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A Bebedeira de Kant

e outros 49 episódios da História da Filosofia para pensar a sorrir

by David Erlich
Publisher: Planeta, May of 2024 ‧
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Tales de Mileto de tanto olhar para os astros tropeçou e caiu num poço. Epicuro foi o primeiro alvo de fake news de que há memória. Agostinho de Hipona sofreu toda a vida por causa de umas peras que tirou de um pomar. Montaigne escolheu passar a reforma enclausurado numa torre a dissertar sobre o valor da amizade… e o funcionamento do seu trato digestivo. Francis Bacon morreu graças a uma galinha congelada. Rosseau pensou suicidar-se atirando-se para um tanque, mas não o fez porque… a água estava fria. Kant viveu anos loucos a jogar bilhar até altas horas e a beber tanto vinho tinto que era comum não encontrar o caminho para a casa.

Estes são alguns dos 50 episódios mais improváveis da história da Filosofia. Atravessando o tempo, da Filosofia Antiga à Medieval, passando pela Filosofia Moderna até chegar à Contemporânea, o filósofo e professor David Erlich traça uma história da filosofia original.

Partindo destes episódios curiosos, o autor apresenta o pensamento e o contributo dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Mostrando, assim, os temas, as teorias e as ideias filosóficas que todos precisam de conhecer para compreender o mundo em que vivemos e a forma como pensamos.

«A filosofia é uma coisa sisuda e reservada a poucos. Certo? Errado. Qualquer pessoa com sentido de humor e vontade de se informar sobre essa estranha forma de vida que é a dos filósofos tem neste livro de David Erlich um excelente ponto de partida, a um tempo humorístico e informativo. Recomendado a quem quer fugir da habitual frivoleira dos meios de comunicação atuais, mas também não está ainda com pachorra para ler a Crítica da Razão Pura de fio a pavio.»
Desidério Murcho, Universidade Federal de Ouro Preto

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QUESTIONÁRIO PROUST A DAVID ERLICH

Apresenta-se como «um dos intelectuais de Moscavide com maior projeção». Mas David Erlich é bem mais do que o seu bom humor e despretensiosismo: ensina Filosofia no ensino secundário e está a doutorar-se nesta disciplina, especializando-se na sua vertente histórica. É também poeta, contando já com 3 livros de versos publicados. Vive, diz, «na provisória condição de existir». E acaba de lançar A Bebedeira de Kant – e outros 49 episódios da História da Filosofia para pensar a sorrir.
Neste livro, Erlich, seguindo a linha cronológica através da qual a Filosofia evoluiu – da Filosofia Antiga, passando pela Moderna, até chegar à Contemporânesa – junta o pensamento e os ensinamentos dos mais importantes filósofos a episódios caricatos que viveram. Faz-nos, assim, olhar para as grandes figuras da Filofofia como as pessoas que foram, humanas como nós, o que não os impediu de ficarem para a História, e dos fazerem olhar para o mundo de formas diferentes. Episódios engraçados percorrem as páginas deste livro, que deve o título ao facto de Kant, segundo consta, beber tanto vinho, até altas horas da noite, que muitaz vezes não era capaz de encontrar o caminho de regresso à casa. Ficamos a saber que, por vezes, refletir muito pode prejudicar a vida social: Montaigne, por exemplo, optou por passar a reforma enclausurado numa torre a dissertar sobre… o valor da amizade. Pode, também, levar a sábias indecisões, como no caso de Francis Bacon que, no momento em que considerou suicidar-me atirando-se para um tanque, acabou por recuar, porque a água estava fria. No total, Erlich conta-nos 50 episódios caricatos da História da Filosofia, e dos filósofos, mais propriamente. Assim, como quem não quer a coisa, ficamos com uma boa ideia das teorias e pensamentos dos maiores pensamentos de que há memória.
Por tudo isto, quisemos conhecer um pouco melhor o nosso filósofo David Erlich. Lançamos-lhe, pois, as perguntas que Proust lhe faria… QUESTIONÁRIO PROUST Qual é a sua ideia de felicidade plena?
O descrito no poema do Ruy Belo: «feliz aquele que administra sabiamente a tristeza e aprende a reparti-la pelos dias».

Qual é o seu maior medo?
Sucumbir.

Qual é a característica que mais detesta em si?
Ter medo de sucumbir.

Qual é a característica que mais detesta nos outros?
A jactância que ignora a possibilidade de sucumbir.

Qual é a sua maior extravagância?
Responder com a palavra “sucumbir” a quatro perguntas seguidas num questionário Proust.

