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Torto Arado (Prémio Leya 2018) eBook

de Itamar Vieira Junior
Livro eBook
Editor: Leya, fevereiro de 2019 ‧
11,99€
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Ebook para wook reader
Prémio Leya 2018
Prémio Oceanos 2020


Um livro comovente que traz a herança dos clássicos

Bibiana e Belonísia são filhas de trabalhadores de uma fazenda no Sertão da Bahia, descendentes de escravos para quem a abolição nunca passou de uma data marcada no calendário. Intrigadas com uma mala misteriosa sob a cama da avó, pagam o atrevimento de lhe pôr a mão com um acidente que mudará para sempre as suas vidas, tornando-as tão dependentes que uma será até a voz da outra.

Porém, com o avançar dos anos, a proximidade vai desfazer-se com a perspectiva que cada uma tem sobre o que as rodeia: enquanto Belonísia parece satisfeita com o trabalho na fazenda e os encantos do pai, Zeca Chapéu Grande, entre velas, incensos e ladainhas, Bibiana percebe desde cedo a injustiça da servidão que há três décadas é imposta à família e decide lutar pelo direito à terra e a emancipação dos trabalhadores. Para isso, porém, é obrigada a partir, separando-se da irmã.

Numa trama tecida de segredos antigos que têm quase sempre mulheres por protagonistas, e à sombra de desigualdades que se estendem até hoje no Brasil, Torto Arado é um romance polifónico belo e comovente que conta uma história de vida e morte, combate e redenção, de personagens que atravessaram o tempo sem nunca conseguirem sair do anonimato.

Torto Arado (Prémio Leya 2018)

de Itamar Vieira Junior

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896605858
Editor: Leya
Data de Lançamento: fevereiro de 2019
Idioma: Português
Tipo de produto: eBook
Formato e Compatibilidade:
Classificação Temática: eBooks em Português > Literatura > Romance
eBooks em Português > Literatura > Ficção
EAN: 9789896605858
Acessibilidade: Ver características de acessibilidade indicadas pelo editor

História Incrível de duas irmãs!

Ana Jorge

Relata a história de 2 irmãs e dos seus destinos distintos traçados por um fatídico acontecimento quando descobrem o punhal da avó. Incrível discrição de como era a vida nas roças para os menos afortunados e como a vida era difícil. Questões religiosas, violência doméstica são relatados também.

Uma verdadeira relíquia

Cleia P.

Este livro está muito bem estruturado, com bases históricas e também os retratos descritivos da realidade pós escravatura, mas que relata um ainda atual sistema de exploração. Confirma um rigor de factos acompanhado da beleza das emoções contadas em vocabulário rico e tradicional da Bahia. Feliz por ter me encontrado com esta obra.

Arar a pobreza

Guilhermina Puga

Ao fim de duas páginas já estava nervosa de lágrimas prontas. Os brasileiros no geral e os ecritores brasileiros em particular possuem aquele grão de ternura e tristeza que engasgam qualquer português mais gelado e sisudo.

Surpreendente

Eduardo

Uma obra fantástica, cativante desde a primeira à ultima pagina, que retrata com uma exatidão por vezes arrebatadora, as deploráveis condições daquela que é a escravatura moderna, que mesmo vários anos após a sua abolição formal, continua a limitar e condicionar milhões de vidas.

Um livro que não paramos de ler

Rita

Tinha muita curiosidade em ler Vieira Junior e não desiludiu.

Maravilhoso!

Inês Rodrigues

Há muito tempo que um romance não me comovia assim. Sobre ancestrais, quilombolas, o direito à terra, a herança da resistência, o lugar da palavra, o papel dos espíritos. Maravilhoso. "Poder estar ao lado de meu pai era melhor do que estar na companhia de dona Lourdes, com seu perfume enjoado e suas histórias mentirosas sobre a terra. Ela não sabia por que estávamos ali, nem de onde vieram nossos pais, nem o que fazíamos, se em suas frases e textos só havia histórias de soldado, professor, médico e juiz. (...). Com Zeca Chapéu Grande me embrenhava pela mata nos caminhos de ida e de volta, e aprendia sobre as ervas e raízes. Aprendia sobre as nuvens, quando haveria ou não chuva, sobre as mudanças secretas que o céu e a terra viviam. Aprendia que tudo estava em movimento - bem diferente das coisas sem vida que a professora mostrava em suas aulas".

TORTO ARADO

Rui Pinto

Uma narrativa excelente. O leitor é transportado a tempos que parecem atuais, no presente. Até quando a opressão e a servidão continuarão a oprimir os mais desfavorecidos socialmente? Um livro que o leitor ao percorrer as suas páginas consegue imaginar “o passado sempre presente”. Um final de certo modo esperado. Gostei e recomendo

Muito bom

Inês - Livros e Papel

Um bonito retrato do Brasil profundo. Uma história que me prendeu desde o início. Prémio Leya merecido.

impossível de um arado torto nascer um rego direito

antónio josé cravo

impossível de um arado torto nascer um rego direito, será a imagem que itamar junior constrói ao longo do romance, nos oferta para que sobre ela nos debrucemos e, quiçá, nos demonstre que do brasil de ontem ao brasil de hoje, o rego nunca foi direito porque o arado sempre foi torto. chegamos assim à situação actual pelo percurso dos caminhos da pequena história. riquíssimo em metáforas, linguagem e personagens, é um romance deste tempo em que o brasil se perdeu num rego que se entortou mais que o arado. oportuno, actual e merecedor do prémio, torto arado abre-nos um rego direito para o entendimento do que a razão parece não explicar e o romance busca no seu caminho de palavras feito demonstar.

Romance pouco ou nada torto.

Maria Carvalho

Muito interessante esta descrição do modo de vida dos descendentes dos escravos no Brasil. Embora o autor utilize linguagem estranha aos leitores portugueses lê-se com agrado.

SOBRE O AUTOR

Itamar Vieira Junior

Vencedor dos Prémios LeYa, Oceanos, Jabuti (conquistado duas vezes) e Montluc, Itamar Vieira Junior foi o primeiro autor brasileiro a chegar à final do International Booker Prize e do Dublin Literary Award. Nascido em Salvador, em 1979, é doutor em estudos étnicos e africanos (UFBA) e autor da coletânea de contos Doramar ou a Odisseia, do livro infantil Chupim e dos romances Salvar o Fogo e Torto Arado, este último é um dos maiores sucessos – de público e crítica – da literatura brasileira em muitas décadas, tendo sido traduzido em mais de trinta idiomas.

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