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A Cidade e as Serras eBook

by Eça de Queiroz
Book eBook
Publisher: Livros do Brasil, April of 2016 ‧
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Numa manhã de um Inverno frio e pessimista em Paris, o cosmopolita Jacinto decide regressar à sua Tormes natal, pacata vila das serras portuguesas, acompanhado por Zé Fernandes, narrador-personagem desta história. «Novela fantasista», assim lhe chamou Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras faz um retrato dos contrastes entre a excitação da vida citadina e a genuína beleza da vida no campo. Escrita na fase final da vida do autor, esta obra viria a ser publicada apenas em 1901, um ano após a morte de Eça de Queiroz.

A Cidade e as Serras

by Eça de Queiroz

Property Description
ISBN: 978-972-38-2956-3
Publisher: Livros do Brasil
Release Date: April of 2016
Language: Portuguese
Pages: 272
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Collection: Obras de Eça de Queiroz
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Romance
Recommended Minimum Age: Not applicable

Eça de Queirós, o autor de conforto

Cláudia Santos

A Cidade e as Serras é o livro mais atual que pode haver. A influência das tecnologias na vida do homem e o controlo de todos os seus movimentos. Jacinto vive uma vida mais tranquila, no campo, depois de se afastar do centro dos seus problemas, aproveitando cada segundo da sua vida de uma forma natural e sem complicações. Eça de Queirós, mais uma vez, leva-nós a uma viagem no tempo, sem sairmos do nosso próprio lugar. Uma viagem que nos faz refletir sobre o que é, afinal, o mais importante.

Adorei

Liliana Sobreira

O autor critica o excesso de tecnologia e o materialismo, usando humor e ironia. O livro faz-nos pensar que viver bem não depende de luxo, mas de uma vida equilibrada e mais próxima da natureza. É uma leitura fácil, com uma mensagem clara sobre o que realmente importa na vida.

Dois mundos distintos

Paxi

Dois mundos distintos... A cidade que nos drena a energia, cheia de conhecimento livresco, de tecnologia, arte e espetáculo, mas um viver pouco verdadeiro. As serras, a típica aldeia portuguesa, onde roda a gente se conhece e, apesar da pobreza, toda a gente se entreajuda

Uma viagem maravilhosa pelas terras do Douro

Marília Correia de Barros

Ao reler "A Cidade e as Serras" reencontrei as figuras tão bem conhecidas dos amigos Jacinto e Zé Fernandes, regressei a minha bela paisagem douriense, onde, com justiça Eça sublinha, a terra se humaniza. Belíssimo contraste entre a cidade e a vida citadina e a tranquilidade do campo. Viagem maravilhosa pela saborosa gastronomia do Douro, pelos vinhos. Pela paisagem da quinta de Firmes em Baião. Imperdível.

Excelente retrato de um Portugal provinciano

Filipe Seabra

Depois desta leitura fiquei a gostar ainda mais de Portugal. Conta a história de dois amigos muito parecidos, que provêm de diferentes ambientes: citadinos e o campo. Leva o leitor a identificar-se com a vida na cidade e, sem se dar conta, a preferir tardiamente o campo. Uma escrita espantosa deste nosso grande escritor!

4/5

João M.

Talvez o mais filosófico de Eça que li até agora. Divide muito bem o tempo na cidade e na serra, e não cai na tentação de ser previsível ao contar tudo o que acontecer ao Jacinto e ao Zé Fernandes. Critica subliminar à sociedade cosmopolita e à própria sociedade do interior, normalizante da pobreza.

A CIDADE E AS SERRAS

Rui Pinto

Passados muitos anos reli este romance. Trata-se de um livro sempiternamente atual. O dom e a genialidade do autor permite ao leitor sentir-se como um personagem da história, pela maneira como os detalhes, as pessoas e os lugares são descritos. O leitor consegue visualizar ao percorrer estas páginas deliciosas, como que uma balança. No prato da direita: a cidade, as suas belezas, os seus prazeres, os seus ócios… a civilização. No prato da esquerda: o campo, os montes, as aves, as suas belezas, os seus prazeres, a pureza das coisas … a “incivilização”. No final, compreende-se naturalmente porque é que o fiel da balança inclina para a esquerda. Recomendo a leitura.

A cidade e as serras

TM

Este livro retrata a dicotomia que existe entre a vida no campo e na cidade. Um exemplo perfeito de que a felicidade não vem dos bens materiais mas sim de algo mais interior. Jacinto vive na cidade e acredita ser feliz. Zé Fernandes, pelo contrário, pretende demonstrar que a vida no campo é melhor, e, ao longo do livro, vai tentar provar isso mesmo, através da vida do seu amigo. Dá vontade de ir viver para o campo!

Lição dada

Pedro Neto

Uma obra com uma lição contemporânea.

O PRINCIPE DE TORMES

Nogueira Pinto

Retrato de Contrastes entre a cidade e a serra, neste belíssimo romance de amizades puras e certas em que a vida é essencialmente Vontade e Movimento. Embora não exista um general com a sua espada, e um bispo com o seu báculo, o retracto do homem que pensa ter na cidade a base de toda a sua grandeza e só nela tem a fonte de toda a sua miséria, enquanto na serra, sem prédios disformes de seis andares, sem a fumaça que tapa Deus, sem cuidados que, como pedaços de chumbo, puxam a alma para o pó rasteiro. Excelente leitura, recomendável, no final dou comigo a pensar como foi possível só ler este livro agora.

ABOUT THE AUTHOR

Eça de Queiroz

Eça de Queiroz nasceu a 25 de novembro de 1845 na Póvoa de Varzim e é considerado um dos maiores romancistas de toda a literatura portuguesa, o primeiro e principal escritor realista português, renovador profundo e perspicaz da nossa prosa literária.
Entrou para o Curso de Direito em 1861, em Coimbra, onde conviveu com muitos dos futuros representantes da Geração de 70. Terminado o curso, fundou o jornal , em 1866, órgão no qual iniciou a sua experiência jornalística. Em 1871, proferiu a conferência «O Realismo como nova expressão da Arte», integrada nas Conferências do Casino Lisbonense e produto da evolução estética que o encaminha no sentido do Realismo-Naturalismo de Flaubert e Zola. No mesmo ano iniciou, com Ramalho Ortigão, a publicação de As Farpas, crónicas satíricas de inquérito à vida portuguesa.
Em 1872 iniciou a sua carreira diplomática, ao longo da qual ocupou o cargo de cônsul em Havana, Newcastle, Bristol e Paris. Foi, pois, com o distanciamento crítico que a experiência de vida no estrangeiro lhe permitiu que concebeu a maior parte da sua obra romanesca, consagrada à crítica da vida social portuguesa e de onde se destacam O Primo Bazilio, O Crime do Padre Amaro, A Relíquia e Os Maias, este último considerado a sua obra-prima. Morreu a 16 de agosto de 1900, em Paris.

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