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Viagens Na Minha Terra eBook

de Almeida Garrett
idioma: português do brasil
Editor: Folha de S.Paulo, setembro de 2024 ‧
3,49€
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Ebook para wook reader
Por vezes, quando me esqueço das virtualidades do português escrito, regresso a Almeida Garrett. Sobretudo ao Garrett das Viagens, essa obra que é, simultaneamente, a mais luminosa do autor (no estilo) e a mais sombria (na meditação existencial e política). O estilo é moderno, coloquial, sardónico e estrangeirado. Mas o retrato é desencanto puro, como é próprio das almas românticas que buscam o ideal e se confrontam com a realidade. No caso, a realidade portuguesa depois das guerras civis entre liberais e absolutistas. Garrett, liberal desde a primeira hora, teria muito para festejar: o liberalismo, depois de rios de sangue, triunfara em Portugal. Mas triunfara para quê, ou para quem, se a verdadeira vitória foi a dos "homens sem qualidades" – aqueles que, nas palavras de Oscar Wilde, sabem o preço de tudo e o valor de nada?

Viagens Na Minha Terra

de Almeida Garrett

Propriedade Descrição
ISBN: 9786585642088
Editor: Folha de S.Paulo
Data de Lançamento: setembro de 2024
Idioma: Português do Brasil
Páginas: 272
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
EAN: 9786585642088

SOBRE O AUTOR

Almeida Garrett

Nascido no Porto, a 4 de fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um dos escritores mais completos no panorama das letras portuguesas. Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, apoia, no último ano do curso, a causa da revolução liberal de 1820, exilando-se consequentemente em Inglaterra e França. Neste seu afastamento, publica os dois títulos fundadores do Romantismo português: Camões (1825) e D. Branca (1826). No entanto, é depois do regresso definitivo a Portugal, em 1836, que se mostra mais profícuo, escrevendo um conjunto de obras, das quais se destacam a peça trágica Frei Luís de Sousa (1843), as inclassificáveis Viagens na Minha Terra (1846), ou os ousados versos de Folhas Caídas (1853). Aliado ao escritor está ainda Garrett, o homem cívico, que contribui para a redação da Constituição de 1838, funda o Conservatório de Arte Dramática e encabeça o projeto de edificação do Teatro Nacional D. Maria II. Almeida Garrett morre em Lisboa, a 9 de dezembro de 1854.

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