. A cidade aparece, assim, como montra tecnológica de um fim de século convencido de que o conforto material coincide com a felicidade.
Eça diverte-se a enumerar os objetos: a casa transformada em máquina, a biblioteca enciclopédica, os serviços especializados e, ao mesmo tempo, a mostrar o vazio que existe por baixo de tanta sofisticação. Jacinto, rodeado de tudo, não encontra nada que o apazigue: dorme mal, alimenta-se mal, não sabe o que fazer com os dias. A cidade é o próprio problema. O romance desmonta a fé ingénua na técnica, sem necessidade de discursos filosóficos: basta pôr um corpo humano dentro da engrenagem.
Quando o acaso o leva a Tormes, nas serras portuguesas, o contraste é brutal. O espaço rural tem improviso, falhas constantes: ferramentas gastas, casas sem conforto, uma economia de subsistência. Mas é também a descoberta de outra forma de presença. Aos poucos, Jacinto vai percebendo que há qualquer coisa de insuportavelmente artificial na vida que levava em Paris: o tempo pautado por horários, a mediação constante pelos objetos, o afastamento do ciclo das estações. O campo devolve-lhe um contacto com a terra que não é meramente idílico, mas físico, concreto, sujo.
O gesto decisivo de Eça é recusar tanto a demonização da cidade como a idealização ingénua do campo. Tormes não é um paraíso, há miséria, ignorância, atraso, e Paris não é o Inferno. Mas é na serra que o romance encontra uma ideia que falta à metrópole: um equilíbrio entre necessidades reais e desejos fabricados, entre trabalho e repouso, entre ruído e silêncio. A ironia que atravessa o texto impede qualquer leitura moralizante; ainda assim, não é difícil sentir, por trás do humor, um diagnóstico muito sério: a cidade moderna corre o risco de se tornar um excesso de meios à procura de um fim que já não sabe nomear. COMPRO NA WOOK! » Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk Olga Tokarczuk desloca a questão para o terreno da ecologia e da ética. Conduz o Teu Arado Sobre os Ossos dos Mortos inscreve-se num contexto em que o campo, mais do que idílio pastoral, é território marginalizado, periferia do capitalismo global, paisagem de abandono e de exploração.
A narradora, Janina Duszejko, vive numa pequena comunidade de casas dispersas. Traduz Blake, faz mapas astrais, observa obsessivamente a fauna local. Para os outros, é uma espécie de “louca do monte”; para o leitor, converte-se rapidamente numa das vozes mais singulares da literatura contemporânea. É através dela que vemos o mundo rural: trilhos de caça, floresta, pequenas igrejas, estradas cobertas de neve. E, sobretudo, cadáveres de animais e, depois, de homens.
As mortes misteriosas que vão acontecendo, quase sempre de caçadores ou figuras respeitadas da comunidade, dão ao livro um ritmo de policial. Mas o que está em causa é outra coisa: um diagnóstico feroz de como a sociedade aceita certas formas de violência quando estas ocorrem longe, em zonas de baixa densidade populacional, sob o pretexto da tradição ou do desporto. As montanhas de Tokarczuk são o palco onde se mostram as consequências de uma hierarquia muito antiga: a que coloca o humano no topo e todos os outros seres vivos como matéria disponível.
Ao contrário de tantos romances que fazem do campo um espaço de autenticidade e simplicidade, este livro encena um mundo rural atravessado por corrupção, arrogância, superstição, e por uma indiferença oficial que vem da cidade, dos gabinetes, dos tribunais, dos serviços de caça. A paisagem é bela, mas ferida; a Natureza, ao mesmo tempo vítima e potencial agente de vingança.
Tokarczuk escreve a partir de um presente em que a fronteira cidade/campo já não coincide com a fronteira civilizado/selvagem. O campo é, aqui, a frente mais exposta de uma guerra ecológica que nem todos reconhecem como tal. E a personagem que encarna essa sensação de urgência é precisamente aquela que a cidade classificaria como excêntrica ou irracional. O romance transforma, assim, o espaço rural em espelho incómodo do nosso tempo: um lugar em que a violência se naturalizou ao ponto de já quase não ser vista. COMPRO NA WOOK! » Grandes Esperanças, de Charles Dickens Grandes Esperanças é, entre muitas outras coisas, a história de um rapaz de província que se apaixona pela ideia de ser “mais” do que aquilo para o que nasceu. Os pântanos onde Pip cresce são uma paisagem pouco romântica: lama, nevoeiro, casas modestas, uma vida de trabalho pesado e horizontes curtos. É desse mundo que o protagonista deseja escapar, movido tanto pela humilhação como pelo deslumbramento perante figuras que encarnam outra classe, outra cidade, outro idioma social.
