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Um Auto de Gil Vicente eBook

de Almeida Garrett
Editor: Edições Vercial, outubro de 2012 ‧
2,90€
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Quem escrupulosamente analisasse o "Auto de Gil Vicente", talvez encontraria alguns defeitos, depararia com algumas cenas menos dramáticas, com falta de nexo e ligação entre estas; mas quanto acima destes pequenos descuidos transluz a pureza do estilo e a linguagem tão limada e portuguesa; melodiosa música soando a nossos ouvidos quase esquecidos dela! Quanto não são para admirar os pensamentos finos e delicados, os ditos jocosos que esmaltam esta comédia! Não tem a força dos conceitos, o esplendor das ideias de Vítor Hugo; carece talvez do enredo forte e arrebatador de Alexandre Dumas, porém enxergamos neste drama a perfeição e interesse de Casimir Delavigne, a agudeza e engenhosa crítica de Molière. Não é raio lançando um clarão que cega e desaparece, mas sim mimoso brilho, plácida luz em que os olhos descansam gostosos."

Texto segundo o Novo Acordo Ortográfico.

Um Auto de Gil Vicente

de Almeida Garrett

Propriedade Descrição
ISBN: 9789897001369
Editor: Edições Vercial
Data de Lançamento: outubro de 2012
Idioma: Português
Páginas: 112
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789897001369

SOBRE O AUTOR

Almeida Garrett

Nascido no Porto, a 4 de fevereiro de 1799, João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett foi um dos escritores mais completos no panorama das letras portuguesas. Formado em Leis pela Universidade de Coimbra, apoia, no último ano do curso, a causa da revolução liberal de 1820, exilando-se consequentemente em Inglaterra e França. Neste seu afastamento, publica os dois títulos fundadores do Romantismo português: Camões (1825) e D. Branca (1826). No entanto, é depois do regresso definitivo a Portugal, em 1836, que se mostra mais profícuo, escrevendo um conjunto de obras, das quais se destacam a peça trágica Frei Luís de Sousa (1843), as inclassificáveis Viagens na Minha Terra (1846), ou os ousados versos de Folhas Caídas (1853). Aliado ao escritor está ainda Garrett, o homem cívico, que contribui para a redação da Constituição de 1838, funda o Conservatório de Arte Dramática e encabeça o projeto de edificação do Teatro Nacional D. Maria II. Almeida Garrett morre em Lisboa, a 9 de dezembro de 1854.

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