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Lavores de Ana eBook

by Ana Cláudia Santos
Book eBook
Publisher: Companhia das Letras, March of 2025 ‧
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Nápoles e Lisboa. O fim da juventude e o começo da idade adulta. Uma mulher entre dois países e entre duas idades: assim é Ana, moderna nas liberdades do corpo e anacrónica no que lhe alimenta o espírito. Lavores de Ana, história de uma travessia, é também um divertimento: seduz o leitor com cenas entre amantes, passeios de motoreta no Verão meridional e vistas bucólicas para o Vesúvio; serve-se da mística da viagem, do louvor da feminilidade, da simplificação da liberdade; joga ardilosamente com a sobreposição dos nomes próprios de autora e narradora.

E, contudo, sabemos que autora e narradora não coincidem, que o delírio amoroso esbarra em famílias conservadoras ou na falta de dinheiro, que as festas pagãs não bastam para calar sermões de padres ou comentários de vizinhas. E sabemos que a liberdade, para as mulheres, tem o tempo contado. Não sabemos, no entanto, quem é Ana.

Auspiciosa estreia de Ana Cláudia Santos na ficção longa, Lavores de Ana equilibra-se magistralmente entre o clássico instantâneo e a condição volátil de um sonho inventado.

Lavores de Ana

by Ana Cláudia Santos

Property Description
ISBN: 9789895838356
Publisher: Companhia das Letras
Release Date: March of 2025
Language: Portuguese
Pages: 128
Format: eBook
File Format and Compatibility:
Categories: eBooks in Portuguese > Fiction > Fiction
EAN: 9789895838356
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

Experiência

Vito P.

Livro lindíssimo, gostei muitíssimo! Há frases que te agarram pelas costas e te fazem deitar docemente em um canteiro de flores refrescado por uma brisa leve, até o coração chorar interminávelmente. É, de verdade, uma viagem extraordinária, recomendo muito :) (desculpem o meu mau português)

Lavores de Ana

João S.

Uma grata surpresa. De uma delicadeza e verdade que impressiona. Muitas reflexões pertinentes e necessárias. A sensação que tive a cada página é que era um daqueles livros que, sem saber, tinha urgência de ler e isso é um tremendo elogio à sua qualidade. Ana Cláudia Santos vem para gravar o seu nome também como escritora. Só por este livro não tenho a menor dúvida do seu talento para tal. Recomendo!

Belo e envolvente

Andreia Machado

Este livro só peca por ser tão pequeno! Leria mais páginas sobre a Ana e sobre Nápoles sem esforço algum! A escrita é bela, poética e envolvente. As descrições de Nápoles e todas as referências literárias são sublimes e transportam-nos diretamente para lá. A comparação com a cultura popular portuguesa implícita é também muito interessante e, no fundo, a história de Ana (que muitas vezes senti como vivências da própria autora) é uma crítica social ao impacto das tradições tão profundamente enraizadas na sociedade e na alma das pessoas. No caso particular da nossa protagonista, trata-se de como a sociedade a vê e da pressão que lhe coloca em relação à vida adulta, ao casamento e à maternidade. A nossa protagonista é uma mulher que ousa ser jovem até querer ser adulta, e sobre o que isso pode implicar na vida de uma mulher que, como sabemos, tem uma “validade” curta em relação à fertilidade. Ana reflete, e leva o leitor a refletir, sobre a necessidade de ser mãe como opção ou desejo pessoal, versus imposição da sociedade. Não és mais nem menos do que outro ser humano se não segues o padrão. Este livro convida-te a aceitares-te tal como és, com todas as tuas vivências, que te trouxeram até ao momento em que estás, e a tentares olhar para a tua realidade sem a visão enviesada da sociedade, mas com os teus próprios olhos e o teu coração. “Tomo nota com a mente: ouvir, ver, sentir, compreender, não temer a incompreensão, não temer ser vista. A vida é tão breve, o amor é tão raro, e nós tivemos tanta sorte.” Gostei muito, mesmo, e espero poder ler mais livros da autora.

Ver, ouvir, sentir, não temer…

Ler, um prazer adquirido

Breve, belo, delicado. Um romance que é um viagem por Nápoles, aumentando o imaginário do leitor, numa cidade que é como uma personagem secundária, tal o apreço, o que leva Ana a regressar dez anos depois e a associar certas zonas pelos seus afetos numa liberdade sentimental enquanto jovem mulher. O regresso a Lisboa determina um balanço numa vida vivida em que, o tempo geracional de origens humildes deu um salto da servidão para a liberdade de escolha. Um amadurecimento que, tarda a constituir família. Despretensioso faz interessantes paralelos sobre um equilíbrio conquistado. O final é inesperado mas banal se… não fosse difícil. “Eu não era essa mulher, e essa não era a minha história” mas é de tantas. Tomei nota. Ver, ouvir, sentir, não temer a incompreensão, não temer ser vista, não temer ser viva.

ABOUT THE AUTHOR

Ana Cláudia Santos

Ana Cláudia Santos nasceu em 1984, em Lisboa. É escritora e tradutora. Traduziu, entre outros, Giambattista Vico, Carlo Collodi, Italo Svevo, Sergio Solmi, Fleur Jaeggy, Alba de Céspedes e Natalia Ginzburg. É autora de A morsa — Contos de inocência e de violência e de Lavores de Ana, considerado um dos melhores livros do ano de 2025 pelo jornal Público. Foi distinguida, em 2025, pelo Ípsilon como uma das escritoras do futuro em Portugal.

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