Londres aparece como miragem: o lugar onde a mobilidade social é, pelo menos em teoria, possível. A chegada de Pip à cidade é marcada por este fascínio: as ruas cheias, os edifícios, a vida judicial, os clubes, os novos hábitos. Tudo em torno dele parece prometer uma espécie de renascimento. O campo converte-se rapidamente naquilo de que é preciso afastar-se: o passado inculto, as maneiras rudes, as relações que não sabem usar o vocabulário da cidade.
Mas Dickens é demasiado atento à realidade para sustentar esta ilusão por muito tempo. À medida que o romance avança, Londres revela as suas sombras: a proximidade entre riqueza e crime, a injustiça do sistema, a fragilidade da suposta respeitabilidade de certas figuras, a solidão que atravessa os salões e escritórios. A cidade torna-se um labirinto moral onde é fácil perder o sentido de quem se é. O que se apresentava como “grandes esperanças” vai, pouco a pouco, deixando ver um fundo de engano.
Os regressos de Pip ao campo e o confronto com aqueles que deixou para trás ganham então um peso diferente. Já não se trata de simples vergonha ou orgulho, trata-se de medir até que ponto o desejo de ascender implicou pactos, cegueiras e traições. A paisagem pantanosa, tão pouco glamorosa, guarda uma espécie de verdade que a cidade não consegue entregar: a verdade de relações que não se medem por bens ou títulos, mas por gestos concretos de cuidado e violência.
O romance obriga o protagonista a reconhecer que nenhuma cidade, por brilhante que seja, consegue apagar a marca da terra em que se cresceu. A oposição cidade/campo, aqui, passa pela forma como o sujeito aprende (ou não) a assumir o próprio percurso. COMPRO NA WOOK! » O Pomar das Cerejeiras, de Anton Tchékhov, Tchékhov mostra o momento em que o campo já não consegue sustentar a sua própria ficção. Em O Pomar das Cerejeiras, a grande casa de família, com o seu pomar exuberante, vive num tempo deslocado. A aristocracia que a habita chegou ao fim, mas os seus membros ainda não o sabem, ou não querem saber. O mundo mudou de escala, a propriedade, endividada, está condenada à venda.
O jardim que dá título à peça é uma espécie de personagem silenciosa. Sobre ele recaem lembranças de infância, histórias familiares, uma certa ideia de beleza ligada ao supérfluo: flores que não alimentam nem geram lucro, mas que justificam, por si, a existência. A proposta de transformar a propriedade em lotes para casas de veraneio chega como violência e como evidência. É uma solução prática, tipicamente moderna: fracionar, rentabilizar, aceitar que a terra vale o que pode render no mercado.
Tchékhov não faz do empresário vindo “de baixo” um vilão puro, nem dos aristocratas figuras heroicas. O que lhe interessa é o desencontro entre formas de olhar o mundo. Para uns, aquela terra é sobretudo memória, tempo condensado, estilo de vida, para outros, é uma oportunidade económica. Quando as árvores começam a ser derrubadas cai uma visão do campo como espaço estável, herança que se transmite quase intacta de geração em geração.
Não há aqui qualquer esperança de regeneração pela ruralidade. O campo de Tchekhov está a ser engolido por uma lógica urbana que se tornou hegemónica: a lógica da mercadoria, do lote, do investimento. A peça é sobre a dificuldade de abandonar um imaginário quando a realidade já mudou. O som do machado ao fundo, que encerra o texto, é também o som de uma época que termina. COMPRO NA WOOK! » Vista à distância, esta constelação de livros desenha um mapa instável de cidades e campos, de partidas e regressos, de encantamentos e desilusões.
A cidade não é apenas o lugar da perdição, nem o campo é apenas o lugar da pureza. O que se repete, sob formas diversas, é antes uma sensação de deslocamento: personagens que já não cabem no sítio onde vivem, ou que descobrem, tarde demais, que o espaço à sua volta se transformou.
Talvez seja isso que torna estas obras tão atuais. Numa época em que as grandes metrópoles se tornaram quase inevitáveis, por razões de trabalho, estudo, mobilidade, cresce também o fascínio por outras geografias: a aldeia, a casa com horta, o território “mais lento”. Mas não existe retorno inocente. O campo já não é o mesmo, a cidade também não, e nós mudámos com eles.
Ler estes livros hoje é interrogar a nossa própria cartografia íntima: o que é que esperamos da cidade? o que é que projetamos no campo? onde é que encontramos, de facto, o tempo que nos falta? A literatura não responde por nós, mas oferece imagens persistentes: serras, jardins, pântanos, ruas.