Que pessoa viva mais admira?
O que entendemos por admirar? Reservo-me o direito de, como professor de filosofia, responder a uma pergunta com uma pergunta.

Que pessoa viva mais despreza?
O que entendemos por desprezar? Reservo-me o direito de, como professor de filosofia, responder a duas perguntas com uma pergunta. Ou melhor, com duas perguntas. Ou seja, uma pergunta cada pergunta. Isto é… bom, penso que ficou claro.

O quê, ou quem, é o maior amor da sua vida?
Serei assumidamente piroso. A minha unida de facto, companheira, amante, amiga Teresa V. Vaz.

Onde e quando foi mais feliz?
Quando, recordando Ruy Belo, administrei bem.

Que talento não tem e gostaria de ter?
Dançar.

Se pudesse mudar uma coisa em si, o que seria?
Saber dançar.

Diga uma palavra – ou frase – que usa com muita frequência.
É.

Qual considera ser a sua maior conquista?
Ter aprendido, como dizia o pré-socrático Antístenes, a falar comigo mesmo.

Onde gostaria de morar?
Sigo o estoicismo: prefiro pensar como habitar melhor o lugar em que já moro.

Qual é a sua ocupação favorita?
Desocupar-me após uma comprida missão cumprida e usufruir serenamente da experiência de estar vivo.

Quem são os seus escritores favoritos?
Assim de súbito e sabendo que a seguir a responder me vou lembrar de outros: Eugénio de Andrade, Alberto Caeiro, Kafka, Orwell, Marco Aurélio, Séneca, Hannah Arendt, Hesse, Byung-Chul Han, Santiago Kovadloff, Sophia. E tantos outros. E tantos que seriam certamente, se os tivesse lido.

Qual é o bem mais valioso que tem?
A paz comigo mesmo.

Qual é a sua asneira favorita?
Qué hijo de puta..

Qual é o seu estado de espírito neste momento?
Curioso com estas perguntas.

Se não fosse você mesmo, quem gostaria de ser?
Um outro convergente.

Qual é o seu lema de vida?
Ser como um promontório, contra o qual embatem as ondas da maré. Marco Aurélio escreve algo assim nas suas Meditações.

Como gostaria de morrer?
Ouvindo música pimba, enquanto leio em voz alta trechos do manual de Epicteto, num restaurante de sushi à discrição, rodeado de pessoas que amo, a quem ofereci uma rodada de temakis.

Se Deus existisse, o que gostaria que ele lhe dissesse?
«Gostei de todos os teus livros, mas aquele… como é que se chamava?... A bebedeira de Kant, é isso. Adorei ler essas páginas aqui no Céu. Belo livro, meu bro!»

A Bebedeira de Kant

e outros 49 episódios da História da Filosofia para pensar a sorrir

by David Erlich

Property Description
ISBN: 9789897778551
Publisher: Planeta
Release Date: May of 2024
Language: Portuguese
Dimensions: 154 x 234 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 288
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Philosophy
EAN: 9789897778551

para combater a ideia de que as pessoas filósofas são muito sérias

joana rita sousa - filocriatividade

Para filosofar, sorrir e rir ou, à maneira socrática, para poder parir ideias e perguntas e para arriscar respostas é necessário que a pessoa esteja de algum modo grávida da disponibilidade para filosofar e (sor)rir. Creio que este livro nos ajuda a praticar essa disponibilidade.

ABOUT THE AUTHOR

David Erlich

Nascido no bicentenário da Revolução Francesa, David Erlich é um dos intelectuais de Moscavide com maior projeção. Professor de Filosofia no ensino secundário, Mestre em Filosofia e Mestre em Ensino de Filosofia, com referência no Quadro de Mérito da NOVA FCSH, em que cursa atualmente o Doutoramento em Filosofia, na especialidade de História da Filosofia.
Publicou artigos e foi orador em conferências em Portugal, na Polónia e nos Países Baixos. Tem sido convidado a dialogar sobre Filosofia e Educação em vários programas radiofónicos e televisivos, podcasts e palestras.
Poeta com três livros publicados e diversas distinções literárias. Cronista da revista Sábado. Integra o grupo de reflexão «O Futuro Já Começou», que funciona junto do Presidente da República. Já trabalhou como lanterninha, operador de call center, paquete e monitor de campos de férias. Da última vez que verificou, David Erlich vivia na provisória condição de existir. David Erlich considera peculiar este texto estar escrito na terceira pessoa apesar de ter sido ele mesmo quem o redigiu.

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