A Cidade e as Serras

by Eça de Queiroz

Property Description
ISBN: 978-972-38-2949-5
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: March of 2016
Language: Portuguese
Dimensions: 142 x 210 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 272
Format: Book
Collection: Obras de Eça de Queiroz
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 978972382949523
Recommended Minimum Age: Not applicable

Eça de Queirós, o autor de conforto

Cláudia Santos

A Cidade e as Serras é o livro mais atual que pode haver. A influência das tecnologias na vida do homem e o controlo de todos os seus movimentos. Jacinto vive uma vida mais tranquila, no campo, depois de se afastar do centro dos seus problemas, aproveitando cada segundo da sua vida de uma forma natural e sem complicações. Eça de Queirós, mais uma vez, leva-nós a uma viagem no tempo, sem sairmos do nosso próprio lugar. Uma viagem que nos faz refletir sobre o que é, afinal, o mais importante.

Adorei

Liliana Sobreira

O autor critica o excesso de tecnologia e o materialismo, usando humor e ironia. O livro faz-nos pensar que viver bem não depende de luxo, mas de uma vida equilibrada e mais próxima da natureza. É uma leitura fácil, com uma mensagem clara sobre o que realmente importa na vida.

Dois mundos distintos

Paxi

Dois mundos distintos... A cidade que nos drena a energia, cheia de conhecimento livresco, de tecnologia, arte e espetáculo, mas um viver pouco verdadeiro. As serras, a típica aldeia portuguesa, onde roda a gente se conhece e, apesar da pobreza, toda a gente se entreajuda

Uma viagem maravilhosa pelas terras do Douro

Marília Correia de Barros

Ao reler "A Cidade e as Serras" reencontrei as figuras tão bem conhecidas dos amigos Jacinto e Zé Fernandes, regressei a minha bela paisagem douriense, onde, com justiça Eça sublinha, a terra se humaniza. Belíssimo contraste entre a cidade e a vida citadina e a tranquilidade do campo. Viagem maravilhosa pela saborosa gastronomia do Douro, pelos vinhos. Pela paisagem da quinta de Firmes em Baião. Imperdível.

Excelente retrato de um Portugal provinciano

Filipe Seabra

Depois desta leitura fiquei a gostar ainda mais de Portugal. Conta a história de dois amigos muito parecidos, que provêm de diferentes ambientes: citadinos e o campo. Leva o leitor a identificar-se com a vida na cidade e, sem se dar conta, a preferir tardiamente o campo. Uma escrita espantosa deste nosso grande escritor!

4/5

João M.

Talvez o mais filosófico de Eça que li até agora. Divide muito bem o tempo na cidade e na serra, e não cai na tentação de ser previsível ao contar tudo o que acontecer ao Jacinto e ao Zé Fernandes. Critica subliminar à sociedade cosmopolita e à própria sociedade do interior, normalizante da pobreza.

A CIDADE E AS SERRAS

Rui Pinto

Passados muitos anos reli este romance. Trata-se de um livro sempiternamente atual. O dom e a genialidade do autor permite ao leitor sentir-se como um personagem da história, pela maneira como os detalhes, as pessoas e os lugares são descritos. O leitor consegue visualizar ao percorrer estas páginas deliciosas, como que uma balança. No prato da direita: a cidade, as suas belezas, os seus prazeres, os seus ócios… a civilização. No prato da esquerda: o campo, os montes, as aves, as suas belezas, os seus prazeres, a pureza das coisas … a “incivilização”. No final, compreende-se naturalmente porque é que o fiel da balança inclina para a esquerda. Recomendo a leitura.

A cidade e as serras

TM

Este livro retrata a dicotomia que existe entre a vida no campo e na cidade. Um exemplo perfeito de que a felicidade não vem dos bens materiais mas sim de algo mais interior. Jacinto vive na cidade e acredita ser feliz. Zé Fernandes, pelo contrário, pretende demonstrar que a vida no campo é melhor, e, ao longo do livro, vai tentar provar isso mesmo, através da vida do seu amigo. Dá vontade de ir viver para o campo!

Lição dada

Pedro Neto

Uma obra com uma lição contemporânea.

O PRINCIPE DE TORMES

Nogueira Pinto

Retrato de Contrastes entre a cidade e a serra, neste belíssimo romance de amizades puras e certas em que a vida é essencialmente Vontade e Movimento. Embora não exista um general com a sua espada, e um bispo com o seu báculo, o retracto do homem que pensa ter na cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria, enquanto na serra, sem prédios disformes de seis andares, sem a fumaça que tapa Deus, sem cuidados que, como pedaços de chumbo, puxam a alma para o pó rasteiro. Excelente leitura, recomendável, no final dou comigo a pensar como foi possível só ler este livro agora.

ABOUT THE AUTHOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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